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Crime Scene

3 assassinas em série que foram piores que Jack, o Estripador

Com rituais de torturas aterrorizantes, essas serial killers mostraram até onde vai a loucura da mente humana

Quando falamos em assassinatos em série, ele é um dos primeiros nomes a ser mencionado: Jack, o Estripador. Extremamente cruel e sem limites, o serial killer mais famoso do século XIX matou mais de dez mulheres em uma conservadora Londres da Era Vitoriana. Histórias de crimes horrendos com vítimas dilaceradas e sangue por todos os lados foram reveladas pela imprensa da época deixando toda a população com medo de se tornar a próxima vítima da extrema violência de Jack.  

Mas e quando falamos sobre as assassinas em série? Será que a violência contida em cada uma dessas mulheres conseguiria superar a crueldade de Jack? A autora Tori Telfer, de Lady Killers: Assassinas em Série, publicado no Brasil pela Darkside Books, nos mostra que, sim, elas podem ser tão sanguinárias e perturbadas quanto um dos mais famosos serial killers da história.

Entre espancamentos fatais, torturas impiedosas e degolamentos a sangue frio, as assassinas em série revelaram tudo que há de mais perverso, perturbador e egoísta na mente humana.

Confira três assassinas em série que foram piores que Jack, o Estripador:

Elizabeth Báthory

A condessa húngara Elizabeth Báthory foi uma das primeiras assassinas em série da história. Registros de sua crueldade e de seu julgamento datam de 1720. Acima da lei e vivendo em castelos luxuosos, Elizabeth aprendeu rapidamente a castigar suas criadas — incentivada pelo próprio marido.

“Nenhum açougueiro sob o céu era, na minha opinião, mais cruel”, escreveu o pastor de Csejthe a um amigo depois de descobrir as mortes de Báthory.

Mas, com o passar dos anos e a morte do marido, Elizabeth se tornou obcecada em matar e torturar jovens meninas camponesas. Aquelas que cometiam erros na costura eram torturadas com agulhas. A condessa também tinha uma luva com garras que usava em suas sessões de tortura para cortar a carne dos criados. Há, inclusive, relatos até de canibalismo. Talvez o ápice da sandice e crueldade da nobre condessa tenha se concretizado quando ela desenvolveu o hábito bizarro de ficar imersa em banheiras com sangue de virgens para preservar sua beleza e a suavidade de sua pele. Quando toda a loucura de Báthory veio à tona, uma jovem testemunha afirmou que a condessa havia matado cerca de 650 mulheres, cujos nomes mantinha em um caderno. A condessa, no entanto, foi condenada a prisão domiciliar em seu próprio castelo luxuoso e banhado de sangue.

Darya Saltykova

A nobre russa Darya Saltykova faria de Jack, o Estripador um mero aprendiz de assassino. Nascida em 1730, a jovem sempre viveu com muito luxo e riqueza, porém nunca aprendeu a ler. Na Rússia do século XVIII, os camponeses eram tratados como escravos e o nome dado a eles já dizia muito sobre o tipo de tratamento que recebiam. Eles eram chamados de “almas”. E as “almas” de Saltykova sofreram.

“Não importa o quanto você me denuncie ou se queixe, as autoridades nada farão contra mim”, disse certa vez Darya Saltykova.

A russa obcecada por limpeza gostava de bater e espancava friamente seus criados. E os espancamentos fatais começaram em 1756, no mesmo ano em que ficou viúva. Ela também jogou água fervendo em uma de suas criadas antes de espancá-la até a morte. Durante as investigações sobre sua matança, estimou-se que Darya tenha matado mais de 138 pessoas. O conselho de Justiça da Rússia, no entanto, a condenou pela morte de 38 pessoas e suspeita de morte de outras 26. A nobre, então, foi colocada em uma cela subterrânea chamada “câmara de arrependimento” — apenas uma vela era acesa no local durante as refeições. Darya permaneceu presa ao longo de 33 anos e morreu em 1801.

Kate Bender

Kate Bender era de família alemã e vivia em Cherryvale. Ao contrário do restante da família que mal falava inglês, Kate conversava bem, era inteligente e sabia conquistar a confiança dos demais. Ela até se aventurou em trabalhos espirituais como leitura místicas, cura de cegueira, surdez etc

“Um perfeito demônio”, classificaram os vizinhos da jovem Kate Bender.

A matança começou dentro da hospedaria e mercearia dos Bender. Os pais de Kate, seu irmão mais novo e ela trabalhavam e recebiam viajantes diariamente. Kate era responsável por degolar alguns hóspedes que apareciam no negócio da família. Bela e jovem, ela os atraia e flertava com eles para, em seguida, serem atacados com golpes na cabeça e sentirem o sangue jorrar pela garganta até finalmente perderem a consciência — as vítimas eram enterradas no pomar e, na maioria dos casos, sem camisa. Kate, seu irmão e seus pais tomavam um cuidado: matar apenas os viajantes solitários. A crueldade poderia ter durado por muitos anos se os Bender não tivessem matado a pessoa errada. Ao perceberem o tamanho do erro, fugiram. A polícia, então, começou a investigar a família e descobriu o porão da casa — encharcado de sangue grosso e fétido. Alguns relatos afirmam que cerca de 35 corpos foram encontrados no pomar dos Bender — a maioria mortos com golpes na cabeça e a garganta cortada. Diversas narrativas remontam a morte Kate e sua família, em uma delas Kate foi a que mais lutou para sobreviver a um ataque de justiceiros locais. Segundo eles, Kate mordeu, chutou e xingou até ser acertada por um golpe e duas balas na cabeça.

 

Essas e outras 12 serial killers foram retratadas em Lady Killers: Assassinas em Série, escrito pela norte-americana Tori Telfer. A autora também contribuiu recentemente para a revista Rolling Stone, ao entrevistar Kathy Kleiner, que sobreviveu ao ataque do serial killer Ted Bundy, nos anos 1970.

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