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5 Mitos sobre William Shakespeare

Hamnet reacendeu o interesse sobre a vida do bardo

02/02/2026

Com oito indicações ao Oscar e sucesso inegável da crítica, o filme Hamnet: A Vida Antes de Hamlet traz uma ficção histórica que aborda a vida da família de William Shakespeare, em especial sobre a morte do filho que dá nome ao longa e ao livro que o inspirou.

LEIA TAMBÉM: Nem todo mundo sabe, mas esses filmes são inspirados em Shakespeare

Mesmo com personagens inspirados em pessoas que existiram de verdade, a produção, assim como o romance do qual foi adaptado, é uma ficção que tomou várias liberdades criativas para reimaginar aspectos históricos do ponto de vista de Agnes/Anne, esposa do dramaturgo.

Isso reacendeu o interesse em relação à vida do bardo, envolta em vários mistérios deixados pelas lacunas de sua biografia e lendas que se tornaram mais famosas do que a própria biografia do autor de Otelo. Confira a seguir alguns mitos sobre William Shakespeare:

1. Shakespeare não escreveu suas peças

O filme Anônimo, de Roland Emmerich, é o principal propagador deste mito nos dias de hoje, alegando que o conde de Oxford seria o verdadeiro autor das obras de Shakespeare. Antes disso, várias teorias semelhantes já surgiram e desapareceram, a maioria delas baseada em descobertas nada agradáveis quanto ao caráter de Shakespeare.

Tal negação se baseia principalmente na crença de que a grandiosidade do dramaturgo não refletia quem ele era enquanto pessoa — ou seja, de não conseguir separar o artista de sua obra. Mas a verdade é que a maioria das referências contemporâneas a Shakespeare seja verdade: este ator, dono de teatro e homem que, sim, acumulou grãos em tempos de escassez de alimentos, é um reconhecido e admirado escritor.

2. Shakespeare tinha um vocabulário notavelmente amplo

Uma das principais observações repetidas até hoje sobre o autor é de que ele possuía um vocabulário extraordinário e uma facilidade ímpar de criar palavras. A ele estima-se um vocabulário de 20 mil a 30 mil palavras, muitas delas que teriam sido inventadas por ele mesmo.

Mas em primeiro lugar precisamos entender qual é a base de comparação para entender o que seria “excepcional” aqui. O pesquisador Hugh Craig analisou os trabalhos de Shakespeare e de outros autores para comparar a variedade de vocabulário das peças renascentistas e quantas palavras eles teriam inventado. O de Shakespeare ficou na média, sendo superado pelo de John Webster. Tudo indica que a fama só exista pelo fato de suas peças terem resistido mais ao tempo do que as de seus contemporâneos.

3. Ele teria se inspirado em uma mulher para sua poesia romântica

Não bastasse ter roubado um Oscar de Fernanda Montenegro, esse filme ainda propagou a ideia de que ele teria enviado sonetos floridos para uma mulher da aristocracia para proclamar seu amor. Mas o filme ignora o fato de que 126 dos 154 sonetos shakespeariano provavelmente eram endereçados a um homem amado, identificado como “Mr. W.H.” na primeira edição, publicada em 1609.

Curiosamente, na Renascença não havia tanto estigma sobre atrações entre homens. O escândalo, segundo a acadêmica Margreta de Grazia, estaria em 28 poemas dedicados a uma mulher não identificada, tradicionalmente chamada de “Dark Lady”. Segundo de Grazia, a possível pele escura desta mulher misteriosa seria uma barreira muito maior para a sociedade da época do que o romance com o tal Mr. W.H.

4. Shakespeare descobriu a morte do filho na preparação do funeral

Em Hamnet, Shakespeare retorna de Londres para descobrir que o cadáver de seu filho está sendo preparado para o velório e sepultamento. Porém, não se sabe quanto tempo levou para que o autor soubesse da morte de Hamnet ou se ele realmente compareceu ao funeral. 

Os registros da igreja datam o enterro de 11 de agosto de 1596, o que costumava ocorrer dois ou três dias após a morte da pessoa. Se Shakespeare estava em Londres naquela época, teria levado alguns dias apenas para a notícia da morte chegar até ele. Ou seja, é bem provável que os eventos do filme jamais tenham acontecido.

5. Agnes assistiu à primeira apresentação de Hamlet

O clímax de Hamnet ocorre quando Agnes (há registros históricos dela como Agnes e como Anne) e seu irmão assistem à primeira apresentação de Hamlet em Londres. A peça tem uma cena que retrataria o luto causado pela morte do filho.

Porém, não existe qualquer registro de que Agnes/Anne tenha comparecido a qualquer apresentação de Hamlet, muito menos a primeira, no teatro Globe. Então, não há como ter qualquer tipo de certeza se as cenas finais do longa realmente aconteceram.

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Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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