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8 personagens que amamos odiar

Vilões que despertam amor e ódio

10/03/2026

Todo mundo já passou por isso: você está maratonando uma série, assistindo um filme ou lendo um livro quando, de repente, lá está ele. Aquele personagem detestável que faz nosso sangue ferver de raiva, nos tira do sério e que ainda assim não conseguimos ignorar. Na verdade, sabemos muito bem que mal podemos esperar para ver o que ele vai fazer em seguida. 

LEIA TAMBÉM: Personagens mais manipuladores da ficção

Afinal, convenhamos: grandes personagens nem sempre precisam ser simpáticos. Às vezes, o que estabelece a conexão com o leitor ou espectador é justamente o ódio compartilhado por esses seres insuportáveis, os quais são escritos de forma tão convincente que sentimos quase um prazer em detestá-los. De repente, lá estamos nós repetindo seus bordões e falando sobre eles o tempo todo, porque no fundo sabemos que a história não seria a mesma sem a sua presença.

Sejam vilões estereotipados, indivíduos descaradamente falhos, personagens com poucas qualidades positivas ou apenas criaturas insuportáveis, eles estão em todo o lugar. Em Um Pacto de Silêncio, por exemplo, Sharon Bolton nos apresenta a um grupo de personagens moralmente ambíguos que são capazes de tirar qualquer leitor do sério. Na história, acompanhamos um grupo de estudantes privilegiados e ambiciosos que durante um verão em Oxford, na Inglaterra, veem seus planos futuros se desmoronarem diante de um perigoso rito de passagem que se transforma em uma grande tragédia. 

No entanto, tudo muda quando Megan, a mais inteligente e talentosa dos seis e a única bolsista do grupo, aceita assumir a culpa sozinha pelo que aconteceu, deixando os outros livres para realizarem seus sonhos e aspirações.  Em troca, ela possui apenas uma condição: quando sair da prisão, cada um dos amigos deverá lhe pagar um favor. Qualquer coisa que ela pedir, quando pedir. Vinte anos depois, Megan finalmente está livre e voltou para cobrar o quanto vale o seu silêncio. 

Parte do projeto E.L.A.S — Especialistas Literárias na Anatomia do Suspense da DarkSide® Books, Um Pacto de Silêncio é uma obra que combina crime e drama psicológico, mostrando como um acontecimento terrível é capaz de redefinir a vida dos envolvidos e alimentar anos de culpas, mentiras e relações tóxicas. Indo além, Um Pacto de Silêncio traz um elenco de personagens que não inspiram nem um pouco de confiança. Inseridos em um complexo jogo de consequências, sobrevivência e lealdade, eles são tão perigosamente convincentes que é impossível não desenvolvermos uma relação de amor e ódio ao longo da trama. 

Afinal, existem personagens que nasceram para serem amados, outros para serem odiados… e ainda há aqueles que são tão especiais que conseguem ser as duas coisas ao mesmo tempo. A Caveira separou oito deles para você conhecer e entrar no clima de Um Pacto de Silêncio

1. Annie Wilkes de Louca Obsessão

Annie Wilkes

Uma enfermeira desequilibrada que acolhe seu autor favorito após ele quase morrer em um acidente de carro, Annie Wilkes é uma das personagens mais detestáveis já criadas por Stephen King. Antagonista do livro de 1987, Louca Obsessão, à primeira vista ela surge como uma mulher bondosa que resgata o escritor Paul Sheldon, cuidando de seus ferimentos com uma dedicação quase maternal. No entanto, esse gesto inicial de bondade rapidamente se transforma em controle, violência e manipulação quando Annie se recusa a deixar Sheldon ir embora e o força a escrever um novo livro.

Dotada de uma complexidade psicológica única, Annie é capaz de se transformar de uma pessoa educada e carinhosa em um monstro disposto a fazer tudo, inclusive matar, para conseguir o que quer. Longe de ser uma vilã nos moldes clássicos, ela é uma superfã comicamente exagerada que justifica seus atos cruéis como expressões genuínas de amor e justiça, o que nos faz amar odiá-la. Magistralmente interpretada por Kathy Bates na adaptação cinematográfica de 1990, Annie é uma personagem complexa, bem construída e cativante que faz nosso sangue ferver com seu comportamento imprevisível, ingênuo e cruel.

2. Patrick Bateman de Psicopata Americano

Jovem, bonito, bem nascido e bem educado, Patrick Bateman é um sujeito aparentemente invejável. Ele usa roupas de grife e trabalha em um conhecido banco de investimentos em Wall Street enquanto passa as noites entre jantares, boates e festas particulares. Contudo, Bateman tem alguns segredos. Por trás da fachada de beleza e sucesso, ele esconde o instinto de um serial killer sádico e repulsivo.

patrick bateman

Em Psicopata Americano, o autor Bret Easton Ellis nos força a ver o mundo pelos olhos de Patrick, nos arrastando para um lugar sombrio e nos dando acesso aos seus pensamentos nefastos e crimes abjetos. Interpretado por Christian Bale na adaptação audiovisual de 2000, Bateman é arrogante e vil, a personificação daquilo que amamos odiar. Embora suas ações nos deixem revoltados, não conseguimos deixar de acompanhá-lo porque precisamos saber o que ele vai fazer em seguida. Tudo isso enquanto torcemos para que sua vida superficial seja desmascarada e sua verdadeira face seja enfim revelada. 

3. Dorian Gray de O Retrato de Dorian Gray

Protagonista do clássico publicado por Oscar Wilde em 1890, Dorian Gray é daqueles personagens fascinantes, mas nada agradáveis. Um jovem bonito, mas também arrogante, egocêntrico e cruel, toda a sua atenção está voltada para a sua aparência. Seu desejo de prolongar a juventude e beleza para sempre se manifesta então em uma pintura maldita que se degrada com a passagem das décadas, mas o mantém intocado pelo tempo.

É a partir disso que em O Retrato de Dorian Gray, acompanhamos — com raiva — enquanto ele se entrega a uma vida de hedonismo, falta de empatia, vaidade e futilidades, a qual finalmente culmina em uma história sobre imortalidade, beleza e criminalidade. Tudo isso enquanto sua aparência permanece imaculada. É assim que Oscar Wilde construiu um dos personagens mais odiados da literatura. É praticamente impossível desviar o olhar da espiral descendente vivida por Dorian enquanto aguardamos ansiosos pelo momento em que ele finalmente enfrentará as consequências por seus atos. 

o retrato de dorian gray

4. Senhorita Trunchbull de Matilda

Uma criação do escritor britânico Roald Dahl, a Senhorita Trunchbull é definitivamente a personificação da maldade quando o assunto são histórias infantis. A principal antagonista do romance Matilda, ela surge como a diretora tirânica da escola frequentada pela protagonista. Com uma personalidade barulhenta e briguenta, ela despreza as crianças que deveria proteger, as atormentando emocionalmente e as aterrorizando com punições exageradas e cruéis.

Senhorita Trunchbull

Afinal, quem não se lembra da pobre Amanda Thripp sendo arremessada pelos ares por usar marias-chiquinhas? Ou de Bruce Bogtrotter sendo obrigado a comer um enorme bolo de chocolate na frente de todos os alunos? Ou do temido armário escuro forrado com pregos e cacos de vidro? Interpretada por Pam Ferris no filme de 1996, a Senhorita Trunchbull chega a enganar a própria sobrinha para roubar sua herança, mostrando não possuir nenhum limite ético e moral. Nesse sentido, Dahl conseguiu reunir brilhantemente todas as características mais detestáveis na personagem, de forma que os leitores e espectadores adoram odiá-la e não se sentem nem um pouco culpados por isso. 

5. Regina George de Meninas Malvadas

regina george

Interpretada por Rachel McAdams no fenômeno cinematográfico adolescente de 2004, Meninas Malvadas, Regina George está entre as antagonistas que os espectadores mais adoram odiar, ao mesmo tempo em que desejam ver mais e mais dela. A garota mais popular da escola, ela personifica todos os temas abordados pelo filme dirigido por Mark Waters, como as panelinhas do ensino médio, bullying e padrões superficiais de beleza.

Enquanto a abelha rainha das “plásticas”, ela é rica, popular e bonita, utilizando o poder que tem sobre as colegas para magoar todos ao seu redor. Embora tenha aperfeiçoado uma fachada educada e gentil, não se deixe enganar: Regina é manipuladora, cruel, egoísta e falsa, não pensando duas vezes antes de destruir os outros e passar por cima deles. A atuação de McAdams é tão icônica que a personagem se tornou um símbolo da cultura pop, de forma que nunca cansamos de falar mal dela.

6. Gus Fring em Breaking Bad

gus fring

Sabemos que Breaking Bad está povoada por personagens detestáveis que prendem nossa atenção de um jeito bastante único. Por mais que Walter White seja um deles, Gus Fring merece seu lugar em nossa lista por ser um dos melhores vilões de todos os tempos da televisão. Isso acontece principalmente pela interpretação de Giancarlo Esposito, que criou uma rival à altura do protagonista, fazendo com que os fãs simplesmente não se cansassem dele, mesmo que isso significasse passar raiva assistindo aos episódios. Com métodos meticulosos e extrema cautela, Gus construiu um império poderoso, o escondendo atrás de seus negócios legítimos e trabalhos de caridade. O personagem não é apenas mau, mas também frio e calculista, o que o torna um dos melhores elementos da icônica série de televisão criada por Vince Gilligan. 

7. Livia Soprano de Os Sopranos

Ao longo das seis temporadas de Os Sopranos, Tony Soprano precisou lidar com todo tipo perigo, mas nada foi tão prejudicial à sua saúde mental do que sua mãe, Livia. Vivida pela saudosa Nancy Marchand, Livia é definitivamente a pior mãe que podemos imaginar, tendo um papel fundamental nas duas primeiras temporadas da famosa série criada por David Chase.

livia soprano

Fingindo ser uma senhora idosa, ingênua e desavisada, a personagem é uma mulher calculista e cruel que trata os filhos e o resto do mundo de forma desprezível. Apesar disso, Livia ainda era divertida e estranhamente cativante, o que a tornou uma das figuras mais icônicas de Os Sopranos. Seja pelas emoções complexas que provocava nos espectadores ou pela forma como afetava Tony como uma pedra em seu sapato, Livia é assim uma das personagens mais maravilhosamente irritantes da televisão. 

8. Joffrey Baratheon de Game of Thrones

Joffrey Baratheon

É difícil falar de personagens que os fãs amam odiar sem mencionar Joffrey Baratheon de Game of Thrones. Vivido por Jack Gleeson na série de televisão, Joffrey aparece como uma criatura detestável logo no início da primeira temporada, mas fica ainda pior ao receber poder e se tornar um tirano absoluto. Sem nenhum autocontrole, ele é uma figura sádica e mimada que disfarça sua crueldade sob uma fina camada de charme e demonstra prazer na violência, embora seja um grande covarde quando confrontado diretamente por ela. Um personagem deliciosamente malvado, vivido de forma fenomenal por Gleeson, Joffrey finalmente recebeu o que merecia no início da quarta temporada, para o deleite dos fãs da série. O personagem foi tão odiado entre os espectadores que chegou a circular um boato — posteriormente desmentido — de que isso estaria repercutindo de forma negativa na vida e carreira de seu intérprete. 

E aí, qual outro personagem que você ama odiar? Não esqueça de contar para a Caveira nos comentários!

LEIA TAMBÉM: Filmes e séries com pactos de silêncio

Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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