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EducaDark

Educação hoje sem perder o amanhã de vista

Inclusão e responsabilidade educacional

30/01/2026

Iniciamos um novo ano e com ele, uma nova jornada no EducaDark, a cédula educacional da DarkSide® Books. Nossos polvinhos estão à toda, preparando novos lançamentos, indicações e um monte de novidades para esse ano de 2026.

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Nosso compromisso com o universo pedagógico se mantém e se fortalece a cada nova etapa do caminho. Tivemos um ano cheio de conquistas, como a presença incrível na Bienal do Rio, os títulos indicados pela FNILJ, a entrada das nossas escolhas pedagógicas no cenário do PNLD, as mostras literárias, as parcerias, as belíssimas discussões na SELIBI do SESI-SP e aqui mesmo do DarkBlog. Mas agora, é o momento de projetarmos novas ações para o novo ano. 

E quando pensamos em educação, seja ela em nível local ou global, incluir, reavaliar, reconstruir e buscar, são verbos muito presentes. A capacidade humana mais incrível é o poder de se reinventar sem esquecer o passado, seja ele longínquo ou recente, e oferecer ao presente, discussões essenciais para olhar o futuro com esperança de melhorias. Vivemos um 2025  onde o cenário internacional mudou significativamente: novos conflitos geopolíticos, novas administrações, fake news, a consolidação das IAs generativas, entre outros, foram temas constantes. Evoluímos tanto, mas no caminho podemos estar perdendo outro tanto. Por isso, a importância de valorizar a educação em parâmetros cada vez mais claros. 

Pensando nesse cenário, a UNESCO inseriu em sua pauta de discussões educacionais para 2026, o tema da paz e do papel cocriador do próprio jovem na educação. No dia 24 de janeiro, considerado desde 2018, o Dia Internacional da Educação, foi comemorado esse ano com um evento aberto em Paris (que pode ser acessado on-line, pelas redes da UNESCO, em inglês e francês), para a divulgação das datas do novo relatório global da educação GEM (Global Education Monitoring Report assessing student and youth participation in education legislation and policymaking),  documento que pauta as iniciativas e discussões ao longo do ano. 

Com a valorização da presença jovem nas decisões políticas, foi lançada também, a SDG 4 Youth & Student Network, uma comunidade global de jovens líderes e especialistas na temática. Esta rede é também o órgão oficial que representa jovens e estudantes no Comitê Diretivo de Alto Nível do ODS 4, o órgão máximo global para a tomada de decisões em educação, composto por Ministros da Educação e representantes da sociedade civil, organizações internacionais, doadores, setor privado e fundações. Segundo os dirigentes, diante de todos os desafios, temos a missão de defender e promover a  Declaração da Juventude sobre a Transformação da Educação, uma forma de reconhecer “os jovens e seu papel como agentes de mudança na busca por uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, bem como na construção de sociedades pacíficas, justas e inclusivas”.

Segundo a ONU, 2026 será um ano de balanço geral, levando em conta tudo que se alcançou, ou que ainda precisa ser alcançado, na educação em nível global. Para os principais defensores da ODS 4, agora entramos em uma contagem regressiva para 2030, reforçando a necessidade de dados mais precisos para o direcionamento do projeto educacional em escala global. Serão publicados três relatórios ao longo desses três anos, sendo o primeiro, o Relatório de Monitoramento Global da Educação de 2026, Contagem Regressiva para 2030: Acesso e Equidade, que será divulgado em 25 de março de 2026, logo após a reunião da Coalizão Global para a Educação, nos dias 23 e 24 de março, na sede da UNESCO. Os relatórios seguintes abordarão “Aprendizagem e Qualidade (2027) e Relevância (2028/29)”. 

Mas por que saber desses relatórios é tão primordial? 

Por um motivo simples: esses documentos apresentarão dados, análises e gráficos mais recentes sobre indicadores-chave da educação global, como:

– taxa de crianças fora da escola; 
– taxa de conclusão e evasão; 
– participação na educação infantil; e 
– matrícula no ensino superior. 

Incluindo ainda, estudos de caso de países que apresentaram melhorias muito mais rápidas do que seus pares nas últimas duas décadas, entre eles o Brasil. 

Todo esse movimento, se une com outra temática igualmente importante para a educação, principalmente brasileira: a reafirmação da Segunda Década Internacional dos Afrodescendentes (2025-2034). A resolução da primeira década foi proposta pelo Brasil, em parceria com Antígua e Barbuda, Bahamas, Bolívia, Burundi, Colômbia, Costa Rica, Jamaica, Santa Lúcia e Estados Unidos. Nos dez primeiros anos do projeto, as Nações Unidas forneceram um plano de ação para que estados e sociedade civil se unissem para efetivar e promover os direitos das pessoas afrodescendentes, focando em três aspectos principais: reconhecimento, justiça e desenvolvimento

Em resposta a isso, muitos países mudaram suas leis, promoveram ações de educação antirracista e fomentaram projetos para combater a discriminação racial, dando destaque para a valorização da cultura como meio de mudança. Volker Türk, Alto Comissário para os Direitos Humanos, reconheceu, em seu discurso de encerramento da Primeira Década, que, “apesar dos avanços, uma década apenas foi incapaz de resolver o legado de séculos de escravidão e colonialismo”. Ainda há obstáculos a serem transpostos e mudanças que precisam ser implantadas ainda na educação fundamental das sociedades.

Por isso, nossos polvinhos do EducaDark estão antenados em obras, informações e novas pontes que nos permitam cada vez mais, contribuir para o crescimento educacional dos nossos leitores. Para mais conteúdos como esses, continuem acompanhando as notícias da EducaDark no DarkBlog ou então escreva para educacional@darksidebooks.com.

A EducaDark é composta pelos consultores educacionais Cláudia Onofre, Angélica Barros e Enéias Tavares. Claúdia tem grande experiência no mercado educacional literário, principalmente na educação infantil e no Ensino Fundamental. Angélica, além de professora de História, é autora de materiais didáticos para os segmentos de Fundamental e Médio. Quanto a Enéias Tavares, além de professor de literatura, é autor da DarkSide® Books, com seu livro Parthenon Místico sendo um projeto já adotado em escolas de ensino médio.

LEIA TAMBÉM: Conheça o EducaDark: o lado educativo da Caveira

Sobre EducaDark

educadarkO EducaDark é o núcleo focado no uso pedagógico dos títulos da DarkSide® Books. Sua missão é selecionar obras do catálogo que podem ser utilizadas em escolas, bibliotecas e outras instituições de ensino.

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