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Entenda o que são e como funcionam as Body Farms

Já pensou em doar seu corpo para estudos científicos após a morte? Laboratórios de medicina forense estudam corpos em decomposição a céu aberto nos Estados Unidos

Lindas e vastas paisagens verdes, céu azul, muitas árvores e vento fresco no rosto. Parece a descrição de um belo e agradável campo, extenso e florido, não é mesmo? Mas, na verdade, estamos falando de body farms. Nesses lugares, o vento que bate em seu rosto enquanto você admira a paisagem não é tão fresco assim. Ele tem um forte odor, podre, um dos cheiros mais incômodos para o olfato humano, cientificamente conhecido como ‘cadaverina’, um odor expelido devido a putrefação cadavérica e fermentações bacterianas intestinais. Ou simplesmente, um cheiro de morte.

E se você olhar mais atentamente para a grama verde, poderá observar vários corpos se decompondo ao ar livre — é daí que vem o cheiro nada agradável. As body farms (fazenda de cadáveres), são laboratório de antropologia forense. Em entrevista à BBC, representantes da Universidade do Sul da Flórida, que opera uma “body farm” desde 2017, contaram detalhes do processo de estudo. A fazenda fica em uma zona rural distante, próxima a um presídio do Estado.

“Quando alguém morre ocorrem muitas coisas ao mesmo tempo [no corpo], desde a decomposição natural, até a chegada de insetos e mudanças na ecologia.” – Erin Kimmerle, diretora do Instituto de Antropologia Forense da Universidade do Sul da Flórida

Os cientistas preferem chamar as body farms de cemitérios forenses ou laboratórios de tafonomia, área da ciência que estuda o que acontece a um organismo após sua morte. E ali tudo é estudado a céu aberto. Os corpos ficam expostos ao sol e chuva — alguns são enterrados, outros ficam em sacos azuis enquanto mais alguns permanecem completamente expostos.

Para evitar que os cadáveres sejam devorados por animais carnívoros, como aves de rapina, gambás, abutres e qualquer outro que deseje saciar seu apetite, são instaladas cercas de metal para evitar os ataques. No entanto, a ação de vermes que se alimentam de órgãos internos não é controlada, o que também é observado e analisado pelos cientistas. A decomposição tecidual também é detalhadamente estudada pelos especialistas

Body farms nos EUA, lugares de estudos forenses

O solo, a água, o ar e a vegetação também são objetos de análise. Geólogos e geofísicos estudam como as substâncias liberadas pelo corpo mudam as propriedades do local onde ele se decompõe. Quando os corpos já são apenas esqueletos, eles são transportados para o que a perícia chama de “laboratório seco”, onde limpam os ossos e os armazenam para que estejam disponíveis para estudantes e pesquisadores.

Os cadáveres que estão na fazenda dessa universidade americana são de pessoas que antes de morrer decidiram doar voluntariamente seus corpos para a ciência. Em alguns casos, os parentes do falecido também podem decidir doar ou não o corpo à perícia. O objetivo principal desses lugares é entender como o corpo humano se decompõe e o que acontece no ambiente que o rodeia durante todo esse processo.

A compreensão disso ajuda dados para a resolução de crimes e para o aprimoramento das técnicas de identificação de pessoas. Mas as body farms geram controvérsia no meio científico. Para alguns especialistas não há necessidade de sua existência, mas os laboratórios têm crescido nos últimos anos — só os Estados Unidos têm sete deles. Construídos em áreas muito afastadas devido ao fétido odor dos corpos, as fazendas de cadáveres podem assustar quem não está acostumado ao assunto, mas tem proporcionado interessantes avanços para a medicina forense e pode ajudar a solucionar os quase 250 mil crimes não resolvidos que existem nos Estados Unidos desde 1980.

Body farms nos EUA, lugares de estudos forenses

A agente funerária e autora Caitlin Doughty, que esteve no Brasil neste mês de junho, falou sobre a existência das bodys farms, em seu canal no YouTube Ask a Mortician. Para Doughty, a existência das fazendas de cadáveres é importante para entender exatamente o que acontece no corpo humano durante sua decomposição. Os cientistas desses laboratórios a céu aberto costumam fotografar diariamente os corpos, o processo de decomposição, realizar filmagens de vermes devorando o corpo, estudar os líquidos do processo de decomposição e comparar corpos deixados ao relento com à decomposição de corpos deixados na mata, porém tudo sempre feito com a proteção necessária.

A autora de Confissões do Crematório e Para Toda a Eternidade, lançados pela DarkSide Books, destaca no vídeo também que podemos doar nossos corpos para estudos científicos, caso esse seja nosso desejo. A criação de novas body farms já foram anunciadas no Canadá e na Austrália. 

Assista ao vídeo de Caitlin Doughty (em inglês):

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