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5 Reflexões valiosas do livro Inverno da Alma

Uma jornada de recolhimento e autopreservação

21/06/2024

Você já parou pra pensar o quanto as estações do ano estão associadas aos nossos humores? O verão manifesta a alegria e a disposição que dias ensolarados trazem. A primavera relembra a renovação da vida, enquanto os outonos trazem aquele refresco depois de meses escaldantes. Já o inverno lembra recolhimento e busca por conforto.

LEIA TAMBÉM: O QUE É INVERNAR: CONHEÇA O CONCEITO DE INVERNO DA ALMA

Você até pode ter uma estação do ano preferida, mas todas elas são importantes para os nossos próprios ciclos pessoais. É como se a própria natureza nos ensinasse sobre a necessidade dessa alternância para a nossa sobrevivência. Não precisamos ser um dia de sol iluminado o tempo inteiro, produzindo e sorrindo como mandam os manuais de positividade tóxica. Às vezes o recolhimento é mesmo necessário. E em vez de simplesmente querer ignorar e superar logo esses períodos mais melancólicos, devemos honrá-los e aprender com eles.

É isso o que Katherine May nos ensina no livro Inverno da Alma, publicado pelo selo Magicae. Por meio de um livro de memórias, May conta episódios de sua vida que a forçaram a atravessar um inverno pessoal repleto de desafios profissionais, de saúde e familiares. Em vez de cair no lado fácil da autoajuda, a autora traz relatos de algumas mudanças que adotou no dia a dia, da importância da nossa zona de conforto e da introspecção necessária para enfrentar esses momentos.

katherine may

Ao longo de sua jornada invernal, Katherine May nos presenteia com pensamentos e reflexões valiosos que talvez façam sentido para o momento que você vive agora ou que quem sabe um dia viverá. Selecionamos alguns deles:

1. Como lidar com os invernos pessoais

“Mas aqui está ele: o meu inverno. É um convite aberto para a transição rumo a uma vida mais sustentável e à retomada de controle sobre o caos que criei. É um momento em que tenho de entrar em solitude e contemplação. É também um momento em que tenho que me afastar de antigas alianças, deixar as cordas de algumas amizades se soltarem, mesmo que apenas por um tempo. É um caminho que percorri várias vezes na vida. Aprendi as habilidades de invernar da maneira mais difícil.”

2. A importância de abraçar a tristeza

“Mas, se a felicidade é uma habilidade, então a tristeza também é. Talvez durante todos esses anos na escola, ou talvez através de outros terrores, somos ensinados a ignorar a tristeza. A enfiá-la em nossa mochila e fingir que não está lá. Como adultos, muitas vezes temos que aprender a ouvir a clareza do seu chamado. Isso é invernar. É a aceitação ativa da tristeza. É a prática de nos permitirmos senti-la como uma necessidade. É a coragem de encarar as piores partes da nossa experiência e de nos comprometermos a curá-las da melhor maneira possível. O inverno é um momento de intuição, quando nossas verdadeiras necessidades são sentidas de forma tão aguda quanto o fio de uma navalha.”

LEIA TAMBÉM: KATHERINE MAY: “VOCÊ NÃO VAI EVITAR OUTRO INVERNO, MAS SERÁ CAPAZ DE VIVER MELHOR NO FUTURO”

3. O que fazer com as lições do inverno

“Aqui está outra verdade sobre invernar: você encontrará sabedoria em seu inverno e, quando o momento acabar, é sua responsabilidade transmiti-la. Em troca, é nossa responsabilidade ouvir aqueles que invernaram antes de nós. É uma troca de presentes que ninguém perde. Isso pode envolver a quebra de um hábito de toda a vida, transmitido cuidadosamente através das gerações: olhar para os infortúnios de outras pessoas e ter certeza de que elas atraíram aqueles problemas para elas, de uma forma que jamais faríamos. Essa não é apenas uma atitude indelicada; ela nos prejudica, porque nos impede de aprender que desastres realmente acontecem e como podemos nos adaptar a eles. Isso nos impede de estender a mão para quem está sofrendo. E, quando nosso próprio desastre vem, ele nos força a um recuo humilhado, enquanto tentamos caçar erros que nunca cometemos, ou atitudes equivocadas que nunca tivemos. Ou isso, ou temos certeza de que deve haver alguém por aí a quem podemos culpar.

Inverno da Alma

Observando o inverno e escutando de verdade as mensagens dele, aprendemos que o efeito costuma ser desproporcional à causa; que pequenos erros podem levar a grandes desastres; que a vida é muitas vezes injusta, mas continua acontecendo com ou sem o nosso consentimento. Aprendemos a olhar com mais bondade para as crises das outras pessoas, porque muitas vezes elas são presságios de nosso próprio futuro.” 

4. Tudo que temos é o presente

“Para [Alan] Watts, o único momento de que podemos depender é o presente: aquilo que conhecemos e sentimos agora. O passado se foi. O futuro, ao qual devotamos tanto de nosso cérebro, é um elemento instável, inteiramente ininteligível, ‘um fogo-fátuo que sempre escapa à nossa compreensão’. Quando ruminamos sem parar sobre tempos distantes, deixamos de notar coisas extraordinárias no momento presente. Essas coisas extraordinárias são, na verdade, tudo o que temos: o aqui e o agora. A percepção direta dos nossos sentidos.”

5. O nosso sofrimento aos olhos dos outros

“Estou começando a achar que a infelicidade é uma das coisas simples da vida: uma emoção pura e básica a ser respeitada, quem sabe até saboreada. Eu nunca teria sonhado em sugerir que deveríamos chafurdar no sofrimento ou evitar fazer tudo que pudéssemos para aliviá-lo, mas acho que isso ensina alguma coisa. Afinal, ele tem uma função: nos diz que algo está errado. Se não nos permitirmos ser honestos com nossa própria tristeza, perderemos uma dica importante para nos adaptarmos.

invernar inverno da alma

Parece que vivemos em uma época em que somos bombardeados com súplicas para sermos felizes, mas estamos sofrendo de uma avalanche de depressão. Somos encorajados a parar de nos preocupar demais com as pequenas coisas, mas estamos cronicamente ansiosos. Muitas vezes me pergunto se esses são apenas sentimentos normais que se tornam monstruosos quando são reprimidos. Uma grande parte da vida sempre vai ser um saco. Haverá momentos em que estaremos voando alto e momentos em que não conseguiremos sair da cama. Ambos são normais. Ambos, na verdade, requerem um pouco de perspectiva.

Às vezes, a melhor resposta aos nossos uivos de angústia é a honestidade. Precisamos de amigos que estremeçam junto com nossa dor, que tolerem nossa tristeza e que nos permitam ser fracos por um tempo enquanto nos recuperamos. Precisamos de pessoas que reconheçam que nem sempre podemos aguentar; que, às vezes, tudo se despedaça. Fora isso, precisamos desempenhar essas funções por nós mesmos: dar-nos uma pausa quando precisamos e sermos gentis. Encontrar nossa própria coragem, em nosso próprio ritmo.”  

LEIA TAMBÉM: FEITIÇO DE SOLSTÍCIO DE INVERNO PARA ATRAIR BOA SORTE

Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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