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Qual a relação entre Dungeons & Dragons e Game of Thrones?

Um DNA compartilhado além dos dragões

21/01/2026

Dragões, criaturas fantásticas e cenário de fantasia medieval. Poderíamos estar falando de uma mesa de Dungeons & Dragons ou de um episódio de Game of Thrones, um dos maiores fenômenos da televisão mundial, inspirado na saga (incompleta) de George R. R. Martin.

LEIA TAMBÉM: O legado de Dungeons & Dragons

Sabemos que em mais de cinquenta anos, o legado de D&D foi muito além dos jogos de RPG, estendendo-se a livros, filmes, séries e à cultura pop de modo geral. Assistindo a um episódio de Game of Thrones ou de suas séries derivadas, A Casa do Dragão e O Cavaleiro dos Sete Reinos, pode-se até ter a impressão de que Dungeons & Dragons inspirou este universo, mas não é bem assim.

A experiência com RPG

G R R Martin
Episode 6 scene 20

George R. R. Martin nunca afirmou ter se inspirado em D&D para criar o universo de As Crônicas de Gelo e Fogo. Porém, ele tem, sim, um histórico com jogos de RPG. No site de Wild Cards, o autor contou um pouco sobre essa experiência nos anos 1980: “Alguns escritores de Albuquerque tinham um pequeno grupo de jogo e eles me convidaram para uma sessão. Tinha minhas dúvidas na época. Tinha visto jovens jogando D&D em convenções, fingindo ser Thongor, o Bárbaro e Pipsqueak, o Hobbit, enquanto matavam monstros e buscavam um tesouro”.

Para ele, sua extensa bagagem em histórias de fantasia eram suficientes para que o jogo tivesse qualquer tipo de apelo. “E daí tinha esses dados em formas esquisitas que você precisava lançar para determinar se iria viver ou morrer. Preferia ir para um jogo de pôquer semanal ou uma partida de Diplomacy”.

Mesmo se considerando muito velho e “sofisticado” para jogar RPG, resolveu tentar já que “era o que os escritores locais curtiam”. O que Martin mais jogou foi uma campanha de O Chamado de Cthulhu. “Era muito divertido e nem um pouco parecido com o que eu imaginava que fosse RPG. Entrei de cabeça com escritores, e esses jogos eram histórias. Era como se eu estivesse entrando nas páginas de uma história de H.P. Lovecraft, exceto que os personagens eram mais elaborados do que os do Lovecraft”.

Depois de alguns meses ele criou a sua própria aventura de Cthulhu. Embora não haja uma declaração oficial do autor sobre ter jogado D&D, uma matéria do The Guardian de 2016 o lista como uma entre muitas personalidades da cultura pop que jogam. O jornalista Steve Rose ainda afirma que “criaturas de suas obras foram adotadas pela franquia oficial de D&D”.

Mas se tem algo que Game of Thrones e Dungeons & Dragons têm em comum, é a sua influência da Terra-Média…

Tudo remete a J.R.R. Tolkien

O denominador comum aqui sem dúvida é J.R.R. Tolkien e os universos fantásticos criados por ele. Em D&D a influência é observada principalmente nas raças jogáveis clássicas, como elfos, anões e halflings. Nas primeiras edições o jogo até chegou a usar o termo “hobbit”, abandonado por questões legais. O autor de O Hobbit e O Senhor dos Anéis também estabeleceu o modelo de fantasia medieval épica na qual o jogo se baseia.

Hobbit

Também não é segredo para ninguém a influência de Tolkien exerce na obra de Martin. Em uma entrevista à Time ele deixou isso bem claro (caso alguém ainda tivesse algum tipo de dúvida): “Sou um grande fã de Tolkien. Li os livros dele quando estava no ensino fundamental e médio, e eles me marcaram profundamente”.

E o autor completa: “Já tinha lido outras fantasias antes, mas nenhuma que eu tenha amado como a de Tolkien. E eu não estava sozinho. O sucesso dos livros de Tolkien redefiniram a fantasia moderna”. 
Embora D&D e o universo de Game of Thrones não tenham uma relação de causa e efeito confirmada, não é exagero dizer que eles são uma espécie de primos na cultura pop.

LEIA TAMBÉM: 10 momentos e referências a D&D na cultura pop

Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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