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5 grandes feitos de mulheres que mudaram a história da Ciência

Ao longo da história, a jornada das mulheres nos laboratórios foi marcada por sexismo e silenciamentos, mas suas descobertas nos ajudam até os dias de hoje

A jornada das mulheres perante a ciência tem sido marcada por séculos de pesquisas tendenciosas sobre o comportamento feminino que propagaram diferenças inexistentes e inferiorizaram as mulheres. Nos laboratórios, a presença feminina já foi classificada como uma “distração” para os homens, e mulheres foram proibidas durante muitos anos de estudar formalmente. Mesmo com todas as imposições e preconceitos de uma sociedade conservadora e sexista, muitas mulheres conquistaram seu lugar de destaque na ciência.

Para que isso acontecesse, é claro, as mulheres lutaram. Na ciência, nas artes, na literatura, na TV, na música — elas lutaram para ocupar espaços aos quais nunca foram convidadas a ocupar. Na ciência, área predominantemente masculina, as mulheres apareciam discretamente nas fotos da Academia, mas pesquisavam, estudavam e analisavam incansavelmente nos laboratórios, e assim obtiveram grandes resultados que nos ajudam até os dias de hoje e, anos depois, foram dignos de reconhecimento e prêmios.

Em Inferior é o Caralho, publicado pela DarkSide Books, a jornalista britânica Angela Saini lança luz às pesquisas controversas da ciência que são focadas nas diferenças entre os sexos, resultados de estudos científicos tendenciosos que não incluíram a outra metade da população, e ao machismo impregnado em laboratórios e universidades até os dias de hoje. Além de provar que visões como a fragilidade feminina, a propensão ao lar e mais uma centena de comportamentos “de mulher” estão errados, Saini também explora as pesquisas que estão reescrevendo essa história e nos presenteia com um dossiê de mulheres incríveis que nadaram contra a corrente em busca de direitos iguais na ciência e na sociedade.

Por quase trezentos anos, a única presença feminina permanente na Royal Society foi a de um esqueleto preservado na coleção de anatomia”, escreveu a professora de história Londa Schiebinger, no livro The Mind Has No Sex? Women in the Origins of Modern Science [A mente não tem sexo? A mulher nas origens da ciência moderna] — relato presente também em Inferior é o Caralho.

Na história, a iraniana Maryam Mirzakhani foi a única mulher a receber a Medalha Fields, considerada o Nobel da Matemática. A premiação aconteceu em 2014 e as descobertas de Maryam ajudaram significativamente o avanço da geometria hiperbólica. Já quando falamos do prêmio máximo para a carreira dos físicos, por exemplo, apenas três mulheres na história ganharam o Nobel de Física. Marie Curie, em 1903, Maria Goeppert-Mayer, em 1963, e, recentemente, Donna Strickland, em 2018.

Essa disparidade levantou debates e estimulou as mulheres a usarem suas vozes para conquistar mais espaço, e trazer reconhecimento às grandes mentes femininas dos últimos séculos. Sabe aquela história de que mulheres não se dão bem com números, ciência exatas etc? É mentira. Confira cinco grandes feitos femininos na ciência ao longo da história:

 

Programação

A sociedade insiste em propagar que os números e algoritmos não são coisa de mulher, mas aí surge o nome de Ada Lovelace (1815-1852) e refuta todos os possíveis argumentos que possam querer apoiar essa ideia. Ada foi a primeira programadora da história. Ela também desenvolveu o conceito de subrotina e, pouco antes de morrer, pesquisava sobre as relações entre a matemática e a música. Ada foi considerada uma mulher à frente de seu tempo não apenas pelas descobertas, mas também por contrariar os comportamentos da época — ela gostava de beber e jogar cartas.

Radioatividade

Marie Curie (1867-1934) é o seu nome. A cientista polonesa foi a primeira a conduzir estudos pioneiros no ramo da radioatividade e também foi a primeira mulher a ganhar um Prêmio Nobel. Em 1911, a cientista surpreendeu de novo e conquistou o Prêmio Nobel de Química pela descoberta em torno dos elementos rádio e polônio, da tabela periódica. Seus estudos nessa área também ajudaram a desenvolver os aparelhos de raio x.

Energia solar

Em 1947, a biofísica Maria Telkes (1900-1995) inventou o gerador de energia termelétrica para fornecer energia para uma casa simples e, desde então, a energia solar se tornou a principal aposta de energia limpa que pode substituir as fontes que usamos atualmente. Além de renovável, a energia solar também não agride o meio ambiente.

Wi-fi e GPS

Nada menos do que o wi-fi e o GPS! Sim, Hedy Lamarr (1914-2000) inventou o princípio do wi-fi durante a Segunda Guerra Mundial. Ela criou um sistema secreto de comunicação para controlar torpedos via rádio. Essa tecnologia foi base fundamental para a criação do wi-fi e do GPS.

E, bom, nas horas vagas Hedy Lamarr também era atriz de cinema.

Fibra Kevlar

Stephanie Kwolek (1923-2014) criou uma fibra sintética leve e super-resistente, que mais tarde foi chamada de Kevlar. A invenção surgiu enquanto a química tentava desenvolver uma fibra mais leve para pneus de carro na empresa em que trabalhava. Sua invenção foi patenteada em 1966 e é usada até hoje em cintos de segurança, construções aeronáuticas, coletes à prova de bala, linhas de pesca e cordas.

Muitos outros resultados de experimentos e estudos feitos por mulheres nos guiam e nos ajudam diariamente, mas os nomes mais conhecidos que surgem em nossa mente quando falamos de ciência geralmente são masculinos.

Listar alguns feitos diante das incontáveis descobertas de mulheres que desafiam a sociedade para exercer sua paixão pela ciência é mais uma forma de manter o nome e o legado de cada uma delas vivo — e também de estimular cada vez mais meninas e mulheres a conquistarem seus espaços em laboratórios, tribunais, hospitais, cinemas e em muitas outras outras áreas de maneira igualitária e com a consciência coletiva de que as mulheres não só fazem parte da história, mas sobretudo ajudam a escrevê-la diariamente.

Conheça o livro Inferior é o Caralho e veja como as meias verdades propagadas durante todo esse tempo fizeram com que as mulheres fossem apagadas dos registros históricos: https://www.inferiornuncamais.com.br/

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