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O lado dark dos Beatles

Histórias envolvendo ocultismo cercam a criação e a genialidade do Fab Four

Não importa quanto tempo passe, os garotos de Liverpool ainda continuarão sendo adorados por uma legião de fãs de todas as idades ao redor do mundo – muitos sequer tiveram a oportunidade de ir a um show deles. Aclamados até os dias de hoje, os Beatles são um dos maiores fenômenos musicais de todos os tempos. Mas parece que o sucesso do Fab Four não se deu exclusivamente pela genialidade de seus integrantes. Antes mesmo do fim do quarteto, inúmeros boatos surgiram em torno de um suposto ocultismo que favoreceu o crescimento do fenômeno Beatles, mas também cobrou seu preço.

O grupo surgiu no momento certo do cenário musical da época e a criatividade dos integrantes culminou em uma infinidade de músicas que se tornaram eternos hits. Os Beatles nasceram discretamente na tranquila Liverpool para, logo em seguida, tornarem-se ídolos mundiais, sucesso de vendas – não apenas de discos mas de tudo que levasse o nome do quarteto – o que ficou conhecido como Beatlemania.

Quando o riff da guitarra de John Lennon invadia os palcos anunciando Revolution, do álbum Abbey Road, milhares de homens e mulheres enlouqueciam nos shows. A criatividade e a bagagem musical dos jovens permitiu a criação de músicas exageradamente românticas como And I Love Her, Something e I Want to Hold Your Hand, além de letras politizadas como Revolution e verdadeiros enigmas musicados como Yer Blues, do White Album, onde Lennon flerta com a morte diversas vezes. A letra é extremamente suicida e tem como referência a música Ballad of a Thin Man de Bob Dylan. Uma das causas dessa angústia pode ter sido Yoko Ono, já que a artista escrevia frequentemente para John, que estava na Índia, no retiro espiritual do guru Maharishi Mahesh Yogi.

As especulações sobre o sucesso imortal dos Beatles relatam que, ainda no início da carreira, durante as inúmeras excursões da banda, eles se hospedaram em um antigo cinema em Hamburgo, na Alemanha, e foi ali que Lennon acabou conhecendo o ocultismo e as histórias de uma antiga seita secreta liderada por Aleister Crowley (1875 – 1947) que, por sinal, está na capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, de 1967. Depois dessa sutil aparição no disco e do interesse de Lennon, Crowley se tornou referência dentro do rock and roll – a mais famosa e explícita citação ao ocultista aparece na música Mr. Crowley, de Ozzy Osbourne – notório fã dos Beatles –, do álbum Blizzard of Ozz, de 1980.

No Brasil, Crowley inspirou Paulo Coelho e Raul Seixas na criação da chamada Sociedade Alternativa, em 1970, e um de seus mandamentos é citado na música de mesmo nome: “Faz o que tu queres pois é tudo da lei.”

Há quem diga que em Hamburgo se iniciou o sucesso eterno dos Beatles depois de Lennon firmar um pacto com forças ocultas e se aprofundar no ocultismo, na numerologia e em outras práticas relacionadas. Mas qual seria o preço por essa quebra de contrato? A vida de Lennon, é claro.

Inúmeras lendas urbanas cercam o sucesso dos Beatles e conseguem descrever toda a história da banda até a surpreendente e histórica morte de John Lennon, em 1980, assassinado por Mark David Chapman com quatro tiros. Chapman, inclusive, aparece na última foto de Lennon com vida, pedindo um autógrafo ao lado do ídolo.

Outro recorrente boato surgiu após a divulgação da capa do clássico disco Yellow Submarine, de 1969. Nela, Lennon aparece fazendo o famoso sinal de chifres com uma das mãos pela primeira vez na história do rock – muito antes do heavy metal se apropriar do gesto. Hoje, o símbolo é reconhecido mundialmente e repetido incessantemente em diversos shows. Seria este mais um sinal da genialidade (ou do satanismo) dos Beatles? Ronnie James Dio, ex-vocalista do Black Sabbath, passou a repetir o sinal no final dos anos 70 e, segundo ele, se tratava de um símbolo ensinado por sua avó para espantar mau-olhado. No entanto, muitas lendas cercam o gesto e o atribuem a rituais satânicos.

Para a comemoração dos 50 anos do lançamento da animação psicodélica de Yellow Submarine nos cinemas, lançada originalmente em 1968, a DarkSide® Books lança a adaptação da história dos músicos que foram convocados para salvar Pepperland em HQ, ilustrada por Bill Morrison, editor da revista MAD.

Mensagens cifradas a Charles Manson

Apesar de toda a genialidade, nem sempre os Beatles levaram diversão através de sua música e um clássico exemplo disso, que marcou para sempre a história da banda, foi o serial killer Charles Manson.

A mente doentia de Manson o levou a interpretar diversas músicas dos Beatles como se fossem recados dados a ele e à sua seita. Sempre em busca do sucesso, o hippie macabro nunca conseguiu colocar suas músicas medianas nas paradas de sucesso, mas conseguiu impressionar alguns famosos e se tornar uma espécie de guru charlatão da época – tendo, inclusive, morado junto com seus seguidores na casa de Dennis Wilson, baterista dos Beach Boys.

A primeira matança da Família Manson vinculando letras dos Beatles aconteceu em 1969, na casa da atriz Sharon Tate, casada com o cineasta Roman Polanski. Grávida, Sharon foi morta com 16 facadas. Manson e seus seguidores ainda escreveram com sangue nas paredes da casa títulos das músicas dos Beatles: Revolution e Piggies.

No dia seguinte a morte de Sharon, eles partiram para mais um massacre. Dessa vez, deixando o título Helter Skelter escrito com sangue na casa do casal Leno e Rosemary LaBianca, ilustres desconhecidos escolhidos aleatoriamente. A insanidade de Manson, de seus seguidores e toda a sua história está eternizada nas páginas de Manson, a Biografia, publicada pela DarkSide® Books. As mortes abalaram os EUA, que ainda viviam a utopia de Woodstock, e os Beatles certamente se deram conta de que algo havia saído do controle.

Drogas e rock and roll

Assim como todas as bandas de rock, os Beatles também curtiram a vida e a fama sem restrições. Jovens, milionários e com muitas ideias na cabeça, John Lennon e George Harrison foram apresentados ao LSD em um restaurante: a droga foi colocada no café e logo a dupla percebeu seus efeitos. Joe Godden, autor do livro Riding So High: The Beatles and Drugs, afirmou em entrevista ao portal britânico UNILAD, que “os maiores saltos artísticos coincidiram com novos capítulos no consumo de drogas“. Os Beatles foram desde encontros rotineiros regados a maconha – apresentada por Bob Dylan – até experiências com LSD, cocaína e heroína.

Com o uso desenfreado da maconha, os Beatles compuseram letras mais reflexivas, quase autobiográficas como In My Life, do álbum Rubber Soul. Ao perceberem a potência do LSD, da cocaína e heroína, os sons ficaram vibrantes e, ao mesmo tempo, lisérgicos. Lucy in the Sky with Diamonds é um bom exemplo dessa fase do Fab Four. Aos mais atentos, a referência ao LSD é clara, basta observar as iniciais do título. Lennon, no entanto, sempre afirmou que a canção era sobre um desenho infantil. Os álbuns Rubber Soul, Revolver, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Magical Mystery Tour e The Beatles (conhecido como White Album) são reconhecidamente marcados pelo uso de entorpecentes por parte dos integrantes.

Satanismo e o Vaticano

Em 2010, o Vaticano publicou em seu jornal oficial ‘L’Osservatore Romano’ uma declaração afirmando desconsiderar os anos de abuso de drogas entre outros excessos praticados pelo quarteto. A publicação, segundo o jornal britânico The Guardian, dizia que a banda “achava que era maior que Jesus e divulgava mensagens misteriosas, possivelmente satânicas“, mas também reconhece e pergunta: “O que seria da música pop sem os Beatles?

A manifestação do Vaticano veio mais de 40 anos depois de John Lennon afirmar que os Beatleseram mais populares do que Jesus Cristo” e sugerir que o cristianismo estava conquistando cada vez menos fiéis. Em 2008, o jornal também ofereceu seu perdão ao Fab Four e classificou a fala de Lennon como um “exibicionismo de um jovem músico inglês”.
Ringo Starr, baterista da banda, não se impressionou com o perdão. “O Vaticano não disse que éramos satânicos ou possivelmente satânicos? E eles ainda nos perdoaram?“, disse ao jornal britânico The Telegraph.

Em dezembro, o quarteto formado por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr estará nas coloridas páginas da HQ de Bill Morrison, que retrata o paraíso fantasioso de Pepperland. À bordo do famoso submarino amarelo, o Fab Four combate os Blue Meanies, que odeiam o amor, a música e as cores de Pepperland. Preparados para essa clássica aventura a 80 mil léguas submarinas?

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