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Como Menina Má influenciou o cinema e a cultura pop

Escrito em 1954, o romance mais famoso de William March revelou a história sombria e apavorante da inocente Rhoda Penmark

Sempre que nos deparamos com histórias demasiadamente cruéis, buscamos justificativas para entender os fatos e, muitas vezes, custamos a acreditar na maldade humana. Mas, e se o cruel assassino fosse uma inocente menina com longas tranças? Será que nascemos todos inocentes e somos corrompidos pelo mundo à nossa volta ou será a maldade uma espécie de semente que precisa de solo fértil para germinar? Essas são só algumas das questões que nos fazemos diante da história de Menina Má, aclamado romance de William March.

Publicado originalmente em abril de 1954, Menina Má logo foi um estrondoso sucesso, admirado até mesmo pelo mestre Ernest Hemingway. A história sombria e apavorante da inocente Rhoda Penmark foi muito além das páginas dos livros e dominou a mente dos leitores ansiosos pelos terríveis segredos da pequena malvada.

A frieza das palavras de March revelam a crueldade escondida na inocência da pequena Rhoda Penmark que, anos mais tarde, seria imortalizada no brilhante filme de 1956. Em 2016, Menina Má foi publicado no Brasil pela marca Cinebook Club, da DarkSide Books. De fato, a história contada por March intriga desde as primeiras página e revela uma trama  digna das telas do cinema. Em menos de um ano após a publicação do romance, a história de Rhoda Penmark foi adaptada para a Broadway — a peça, dirigida por Maxwell Anderson, estreou em dezembro de 1954 e ficou em cartaz até setembro do ano seguinte.

Menina Má foi o último e mais famoso romance de March, que faleceu cerca de um mês depois de seu lançamento. Anos depois, a pequena Rhoda Penmark se tornaria inspiração para personagens clássicos do terror, como Damien, de A Profecia, Chucky, Annabelle, Samara, de O Chamado, e o serial killer Dexter.

A atriz Nancy Kelly interpretou Christine Penmark — na Broadway e nos cinemas. Na trama, Penmark parece ter a família perfeita: um marido amoroso e um filha adorável, até que seu pior pesadelo parece se tornar real. A pequena Rhoda Penmark revela sua personalidade um tanto quanto problemática e assustadora ao mentir, roubar e realizar outros feitos igualmente terríveis, aterrorizando a família.

Rhoda Penmark e o sucesso nos cinemas


A adaptação para os cinemas não demorou muito para chegar e estreou em grande estilo. A Tara Maldita (The Bad Seed) foi lançado nos cinemas em 1956, com direção de Mervyn LeRoy. E boa parte do elenco das telonas veio dos palcos da peça da Broadway inspirada no romance.

Patty McCormack eternizou o olhar inocente e, ao mesmo tempo, demoníaco de Rhoda Penmark e, com isso, foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante aos 11 anos de idade, em 1957. O filme ainda teve mais outras três indicações ao Oscar e duas ao Globo de Ouro, levando o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Eileen Heckart, que interpretou Hortense Daigle no longa.

O espírito sombrio e infantil de Rhoda Penmark nunca mais saiu das telas do cinema e até hoje influencia a cultura pop e imaginário dos fãs de um bom filme de terror. William March colocou o terror dentro de um dos círculos mais sagrados para o ser humano: a família. E, partir de então, as crianças nos filmes nunca mais foram vistas como puras e inocentes.

Assista ao trailer original do clássico A Tara Maldita, inspirado no livro Menina Má:

Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

1 Comentário

  • Verônica Garcia

    9 de abril de 2019 às 16:14

    Boa tarde! Esse livro me ajudou a entender a vida da minha mãe que foi diagnosticada com esquizofrênia erradamente por 25 anos. Agora eu adulta fui buscar informações e descobri que ela é psicopata, foi ótimo saber a verdade. E Menina Má tem todos os sintomas possíveis e impossíveis do dia a dia com um psicopata. Hoje minha mãe tem 77 anos e a 2 anos mora comigo, meu pai e narido, hoje consigo ama-lá sem esperar nada em troca nem mesmo um abraço. Porem ela me abraça as vezes e no mesmo instante inventa barbáries. 💀💀💀

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