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6 livros para quem está obcecado por Pluribus

Distopia e sci-fi se encontram na série de Vince Gilligan

26/11/2025

O que se perde quando todas as pessoas do mundo concordam? Esse é apenas uma das muitas provocações feitas por Vince Gilligan em Pluribus, nova série do criador de Breaking Bad e Better Call Saul que estreou na Apple TV e já está deixando muitos fãs intrigados e, claro, obcecados.

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Utopia para uns, distopia para outros, Pluribus nos apresenta a um mundo onde quase toda a população mundial foi assolada por um vírus. Porém, diferentemente dos filmes de zumbis, não se tornaram criaturas devoradoras de miolos. Elas se tornaram felizes, solícitas, conformadas e parte de um todo. E isso pode ser bem assustador.

Se você, assim como a Caveira, já criou uma pequena obsessão com esse universo meio distopia, meio ficção científica, precisa conhecer esses livros que têm tudo a ver com a série. Pode ler sem medo, nós só queremos ajudar.

1. Invasores de Corpos

invasores de corpos

A primeira e mais direta associação que fazemos ao assistir Pluribus é com o clássico de Jack Finney, Invasores de Corpos. Interferência alienígena, pessoas “vagem” que perderam sua individualidade e o desespero de quem vê tudo isso acontecendo, sem poder fazer nada a respeito. O pânico de não saber em quem confiar e a perda de seus entes queridos para uma uniformidade apática reflete diretamente o horror da mente coletiva da série.

2. Medicina Macabra 3

uniforme médico da peste medicina macabra 3

Quem leu Medicina Macabra 3 sabe muito bem dos estragos que os microrganismos podem causar nos seres humanos, inclusive em escala global. Toda aquela sequência do primeiro episódio sobre contaminação animal x humano e a facilidade em propagar o patógeno é absolutamente macabra. Uma obra de não ficção perfeita para entender a ciência por trás de pandemias.

3. Mulheres Perfeitas

Mulheres Perfeitas

Pessoas felizes em gentis nos lembram a conformidade assustadora das esposas de Stepford em Mulheres Perfeitas. Tal qual Pluribus, o universo criado por Ira Levin força essa espécie de condescendência para atingir uma perfeição que chega a ser perturbadora, justamente porque elimina a autonomia das mulheres. Aqui também temos uma protagonista que observa de fora e percebe que felicidade e submissão não são algo natural, mas sim um horror fabricado.

4. 1984

george orwell 1984 1903

Não dá pra falar de distopia sem resgatar esse clássico de George Orwell. Em 1984 conhecemos um mundo totalitário, com ampla vigilância e manipulação psicológica (se você viu a cena do ministro falando com Carol pela TV em Pluribus certamente se lembrou do Grande Irmão). Nesses dois mundos, a individualidade não é bem vista.

5. Natureza Macabra: Fungos

natureza macabra fungos

Se você já conhece o conceito de micélio, provavelmente se lembrou dele logo no primeiro episódio de Pluribus. Na biologia, o micélio é o nome dado à rede subterrânea e invisível de fungos que alguns até chamam de “internet da natureza”, e cujo conceito já foi explorado em The Last of Us. Ele é uma metáfora perfeita para a mente coletiva, ou colméia humana, da série de Gilligan. As ideias de interconexão e unidade, bem como a de controle biológico dialogam de perto com o horror fúngico das histórias em Natureza Macabra: Fungos.

6. A Última Contadora de Histórias

a última contadora de histórias

Puxando um pouco mais para o lado sci-fi de Pluribus e ainda assim trabalhando a ideia de isolamento, A Última Contadora de Histórias acompanha a última garota que se lembra do passado da Terra após uma catástrofe. Ela precisa proteger essas memórias contra um futuro que busca justamente a uniformidade. Uma luta por memória e individualidade mais do que necessária por parte de Carol, que, enquanto escritora, também é uma contadora de histórias.

LEIA TAMBÉM: O que é horror fúngico?

Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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