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Crime Scene

5 serial killers brasileiros sanguinários

Casos estudados a fundo por uma das maiores especialistas em assassinos em série do Brasil, Ilana Casoy

Ilana Casoy é autoridade no que diz respeito a mentes criminosas e resolução de crimes no Brasil. Perturbadores e por muitas vezes comoventes, os relatos de Casoy, escritos depois de rigorosa pesquisa em diversas fontes, nos apresentam histórias que nem a ficção e o cinema conseguiram imaginar.

Chico Picadinho

Embora seu número de vítimas seja tímido perto de outros assassinos em série, Chico Picadinho abusou da crueldade e do sadismo enquanto cometia seus crimes em meados dos anos 70 e se tornou o mais conhecido serial killer brasileiro. As duas mulheres assassinadas por ele foram esquartejadas e partes do corpo foram dispensadas no vaso sanitário de seu apartamento e o restante guardado em uma mala.

Francisco da Costa Rocha está preso na Casa de Custódia de Taubaté, interior de São Paulo, há 42 anos – a pena máxima no Brasil é de 30 anos. Na cadeia, Chico Picadinho cuida da biblioteca e pinta quadros nas horas vagas, como relata Ilana Casoy em seu livro Arquivos Serial Killers – Made in Brazil, publicado pela DarkSide® Books. Em depoimento, Chico chegou a afirmar que sentia um impulso violento e incontrolável de matar suas vítimas.

Pedrinho Matador

Pedrinho Matador acreditava ter mais de 100 mortes em seu currículo de matador, no entanto, a Justiça o condenou por 18 homicídios a mais de 128 anos de prisão. A primeira vez que sentiu vontade de matar foi aos 13 anos de idade. Segundo ele, só morria em suas mãos “quem merecia” e foi sob essa alegação que Pedrinho matou o próprio pai.

O pai de Pedrinho havia assassinado sua mãe com 21 facadas, ele, então, matou o pai, preso na mesma cadeia que ele, com 22 facadas, arrancando um pedaço do seu coração e o mastigando para selar a vingança. Na prisão, ele foi um dos maiores matadores que já existiu. Durante uma emboscada, Pedrinho conseguiu improvisar uma faca e matar 5 presos, além de ferir outros dois. Em liberdade, Pedrinho, que passou 42 na cadeia, tornou-se uma espécie de comentarista de crimes no YouTube – seu canal já tem mais de 29 mil inscritos.

Filho da Luz

Com a tatuagem “Eu sou o filho da luz” no peito, Febrônio Índio do Brasil matou suas vítimas com crueldade, sempre depois de cometer abuso sexual. O Filho da Luz acreditava que estava na terra para cumprir uma missão.

Febrônio chegou a atender pacientes no lugar de um dentista formado, com um diploma falsificado. Sádico, ele sentia prazer no sofrimento de seus pacientes e chegou a extrair, sem necessidade, quatro dentes de uma mulher. A dona de uma das casas que Febrônio morava de aluguel afirmou em depoimento que o viu cozinhando uma cabeça humana no quintal. Na ocasião, ele afirmou que havia retirado a cabeça de um cemitério nas proximidades e estava fervendo o crânio para retirar pedaços do couro cabeludo e mau cheiro.

Vampiro de Niterói

O Vampiro de Niterói se declarava religioso e, em depoimento, afirmou que escolhia crianças como vítimas de suas cruéis sessões de tortura e sodomia por serem inocentes e, após a morte, afirmava que iriam direto para o céu. Ele preferia os meninos por serem mais bonitos enquanto tinham a pele “lisinha”.

Marcelo Costa de Andrade confessou beber o sangue de suas vítimas para, segundo seus delírios, se tornar “tão bonito quanto elas”. Laudos psiquiátricos comprovaram que o Vampiro de Niterói era psicopata com doença mental grave, esquizofrenia e perversão de conduta. Desde 2003, ele está internado Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho, no Rio de Janeiro, por tempo indeterminado.

Monstro do Morumbi

O Monstro do Morumbi matou e abusou sexualmente de cerca de 13 mulheres em meados dos anos 70. José Paz Bezerra não controlava sua vontade de matar quando ela surgia inesperadamente.

Uma de suas declarações mais bizarras foi dada em depoimento. “Quando a mulher fica com a carne dura, ela fica mais gostosa e só fica com a carne dura depois de morta”. O Monstro do Morumbi agia de maneira padronizada, típica de assassinos em série, e suas vítimas sempre eram encontradas amordaçadas, nuas e com mãos e pés amarrados. Nos laudos psiquiátricos, José é descrito como psicopata de tipo sexual, necrófilo e sado-masoquista-fetichista. Na época dos crimes, o Monstro do Morumbi era casado e permaneceu assim, recebendo na prisão inúmeras cartas de sua amada jurando amor eterno.

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