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7 Curiosidades sobre a vida de Virginia Woolf

Escritora chega à DarkSide® com a obra Orlando: Uma Biografia

Virginia Woolf é uma mulher que causa fascínio. Seja pela sua obra, pelas ideias feministas muito à frente de seu tempo ou pelas peculiaridades de sua biografia, ela se consolidou como uma das autoras mais influentes de todos os tempos. E no décimo aniversário da Caveira ela chega à DarkSide® com uma de suas obras mais poderosas: Orlando: Uma Biografia.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: ORLANDO: UMA BIOGRAFIA, DE VIRGINIA WOOLF

Inspirado e dedicado a Vita Sackville-West, o livro funciona como uma verdadeira carta de amor. Na trama, Orlando é um jovem aristocrata que desfruta dos prazeres serenos de uma vida abastada na Inglaterra do século XVI. O leitor tem a oportunidade de acompanhar sua jornada da adolescência aos 30 anos, quando, certo dia, ele acorda com um corpo de mulher. Um enredo fascinante para uma autora no início do século XX.

Mas se existe algo que a biografia de Virginia Woolf não possui, essa coisa seria a normalidade. Olhando de fora, ela teve uma juventude realmente privilegiada para a época em que viveu: veio de uma família abastada que morava na região central de Londres e que educou seus filhos de acordo com o que era esperado na época — meninos em boas escolas, e meninas educadas em casa.

Porém, os Stephens eram um bom exemplo de que, olhando de perto, nenhuma família é normal. Ou melhor, não é o que se insiste em chamar de uma família “ideal” (ainda mais naquela época). Tanto a mãe quanto o pai da autora passaram por casamentos anteriores, o que resultou em vários irmãos e meio-irmãos para Virginia. Além disso, a morte precoce da mãe, abuso sexual e distúrbios mentais também compõem a vida da escritora.

Mesmo quem não está familiarizado com suas obras tem uma ideia pré-estabelecida sobre a autora, conhecida por suas graves crises de depressão e tentativas de suicídio. Virginia Woolf inspira mistério, fascínio e um certo temor quanto a todas as ideias que fermentavam em sua mente. 

Para desmistificar um pouco a vida da autora e conhecer melhor as peculiaridades de sua trajetória, a Caveira separou algumas curiosidades sobre Virginia Woolf que pouca gente conhece:

1. Ela não se chamava Virginia

O nome completo da autora é Adeline Virginia Woolf (Stephen quando solteira). Trata-se de uma homenagem à sua tia Adeline Maria Jackson e à sua tia-avó Virginia Pattle. Dizem que o primeiro nome acabou não sendo usado pela própria família por causa de uma tragédia que resultou na morte da Adeline original.

Créditos: The Charleston Trust

Porém, estudiosos dizem que a própria autora trocou Adeline por Virginia como um mecanismo de enfrentamento, uma espécie de rito de passagem para a maturidade. Ela queria uma nova identidade, separada daquela que lhe lembrava da infância complicada. 

2. Sua primeira publicação escrita foi sobre as irmãs Brontë

Grandes escritoras inspiram outras a seguirem o seu caminho. Nesse sentido, as irmãs Brontë foram uma forte influência na obra de Virginia Woolf, fazendo com que a primeira publicação dela fosse sobre as autoras vitorianas. O ensaio “Harworth, November 1904” [Harworth, novembro de 1904] saiu no jornal inglês The Guardian em 21 de dezembro de 1904 e narrava a peregrinação de Woolf à casa das irmãs, onde foram escritas obras como O Morro dos Ventos Uivantes, Jane Eyre e A Inquilina de Wildlife Hall.

No artigo já é possível observar os primeiros traços do estilo de escrita que tornou Virginia Woolf famosa por suas obras de ficção: as intimidades da vida familiar, a significância de pequenos objetos pessoais e a silenciosa genialidade de mulheres criativas que se sobressaem com base no próprio talento.

LEIA TAMBÉM: OS PRINCIPAIS TEMAS DE O MORRO DOS VENTOS UIVANTES

3. Tinha uma meia-irmã confinada em um hospício

Embora os problemas psicológicos de Virginia Woolf tenham se tornado conhecidos, ela não foi a primeira da família a ser enviada para uma instituição psiquiátrica. Isso aconteceu com sua meia-irmã, Laura Stephen, filha do primeiro casamento do pai. E o motivo foi bem diferente dos problemas que atormentariam Virginia no futuro.

Apesar de ser filha do autor e editor sir Leslie Stephen e neta de William Thackery, autor de A Feira das Vaidades, Laura tinha sérias dificuldades de aprendizagem, era emocionalmente instável e foi considerada deficiente mental. Sem os meios para educar uma jovem com esses desafios, o pai e a nova esposa, Julia Jackson (mãe de Virginia) a enviaram para o Earlswood Asylum, uma instituição psiquiátrica.

Laura permaneceu lá por quatro anos e depois foi enviada para uma casa com cuidadores particulares até sua morte, em 1945. Isso era um tanto costumeiro naquela época: as famílias abastadas enviavam suas filhas “problemáticas” para alguma instituição de maneira bem discreta — ao ponto de amigos nem saberem da existência dessas familiares. Os Stephen mantinham pouquíssimo contato com Laura, o que causou tensão nos demais irmãos, incluindo Virginia, que anos mais tarde seria internada diversas vezes.

4. Possivelmente sofria de transtorno bipolar

Muitas análises já foram feitas em vida e postumamente sobre a saúde mental de Virginia Woolf. Desde os 13 anos, após a morte da mãe, ela começou a sofrer com variações periódicas de humor, que iam de uma severa depressão a fases de agitação e mania, incluindo episódios psicóticos.

Os psiquiatras da época tinham pouco a oferecer a Virginia em termos de diagnóstico e tratamentos, levantando diversas hipóteses, culpando sua educação “inapropriada para mulheres” e uma suposta fraqueza dos nervos, por exemplo. Porém, especialistas de hoje em dia identificam um provável transtorno bipolar, desencadeado principalmente por tragédias pessoais (as mortes dos pais, abuso sexual) e possivelmente fatores genéticos também (o pai dela tinha depressão).

5. Foi professora em uma escola noturna

Com a morte do pai em 1904, ela e os irmãos receberam uma herança modesta. Hoje em dia a primeira opção que a maioria das mulheres vai adotar para se sustentar será arranjar um emprego, mas no início do século XX o plano habitual era conseguir um marido que fizesse isso. Mas não para Virginia, que, além de seu trabalho como jornalista, crítica literária e escritora freelancer, trabalhou como professora do período da noite para complementar a renda.

Entre os anos 1906 e 1907, ela lecionou no Morley College, que oferecia aulas noturnas para trabalhadores que queriam melhorar sua instrução. Esse foi o seu principal e um dos únicos tipos de contato com o universo de pessoas com baixo grau de instrução. É pouco provável que ela, que havia sido criada em um lar de intelectuais, teria trabalhado lá se não fosse pela morte do pai.

6. Escreveu o romance biográfico de um cachorro

As obras mais angustiantes e provocativas de Virginia Woolf, como Orlando e Mrs. Dolloway, são também as mais conhecidas da autora. Mas seus trabalhos também envolviam histórias mais leves, como é o caso de Flush

Esse livro experimental é narrado do ponto de vista do cachorro da poeta Elizabeth Barret Browning, que lealmente ficou ao lado dela durante doenças, romances e aventuras. Embora hoje seja um trabalho praticamente esquecido da autora, na época o livro foi bem popular por amantes de animais.

7. Participou de uma comunidade neopagã

No início dos anos 1910, Virginia Woolf morou em Firle e conheceu melhor o poeta Rupert Brooke e seu grupo neopagão, que buscava um estilo de vida socialista, vegetariano e mais natural, ao ar livre e com direito a nudez. Apesar de ter algumas ressalvas, a escritora se envolveu com as atividades do grupo por um tempo, fascinada pela inocência bucólica que contrastava com o intelectualismo cético ao qual ela estava habituada.

LEIA TAMBÉM: AFINAL, O QUE É CONSIDERADO OCULTISMO?

Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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