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Lançamento: Garotos Selvagens: Um Livro dos Mortos, por William S. Burroughs

Uma obra seminal e visionária de um dos autores mais influentes na cultura contemporânea

09/04/2026

Reconhecidamente uma das obras seminais de William Burroughs, Garotos Selvagens: Um Livro dos Mortos apresenta, com uma linguagem desconcertante e ousada, uma realidade distópica na qual extremistas ensandecidos mobilizam perigosas forças sociais. A história acompanha um grupo de jovens homossexuais, livres e audaciosos, que confrontam as amarras do poder estatal com uma rebelião visceral e transgressora, rechaçando toda tentativa de dominação e controle. Eles lutam para sobreviver e preservar a essência de ser autenticamente indomáveis, visionários, radiantes e transformadores, como toda bela juventude deve ser.

Publicado pela primeira vez em 1971, o romance teve um imenso impacto cultural, sobretudo no universo da música pop. David Bowie declarou que boa parte da inspiração para o visual de Ziggy Stardust veio da leitura desse livro, que também era um dos preferidos de Ian Curtis, vocalista da banda Joy Division. Patti Smith faz alusão ao protagonista do livro na canção “Land”, do seu icônico álbum de estreia Horses. Em uma parceria com Kurt Cobain, líder do Nirvana, Burroughs lê o conto “The Junky’s Christmas” com a guitarra sinistra de Cobain complementando-a. Intitulada The ‘Priest’ They Called Him, a colaboração entre os dois foi lançada em 1º de julho de 1993.

Como ocorre com todas as grandes obras literárias, a sociedade imaginada por Burroughs é capaz de refletir o momento e as contradições que estamos atravessando, além de articular artisticamente, e com notável habilidade, ideias e conceitos essenciais para pensar a vida contemporânea. 

Obra até então inédita no Brasil, a edição de Garotos Selvagens que a DarkSide® Books orgulhosamente apresenta é ilustrada pelo premiado quadrinista João Pinheiro, autor da HQ Burroughs, obra que lhe rendeu elogios aqui e no exterior. As cenas que o artista recria têm uma profundidade de campo capaz de mostrar a ação ocorrendo em mais de um lugar ao mesmo tempo. Assim como o texto visceral e desafiador de Burroughs, Pinheiro ordena esteticamente o caos e nos presenteia com imagens de grande beleza.

É quase impossível mapear toda a influência de William Burroughs na cultura contemporânea. Obras como Junky, Queer e Almoço Nu reverberaram na música, no cinema, nas artes plásticas e, é claro, na literatura — ele é uma grande referência do cyberpunk. Seus romances se mantêm fortes e fecundos. A proclamação, feita em diversas entrevistas, de que “a linguagem é um vírus”, nos ajuda a entender os mecanismos de controle social no qual estamos cada vez mais enredados. Ler William Burroughs, mais do que nunca, é fundamental para que possamos encontrar caminhos e desafiar as formas convencionais de ver e viver o agora.

William Burroughs, nasceu em 5 de fevereiro de 1914, em uma família proeminente de St. Louis. Seu avô paterno, de quem herdou o nome, foi o inventor da máquina calculadora moderna, e seu tio por parte de mãe, Ivy Lee, foi um dos fundadores das relações públicas empresariais. Tanto em sua obra quanto em sua vida, Burroughs usou esse legado familiar contra si, como parte de um projeto de subversão da moralidade, da política e da economia da América contemporânea. Para se libertar do condicionamento familiar e, sobretudo, do modo como era tratado por ser homossexual e usuário de drogas, Burroughs deixou sua terra natal em 1950, e logo depois de partir começou a escrever. Quando morreu, ele foi amplamente reconhecido como um dos artistas mais politicamente atuantes, culturalmente influentes e inovadores do século XX. Entre os livros que publicou estão Junky, Queer, Almoço Nu, a trilogia “cut up” (The Soft Machine, The Ticket That Exploded, Nova Express), Os Garotos Selvagens, The Thrid Mind, The Burroughs File, The Adding Machine, Interzone, The Letters of William S. Burroughs: 1945-1959 (editada por Oliver Harris); a última trilogia de romances (Cities of the Red Nights, The Place of Dead Roads, The Western Lands), The Cast Inside, My Education e Last Words. Após morar nas cidades do México, Tânger, Paris e Londres, Burroughs retornou para a América em 1974, se estabelecendo em Lawrence, no estado de Kansas, onde morreu em 2 de agosto de 1997.

João Pinheiro é autor de histórias em quadrinhos e artista visual. Tem publicado suas HQs e ilustrações em revistas do Brasil e do exterior. Em 2015 lançou a HQ Burroughs (Veneta), que é um mergulho no universo de um dos mais brilhantes, intrigantes e perturbadores escritores do século XX e uma homenagem ao seu estilo único e ao universo perturbador de suas obras. Saiba mais em https://jpinheiro.com.br/.

“Me lembro de estar sentado bem na frente de William Burroughs, na mesa de jantar da casa dele no Kansas, tentando absorver tudo que ele dizia, pensando que essa era a coisa mais legal que eu já tinha feito.” — Bob Dylan, em carta para Allen Ginsberg

“Burroughs cria as imagens a partir de um estado de sonho, sem passar pelo tédio.” — David Bowie, em William S. Burroughs e o Culto do Rock ‘n’ Roll

“Ele foi um anjo da guarda mau que nos fez querer sair de nossas casas.” — John Waters, cineasta

FICHA TÉCNICA
Título | Garotos Selvagens: Um Livro dos Mortos
Título original | The Wild Boys: A Book of the Dead
Autor | William S. Burroughs
Tradutor | Alexandre Barbosa de Souza
Ilustrador | João Pinheiro 
Editora | DarkSide® Books
Marca | DarkSide
Edição | 1ª
Idioma | Português
Especificações | 224 páginas, 16×23 cm, capa dura
ISBN | 978-65-5598-628-0
Faixa etária | 16 anos

Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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