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Descubra como 5 povos antigos encaravam a morte

A única certeza de nossas vidas pode ser encarada de muitas maneiras, mas estes povos escolheram dar significados repletos de ensinamentos

A agente funerária e autora Caitlin Doughty já nos contou como era seu dia a dia peculiar em um crematório, onde começou a trabalhar na cidade de Los Angeles. Em seu segundo livro, Para Toda a Eternidade, lançado neste mês pela DarkSide Books, Doughty explora a morte pelo mundo e nos revela histórias de famílias que cuidam, protegem e se despedem de seus entes queridos das mais diversas formas.

Em um recente discurso no TEDx Vienna, a autora relatou que sua vida foi completamente mudada ao encarar seu primeiro cadáver. Na ocasião, Doughty deveria barbeá-lo e ela relata seus pensamentos e atos diante de uma situação tão inusitada, evitada e nova logo nas primeiras páginas de Confissões do Crematório, seu primeiro livro, publicado em 2016 pelo selo DarkLove, da DarkSide Books. Doughty está no Brasil para palestrar sobre luto e morte no fórum ACEMBRA/SINCEP, em São Paulo, e recebeu os fãs paulistas no último dia 13 de junho, na Ugra Press, em São Paulo e, no dia 18, ela estará no Teatro Solar de Botafogo (confirme presença no evento), no Rio de Janeiro.

Seu mais recente livro, Para Toda a Eternidade, nos mostra, acima de tudo, que os que estiveram conosco e desfrutaram de inúmeros momentos ao nosso lado devem ser cuidados e, sobretudo, celebrados e lembrados após a morte. Ao encararmos essa jornada pelo mundo de mãos dadas com a morte, nos damos conta da maneira fantasiosa que boa parte da sociedade adota ao lidar com alguém morto. Quando aprendermos, de fato, a encarar a morte é que descobriremos a plenitude da vida – e cada cultura e povo tem sua maneira de encarar esse fato. Qual é a sua forma de olhar para a morte?

Veja como a morte é encarada em cinco diferentes culturas:

1- Maori

O povo maori e sua relação com a morte

Os maori são culturalmente muito ricos e suas tradições costumam impressionar pela beleza e significados profundos. Segundo as tradições locais, a morte é um momento de múltiplos esclarecimentos e o morto era colocado em pé e enfeitado com diversos adereços durante a cerimônia. Eles também eram colocados em uma árvore para que a natureza consumissem seu corpo. O esqueleto, então, era pintado e colocado numa caverna pelos familiares. Os ingleses – colonizadores da Nova Zelândia, região originária da civilização Maori -, no entanto, proibiram a cerimônia em torno de 1850 por considerarem “muito selvagem”. Atualmente, os mortos maori são enterrados em cemitérios

2- Viking

Os vikings e sua relação com a morte

A tradição de morte viking é assustadora. Quando um grande guerreiro viking morria, ele era cremado com tudo que amava – e isso pode até parecer bonito, mas isso também incluía a sua esposa viva. O ritual começava com uma festa de sete dias, após isso, o morto era colocado em seu barco com tudo que mais amou em vida: suas armas, objetos pessoais e até mesmo as esposas.

3- Xavante

O povo xavante e sua relação com a morte

As mulheres dessa tribo de índios não têm longos cabelos até a cintura como costumamos ver em outros povos indígenas do Brasil. Na cultura Xavante, sempre que um parente morre, a família toda – inclusive as mulheres e crianças – raspam a cabeça, em sinal de luto e respeito pelo ente querido que se foi.

4- Cigano

Os ciganos e sua relação com a morte

O povo cigano acredita que se entristecer com a morte pode prender o espírito ao corpo e impedir seu desenvolvimento, portanto, quando alguém morre, os ciganos celebram e comemoram. A família pode dar um banho com água fresca, pétalas de rosas, flores e moedas no cadáver, além de vesti-lo para participar da festa. O corpo, de acordo com a tradição, deve ser sepultado aos pés de uma árvore, simbolizando o desapego e desejo de que o espírito evolua.

5- Tibetano

Os tibetanos e sua relação com a morte

Em algumas regiões do Tibete existe a tradição conhecida como “enterro celestial”. A cerimônia é realizada a céu aberto e o cadáver é exposto no alto de uma montanha para que o corpo passe pela ação do tempo e sirva de alimento para as aves de rapina. Para os tibetanos, o corpo torna-se apenas uma casca após a morte. Em 1959, quando as autoridades chinesas finalmente conquistaram território do Tibete, o rito foi completamente banido. Após inúmeros pedidos de monges e tibetanos para que a cultura de morte local fosse preservada, o governo chinês permitiu retomar a cerimônia, em 1974.

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