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10 curiosidades macabras sobre a produção de O Bebê de Rosemary

Atrasos, maldições no set, trânsito verdadeiro e sketches de Polanski

O Bebê de Rosemary é uma espécie de madrinha de todos os filmes de terror com temática satânica que se seguiram, do arrepiante O Exorcista ao tenebroso A Profecia, até O Exorcismo de Emily Rose.

É assustador, mas elegante; misterioso, mas estranhamente romântico; horripilante, mas bonito. É o produto de um diretor meticuloso que analisou seu cronograma de filmagens, de uma jovem estrela que perseverou mesmo com as dificuldades e de um elenco e uma equipe que podem ter sofrido uma maldição por sua participação nessa aventura macabra.

Reunimos alguns fatos macabros sobre O Bebê de Rosemary, um clássico pra lá de endemoniado.

1. William Castle queria ser o diretor

Mesmo antes do romance de Ira Levin chegar às livrarias, O Bebê de Rosemary tornou-se uma aposta quente em Hollywood. As expectativas do livro chamaram a atenção do diretor e produtor William Castle, mais conhecido pelos filmes de terror B, como The Tingler e House On Haunted Hill. Ansioso para fazer um filme de prestígio, ele abocanhou os direitos do livro antes mesmo da publicação e procurou um acordo com a Paramount Pictures para fazer o filme. O produtor, Robert Evans, também viu potencial no romance e concordou em adaptá-lo para a tela, mas insistiu que Castle só trabalhasse no filme como produtor porque “era bom demais para o Bill Castle”, como disse Evans mais tarde. Roman Polanski foi então escalado como diretor do filme.

2. “Bramford” é uma homenagem a Drácula

Ira Levin, autor do livro, nomeou o prédio de apartamentos onde os acontecimentos se desenrolam como The Bramford, em homenagem a Bram Stoker, autor de Drácula. No filme, o prédio utilizado foi o Dakota, no Upper West Side de Nova York, que hoje é mais associado ao local do assassinato de John Lennon.

3. Ambiguidade era importante

Ao ter o cargo de direção oferecido, Polanski aceitou e escreveu também o roteiro. Ele tinha um pouco de dificuldade em alguns pontos, mas como agnóstico, havia um aspecto particular que ele queria manter intacto na tela: ambiguidade. Polanski começou a contar uma história onde, em teoria, você poderia supor que tudo o que acontecesse com Rosemary pudesse ser fruto da imaginação. “Sendo um agnóstico, eu não acreditava mais em Satanás como encarnação do mal do que eu acreditava em um Deus sendo a personificação do bem; a ideia toda entrava em conflito com minha visão racional do mundo”, disse Polanski mais tarde. “Por causa da credibilidade, decidi que teria de haver uma brecha: a possibilidade de que as experiências sobrenaturais de Rosemary fossem fruto de sua imaginação. Toda a história, como pode ser vista através de seus olhos, poderia ter sido uma cadeia de coincidências apenas superficialmente sinistras, um produto de suas fantasias febris… É por isso que um fio de ambiguidade deliberadamente percorre todo o filme”.

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4. Ira Levin desenhou os apartamentos

Antes de filmar O Bebê de Rosemary, Polanski reuniu sua equipe para dar ao elenco uma noção do espaço que ocupariam nas gravações. Ele inclusive apresentou layouts dos apartamentos, e a curiosidade aqui é que o próprio Levin ajudou nesse processo de construção dos ambientes internos.

5. Polanski desenhou o elenco

Para ajudar a equipe a encontrar o elenco de apoio perfeito, Polanski desenhou cada um deles com os detalhes mais importantes a serem levados em conta no casting. Foi assim que Ruth Gordon e Sidney Blackmer, por exemplo, entraram no filme.

6. Mia Farrow não foi a primeira escolha

Para o papel de Rosemary Woodhouse, Polanski procurou encontrar uma atriz “totalmente americana”. Sua escolha foi Tuesday Weld, então conhecida por seu trabalho em filmes como The Cincinnati Kid. Evans e Castle preferiam Mia Farrow, e depois de algumas audições ruins, Polanski acabou concordando em contratar Farrow. “Ela tinha outra dimensão. E o que ela não tinha, Roman extraiu dela.”

7. Problemas na produção

O zelo de Polanski nos detalhes de O Bebê de Rosemary acabou criando alguns problemas com a Paramount. De acordo com Evans, o diretor ficou muito atrasado no cronograma de filmagens, a ponto que Castle ligar e avisar com frequência de que as coisas ficariam piores. Felizmente, os entregáveis eram espetaculares. Em um encontro casual na Paramount, Polanski explicou seus problemas de programação com o filme que posteriormente se tornaria uma lenda do cinema. Ao ser perguntado sobre as reações dos executivos do estúdio quando as filmagens em estado bruto eram exibidas, Polanski explicou que a Paramount parecia amar suas imagens. “Me disseram que eles nunca demitiram ninguém por causa do cronograma, por causa de atraso, mas se eles não gostam das prévias, eles te mandam embora bem depressa. Então, esse foi o caso. Eles realmente gostaram muito do material”, disse o diretor depois.

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8. Farrow realmente encarou o trânsito

Durante a sequência em que Rosemary tenta fugir de Bramford, a personagem encara o trânsito pesado para atravessar a rua rapidamente. Este não foi o caso de parar as ruas e contracenar com dublês. Não mesmo. Polanski pediu que Mia Farrow saísse correndo em uma rua de Nova York esperando que os carros mais próximos parassem. Ele garantiu à atriz que “ninguém vai atingir uma mulher grávida”. Ele estava certo, e a cena foi filmada várias vezes, mas com uma ressalva: o próprio Polanski teve que operar a câmera, porque ninguém mais ousou fazê-lo.

9. Frank e Mia

Na época da produção de O Bebê de Rosemary, Farrow era famosa por duas coisas: estrelar em Peyton Place e ser casada com o lendário cantor Frank Sinatra. Quando o marido avaliou o roteiro com ela, ele lhe disse que não conseguia ver a atriz no papel. Ela foi em frente e atuou no filme, mas os atrasos de Polanski fizeram com que sua agenda entrasse em conflito com outro projeto, planejado por Sinatra. Ela esperava dar conta dos dois projetos ao mesmo tempo, mas no fim das contas o problema escalou e ela precisou escolher entre o filme de Polanski ou seu marido. O divórcio foi oficializado no meio das filmagens. Mia os assinou em “um borrão de lágrimas”, depois continuou a filmar. A situação criou tanta tensão entre Sinatra e Evans que eles não se falaram por vários anos, a ponto de consultarem restaurantes para verificar se eles não estavam no ambiente antes de ir.

10. Maldições

De acordo com Mia Farrow, o ator Sidney Blackmer (que interpretou o líder do coven, Roman Castevet) disse no set que não havia nada de bom nesse negócio de “Salve Satanás” e ele não era o único que pensava assim. William Castle mais tarde se convenceu de que o filme foi amaldiçoado. Logo após a produção, ele sofreu com uma doença que o levou para a cirurgia. Ao se recuperar, o compositor deo filme, Krzysztof Komeda, sofreu uma queda que o levou ao coma e, no fim, à morte. No verão de 1969, a atriz Sharon Tate — a esposa de Polanski, grávida de oito meses — foi brutalmente assassinada pela Família Manson. Para Castle, tudo se somava. “A história do filme estava acontecendo na vida real. Todas as bruxas estavam lançando seu feitiço e eu estava me tornando uma das peças”, ele lembrou mais tarde.

Gostou das curiosidades? Leia a matéria completa no blog da Macabra e conheça outros fatos inusitados que envolveram a produção do filme O Bebê de Rosemary.

Chá de Bebê

Todos vocês estão convidados para o chá de bebê da Caveira no edifício Bramford. O livro O Bebê de Rosemary, de Ira Levin, já está disponível em pré-venda na Loja Oficial. Garanta o seu.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: O BEBÊ DE ROSEMARY, DE IRA LEVIN

Sobre Macabra

Avatar photoMacabra Filmes é a fazenda do terror. Compartilhamos o horror e a beleza, a vida e a morte. Brindamos com sangue as alegrias de existir. Cultivamos o primeiro suspiro, o abrir de olhos, o frio na espinha, o grito na montanha russa, o crepúsculo e a eterna escuridão. Para nós, o medo é natural — e a vida, um presente sobrenatural. É puro terror. 100% macabra.

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