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David Bowie muito além da música

O homem que caiu na terra nos deixou há três anos e transformou o mundo, além de mostrar que podemos ser tudo o que quisermos

O londrino David Robert Jones ou apenas David Bowie revolucionou a história da música e da moda com suas performances únicas e inigualáveis, para os eternos fãs do camaleão do rock. Bowie foi muito mais do que um hitmaker – após sua morte, em 10 de janeiro de 2016, o músico alcançou a marca histórica de 1 bilhão de reproduções no Spotify – ele se aventurou no cinema e interpretou personagens clássicos.

O primeiro filme da carreira de Bowie foi O Homem que Caiu na Terra, adaptação do livro de mesmo nome de Walter Tevis, publicado em 1963. No filme, Bowie interpreta o protagonista alienígena Thomas Jerome Newton cujo personagem parece ter sido criado especialmente para o cantor – um ser andrógino, estranho diante dos humanos, alto, esguio e delicado – que tenta se adaptar ao mundo dos terráqueos. Pela DarkSide® Books, a ficção científica O Homem que Caiu na Terra ganhou uma edição especial carregada de poesia e beleza.

Bowie criou o que hoje conhecemos como glam rock com looks incomuns que chocavam a sociedade conservadora ao se apresentar maquiado, vestindo roupas coloridas, brilhantes, salto alto e cabelos nos mais diversos estilos e cores. Na carreira de David Bowie tudo tem um motivo, nada é por acaso. Cada álbum do cantor relaciona arte, moda, política e mensagens poderosas, como em Heroes, de 1977, sua faixa mais executada no Spotify.

Além de suas composições e seu cuidado com figurinos, Bowie também criou alter-egos – Ziggy Stardust, Major Tom, Thin White Duke,e Alladin Sane são alguns deles. No mundo da moda, o multiartista é referência até os dias atuais e já inspirou grifes e estilistas famosos.

Um de seus papéis mais famosos no cinema foi para o filme Labirinto – A Magia do Tempo, de 1986, dirigido pelo criador dos Muppets, Jim Henson. Bowie interpretou Jareth, o Rei dos Duendes, ao lado de Jennifer Connelly, no papel de Sarah. E, mais uma vez, nos mostrou o grande artista multifacetado que sempre foi. David Bowie também foi o responsável pela trilha sonora do filme. A novelização de Labirinto foi publicada pela DarkSide® Books, em uma edição digna da admiração do mestre.

Ainda no cinema, o músico interpretou o impetuoso Major Jack para o filme Furyo, Em Nome da Honra, de 1983, ao lado do músico japonês Ryuichi Sakamoto, também responsável pela trilha sonora do longa.

A profundidade intelectual e a originalidade de seus trabalhos o transformaram em referência mundial, um verdadeiro superstar. Bowie, no entanto, abandonou a escola ainda na adolescência e começou a estudar saxofone aos 13 anos. Seu primeiro sucesso foi Space Oddity, de 1969, uma balada marcante contando a história do astronauta Major Tom, que se perde no espaço.

O clássico Under Pressure, lançado em 1981 pela banda Queen, foi sua parceria mais famosa. Na ocasião, Bowie e Freddie Mercury passaram cerca de 24 horas trancados no estúdio compondo, gravando, mixando, bebendo vinho e usando drogas, como muitos artistas daquela época. Outras parceiras também renderam canções poderosas para bandas como Nine Inch Nails, com Look Back In Anger, de 1995. David Gilmour, do Pink Floyd, também conquistou uma parceria com o cantor para a música Comfortably Numb, durante uma apresentação no Royal Albert Hall, em 2006.

Lou Reed, John Lennon, Bing Crosby também conheceram a genialidade do músico de perto. O frontman dos Rolling Stones, Mick Jagger, gravou ao lado de Bowie, em 1985, uma versão da animada Dancing In The Streets que deveria ser exibida no LiveAid, mas devido a problemas de transmissão acabou sendo cortada do evento.

Dentre as muitas curiosidades da vida e da carreira de Bowie, vale destacar também seus olhos. Dono de um olhar penetrante e incomum – como tudo em sua carreira – o cantor parecia ter olhos de cores diferentes, mas se tratava de uma midríase permanente causada por uma briga que fez com que sua pupila esquerda ficasse permanentemente dilatada e tornasse seu olhar ainda mais marcante.

O último álbum de Bowie, intitulado BlackStar, lançado em 2016, surge ainda mais denso e profundo. Uma das músicas mais famosas, Lazarus, tem cerca de 49 milhões de views no Youtube.

Look up here, I’m heaven” (“Olhe para cima, eu estou no céu“), diz um trecho da letra. Na época de sua morte, muito se especulou sobre a consciência que Bowie tinha de sua própria morte, que aconteceria pouco tempo depois do lançamento do disco e dois dias após completar 69 anos.

Em entrevista ao The Guardian, Johan Renck, diretor do clipe Lazarus – o último da carreira do cantor – afirma que a interpretação está equivocada. “Eu disse imediatamente ‘Se a música se chama Lazarus, você deveria estar na cama’. Para mim, isso tinha a ver com o aspecto bíblico. Não com o fato da doença.“, disse.

No clipe, Bowie aparece deitado em um leito de hospital. “Descobri mais tarde, na semana que estávamos filmando, que os tratamentos estavam terminando e que sua doença havia vencido“. Segundo Renck, Bowie havia apresentado o conceito do clipe uma semana antes de tudo vir à tona.

Sendo ou não uma premonição de sua própria finitude, David Bowie certamente se despediu dos fãs em grande estilo com sua poderosa poesia que nos faz admirar ainda mais o homem que caiu na terra.

Confira o clipe de Lazarus:

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