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Bom Dia, Verônica: Ilana Casoy e Raphael Montes contam como foi escrever sob o pseudônimo Andrea Killmore

Além da revelação, a dupla respondeu perguntas dos leitores durante bate-papo no espaço Submarino, na Bienal do Livro Rio

Quando conhecemos a rotina da escrivã de polícia de polícia Verônica Torres, no thriller nacional Bom Dia, Verônica, nos deparamos com uma história hipnotizante do começo ao fim. Verônica levava uma vida pacata, burocrática e repleta de sonhos interrompidos até certa manhã quando, de repente, um abismo se abriu diante de seus pés. Naquela mesma semana, ela presenciou um suicídio inesperado e recebeu a ligação anônima de uma mulher clamando por sua vida. 

Em Bom Dia, Verônica, escrito por Ilana Casoy e Raphael Montes sob o, até então, misterioso, pseudônimo de Andrea Killmore, nossa protagonista abraça a oportunidade de mostrar suas habilidades investigativas e decide mergulhar sozinha nos dois casos. Um turbilhão de acontecimentos inesperados é desencadeado e a levam a um encontro com o lado mais sombrio do coração humano. Desde o lançamento do livro em 2016 pela DarkSide Books, leitores de todo o Brasil tentavam descobrir mais sobre a misteriosa autora Andrea Killmore — sem sucesso, afinal não havia informações sobre outros trabalhos da autora e pouco se sabia sobre seu suposto passado. Até que, neste sábado (31), o jornal Estadão mostrou quem estava por trás da identidade de Killmore: Ilana Casoy, a maior criminóloga do país, com diversos livros publicados pela DarkSide Books, e Raphael Montes, autor de diversos livros de sucesso, já publicados na França, República Tcheca, Espanha e Polônia.

A DarkSide Books finalmente abriu a caixa e revelou esse verdadeiro pacto escrito a quatro mãos durante a Bienal do Livro Rio 2019, que acontece no Rio de Janeiro até o dia 08 de setembro, no RioCentro. No bate-papo revelador que aconteceu na noite deste sábado (31), no espaço Submarino, mediado pela Belle Hendges, Ilana Casoy e Raphael Montes lotaram um dos principais estandes da Bienal.

Público no bate-papo com Ilana Casoy e Raphael Montes, no espaço Submarino, na Bienal do Livro 2019

Os autores contaram detalhes do processo de criação do livro e revelaram a continuação do thriller com os livros Boa Tarde, Verônica e Boa Noite, Verônica, com datas ainda a confirmar. Durante a conversa, Casoy revelou que há muito em comum entre ela e Montes e que muitas ideias surgem quando os dois se juntam para escrever. “Quando estamos juntos, passamos por 10 assuntos diferentes, eu tenho uma ideia e converso com o Rapha, que já tem outra ideia para um conto. É muito produtivo”, garantiu. As discordâncias entre os autores são vistas com bons olhos por ambos e, segundo eles, há liberdade para um dizer ao outro sobre o que não concorda. “Antes, falava para Ilana ‘podemos tudo, é ficção’, mas ela sempre buscava informações técnicas que enriqueciam o texto. Às vezes até brigamos, mas nos desculpamos e voltamos a escrever”, disse Montes ao longo do bate-papo.

Apesar de morarem em cidades diferentes, Casoy em São Paulo e Montes no Rio de Janeiro, a simbiose entre eles flui sem entraves na escrita. “No processo de escrita de Boa Tarde, Verônica, acabamos não gostando de certos pontos da história e jogamos tudo no lixo, cerca de 180 páginas, para começarmos novamente”, disse Montes. O novo romance policial dos dois autores será publicado pela DarkSide Books, mas ainda não tem previsão de lançamento.

No livro, que aborda temas como relações tóxicas, crimes virtuais e violência contra a mulher, os autores optaram por colocar Verônica, uma escrivã, como personagem principal. “Como esses livros sempre contam a história pelo ponto de vista do delegado, do investigador, nós escolhemos contar a história através da Verônica, uma mulher, escrivã de polícia. Eu conheci muitas Verônicas, e muitos Carvanas [delegado de polícia chefe de Verônica, no livro]”, disse Casoy. 

Na Bienal do Livro Rio 2019, a nova edição de Bom Dia, Verônica está a venda durante todos os dias no espaço Submarino, o maior estande dessa edição do evento. No site da DarkSide Books, o exemplar vem acompanhado de marcador exclusivo no formato da caixa, tão importante na história, luva especial envolvendo o livro e frete grátis durante a pré-venda, que termina no dia 12 de setembro.

A criminologia e o estudo da mente dos serial killers

Casoy, que dedica sua carreira a estudar perfis psicológicos de criminosos, especialmente de serial killers, foi a primeira autora nacional da DarkSide Books, publicada pela linha Crime Scene. Os livros Arquivos Serial Killers: Made in Brazil e Louco ou Cruel, Casos de Família (que reúne A Prova é a Testemunha, relato inédito do Caso Nardoni, e O Quinto Mandamento, sobre o assassinato do casal Richthofen) foram publicados pela DarkSide Books a partir dos estudos de Casoy, que se debruçou sobre esses casos tão marcantes na história do Brasil. Ela também colaborou na série escrita por Gloria Perez e dirigida por Mauro Mendonça Filho, Dupla Identidade (2014), exibida pela Rede Globo e, atualmente, trabalha ao lado de Montes no roteiro de A Menina que Matou os Pais, filme sobre a história de Suzane Von Richthofen, com previsão de estreia nos cinemas em 2020.

Durante a rodada de perguntas dos leitores, os casos de serial killers e crimes notórios que Casoy estudou e escreveu ganharam destaque. Ao ser questionada sobre a o interesse que muitas pessoas demonstram ter sobre assuntos relacionados a serial killers, Casoy ponderou: “Nós, que estudamos e nos interessamos por mentes criminosas queremos entender o que acontece ali. Compreender não é concordar com o que aquelas pessoas fizeram”.

Casoy é autoridade quando o assunto é desvendar e compreender a mente dos criminosos mais sórdidos. Para escrever Serial Killers: Louco ou Cruel? e Serial Killers: Made In Brazil, a escritora mergulhou em arquivos da polícia e da Justiça, do FBI e da Scotland Yard, além de ter feito extensas pesquisas em livros, artigos de jornais e revistas para compor um inquietante panorama de como, por que razão e quais métodos os serial killers adotam para agir. A ficção afiada de Montes se aliou à escrita apurada e repleta de detalhes de Casoy para, juntos, produzirem um romance policial com ritmo, fidelidade e profundidade. Bom Dia, Verônica uniu as mentes sombrias de dois consagrados escritores brasileiros em uma história pronta para se tornar filme.

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