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Graphic Novel

A morte, o sangue e as sombras do mangá Deathco, de Atsushi Kaneko

Um dos maiores mangakás do Japão está na casa da Caveira. Deathco chega ao Brasil revelando uma trama violenta e instigante

Um dos maiores mangakás do Japão agora chega ao Brasil. Atsushi Kaneko e sua arte sombria, violenta e cheia de movimento conquista os japoneses desde o lançamento de seu primeiro mangá, Bambi, em 2006. Bambi tem 6 volumes e narra as aventuras de uma assassina profissional impiedosa e com cabelos cor de rosa. Sangrento e rápido, o primeiro mangá de Kaneko revelava toda a personalidade do artista que já declarou ser fã de Alfred Hitchcock.

O universo dos mangás e animes invadiram o Brasil e conquistam fãs das mais diversas idades e gostos. No Japão, o mangá One Piece foi o recordista de vendas em 2018 – com mais de 8 milhões de cópias. Kaneko, no entanto, escolheu habitar o lado dark dos mangás e, no âmbito underground, cresceu e se tornou referência. Formado em Economia, o artista nasceu em Yamagata, no Japão, e começou a trilhar sua carreira como mangaká de maneira autodidata.

Outro grande trabalho de notoriedade do autor japonês é Deathco, que será lançado pela DarkSide Books ainda no primeiro semestre de 2019. A história com sete volumes revela um mundo permeado pela violência, no qual os assassinos conhecidos como “ceifadores” competem entre si para ganhar notoriedade e respeito dentro de suas guildas – um tipo de sindicato onde todos são classificados. A chegada de Deathco abala o equilíbrio deste universo, uma vez que ela mostra total falta de respeito às regras vigentes. Gótica e melancólica, a jovem odeia o mundo em que vive e está disposta a demonstrar isso usando as ferramentas que tem à sua disposição. Todas as noites, Deathco deixa o porão de seu castelo, onde faz os mais variados instrumentos mortais, e sai à caça. Com ela do lado de fora, a morte espreita em todos os cantos.

A história dark e sangrenta com o traço único de Atsushi Kaneko foi lançada em 2015 no Japão, depois do enorme sucesso do mangá Soil, de 2012, que tem 11 volumes.

LEIA TAMBÉM: JUNJI ITO E NAGABE: TERROR E LIRISMO NO MANGÁ

Além do dom natural para o desenho, Kaneko também esteve à frente de um curta-metragem chamado Mushi, que pertence à compilação de filmes Rampo Noir, do escritor japonês Edogawa Rampo. Lançado em 2015, a coletânea reúne 4 curtas adaptados da obra de Rampo, considerado o Edgar Allan Poe japonês – seu nome, inclusive, é uma derivação da pronúncia do mestre, que era um grande ídolo de Rampo. Atsushi Kaneko não poderia estar em outro lugar – um dos maiores mangakás está na casa da Caveira acompanhado por nomes de peso no universo dos mangás: Junji Ito, com Fragmentos do Horror e Nagabe com A Menina do Outro Lado.

Em 2011 e 2015, os mangás Soil e Wet Moon, de Kaneko, foram indicados como Melhor Crime Comic no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, na França.

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