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Conheça as obras que inspiraram a HQ T.A.T.T.O.O.: À Flor da Pele

André Diniz compartilhou com o DarkBlog filmes e músicas que conversam com o quadrinho

André Diniz pode não ter uma tatuagem no corpo, mas ele sabe bem o que é viver e desaparecer no centro de uma metrópole caótica. Em T.A.T.T.O.O.: À Flor da Pele ele aborda temas tão minimizados, mas tão presentes na nossa sociedade, como a depressão e o esgotamento mental.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: T.A.T.T.O.O. – À FLOR DA PELE, POR ANDRÉ DINIZ

Além das experiências pessoais, Diniz se inspirou em alguns filmes, séries e músicas que ajudaram a compor o tom da narrativa protagonizada por Ramsés. Confira a seguir os trabalhos que encontram eco nos quadrinhos de T.A.T.T.O.O., pelas palavras do próprio autor:

Filmes e séries

All That Jazz (1979)

“Um protagonista que enfrenta as etapas da morte de forma sofrida, mas também irreverente e anárquico. Tá entre os meus 10 preferidos, quiçá entre os cinco.”

all that jazz
Bettmann Archive/Divulgação

Um Homem Chamado Ove (2015)

“Só mesmo a magia da ficção para fazer com que um protagonista velho, insuportável e que tenta se matar algumas vezes vire um personagem delicioso.”

Um homem chamado Ove
Johan Bergmark/Divulgação

Caro Diário (1993)

“Um protagonista ridiculamente egocêntrico, onde mesmo os momentos difíceis de sua vida são encarados com cinismo e humor.”

Caro Diário
Sacher Film/Divulgação

Garota Sombria Caminha Pela Noite (2014)

“Soturno, preto e branco, olhares penetrantes, altamente inspirador.”

garota caminha sozinha pela noite
Say Ahh Productions/Divulgação

House (2004-2012)

“Um protagonista de gênio difícil, que salva e destrói vidas de formas diferentes. Imprevisível, anárquico, sarcástico e com mil sentimentos simultâneos conflitantes, dramático e cômico ao mesmo tempo. Que delícia.”

House
Universal/Divulgação

Persona (1966)

“O que é aquilo??”

Persona
MGM/Divulgação

O Gabinete do Dr. Caligari (1920)

“O filme que mais me impactou visualmente até hoje e uma grande inspiração para o meu trabalho.”

O gabinete do dr Caligari
Decla-Bioscop AG/Divulgação

Músicas

“You Want It Darker”, Leonard Cohen

“Leonard Cohen também sofreu de depressão a vida inteira. Eu poderia colocar aqui 90% das músicas dele, mas escolhi essa pois ele a compôs já com mais de 80 anos, meio que aceitando a morte que sabia que estava perto – uau, que alto astral!”

“Je Veux”, Zaz

“Uma música bem pra cima, pra lembrar que nem todos os momentos, mesmo de um depressivo, são fossa e lamentos.”

“Dans Ma Rue”, Zaz

“Aí vem a Zaz de novo e quebra todo o clima com essa música antiga, regravada numa pegada bem atual, mas que deve ter uma das letras mais tristes que eu já vi. Se você tem depressão e entende francês, não aconselho ouvir, ou toma o remédio antes.”

“Father and Son”, Cat Stevens

“Música simplesmente linda, de um músico que nunca soube exatamente o seu lugar no mundo.”

“Vide Verso Meu Endereço”, Adoniran Barbosa

“Adoniran foi quem me fez enxergar a beleza de São Paulo e parte da minha paixão por essa cidade é culpa dele. A singeleza dessa música, tão simples e tão tocante, emociona-me a cada vez que eu a ouço.”

“Além do Horizonte”, Nara Leão

“‘Além do horizonte deve ter algum lugar no mundo pra viver em paz’ deve ser o lema de todo depressivo que vive em uma capital brasileira.”

“Et Si Tu N’Existais Pas”, Joe Dassin

“Calma, eu explico. Talvez essa seja a música romântica mais datada e cafona da história e esse ar patético tem muito do que eu queria dar ao personagem, alguém que, no fundo, sente-se na maior parte do tempo como um farsante ridículo, decadente, deslocado no espaço e no tempo.”

“Always Look on The Bright Side of Life”, Monty Python

“O lado absurdo do otimismo extremo.”

“Eddie”, The Rocky Horror Picture Show

“Tenho um fascínio por musicais, fico imaginando o enorme desafio que é criar uma narrativa em forma de música, encaixando falas, transmitindo a história e mostrando as nuances dos personagens com bastante síntese e ironia. Ou seja, a mesma busca de um roteirista de quadrinhos, mas com mais desafios: melodia, número X de sílabas, rimas…”

“The Sound of Silence”, Simon & Garfunkel

“A busca por silêncio, solidão, escuridão, introspecção.”

LEIA TAMBÉM: ANDRÉ DINIZ: “A HQ FICOU MUITO MAIS ATUAL AGORA DO QUE QUANDO EU A ESCREVI”

Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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