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As origens pagãs das comemorações de fim de ano

O Natal e o Ano Novo como conhecemos hoje é uma nova roupagem de comemorações que já existiam no mundo pagão

Quando pensamos em Natal logo vem à mente árvores decoradas, Papai Noel e o presépio do nascimento de Jesus. Embora o cristianismo tenha tentado convencer todo mundo de que a data celebra o nascimento de Cristo, as festividades já ocorriam muito antes de isso ter acontecido e em diferentes povos.

Aliás, a própria data do nascimento de Jesus é um mistério, que rende pesquisas e discussões entre historiadores até hoje. A maior probabilidade é de que ele tenha nascido entre setembro e outubro. Mas então por que o dia 25 de dezembro foi escolhido para tal celebração?

Assim como ocorre com outras festividades, como Halloween e Páscoa, o Natal como o conhecemos hoje é uma nova roupagem de comemorações que já existiam no mundo pagão, muito antes do cristianismo tomar conta. A escolha da data está mais próxima da astronomia do que de qualquer escrito sagrado.

LEIA TAMBÉM: 10 TRADIÇÕES E HISTÓRIAS MUITO MACABRAS DO NATAL

Yule: O Natal dos vikings

Pelo menos dois festivais são os que mais se aproximam dos rituais natalinos que praticamos até os dias de hoje: o Yule, dos vikings, e o Saturnália, comemorado pelos romanos antes do cristianismo tomar conta. Apesar de serem celebrados por diferentes povos, o motivo da festa era praticamente o mesmo: o solstício de inverno.

Não coincidentemente, muito perto da data do Natal o inverno atinge seu ápice no hemisfério norte. A noite mais longa do ano ocorre por volta do dia 21, ou seja, a partir daí o sol tende a dar mais as caras. Se pensarmos nas civilizações que moram mais ao norte e que sofrem mais com esta variação de luz solar, um pouco mais de luz é algo muito bem-vindo, ainda mais numa época em que nem se pensava em eletricidade. A noite extremamente longa é tema de 30 Dias de Noite, publicado pela linha Graphic Novel da DarkSide® Books.

Neste contexto, o Yule funcionava para os povos germânicos como uma forma de manter a população encorajada e otimista diante dos dias mais tenebrosos do inverno. A celebração funcionava como uma espécie de Natal e Ano Novo reunido, estendendo-se de 22 de dezembro a 2 de janeiro.

Algumas tradições desta comemoração foram adaptadas ao Natal cristão e perpetuadas por gerações. Um exemplo é o do tronco de Yule, que era queimado para aquecer as pessoas. Ele deu origem à tradição da árvore de Natal iluminada por luzes.

A vez dos romanos: Saturnália

Um pouco mais próximo da disseminação do cristianismo está o Saturnália, festival celebrado pelos romanos em homenagem ao deus Saturno. Embora em Roma não haja tanta variação da luz solar, as festividades também têm ligação com o solstício de inverno.

É preciso entender que naqueles tempos o inverno era associado ao tempo de vacas magras: animais morriam no pasto e a colheita ficava mais escassa, marcando dias difíceis. Nada mais justo para os romanos do que celebrar o deus associado às colheitas, à abundância e à renovação.

As festividades do Saturnália se iniciavam no dia 17 de dezembro e se estendiam por vários dias, culminando no Sol Invictus, dia do nascimento do deus Sol, não coincidentemente celebrado em 25 de dezembro. O teor da festa era bem parecido com o carnaval, com direito a fartos banquetes, troca de presentes e muita bebedeira — praticamente o Natal dos dias de hoje.

Para se ter uma ideia da liberdade praticada pelos romanos durante o Saturnália, as escolas eram fechadas, pessoas não eram presas, jogos de apostas eram liberados e escravos trocavam de lugar com seus mestres. Como Saturno era um deus que gostava de sacrifícios, era bem comum a realização de batalhas entre gladiadores neste período. Os derrotados viravam oferenda para o deus.

O Ano Novo é relativamente recente

O dia 1º de janeiro nem sempre marcou o início de um novo ano. Aliás, a data é relativamente recente: foi estabelecida em 1582 após a reforma do Calendário Gregoriano pelo Papa Gregório XIII. 

LEIA TAMBÉM: RITUAL ROMANO: DESCUBRA O MAL QUE SE ENTRANHA NAS SOMBRAS DO VATICANO

A maioria dos países católicos adotou a mudança logo de cara, mas locais em que o protestantismo predominava apenas adotaram o calendário reformado dois séculos depois. Até 1752 eles comemoravam a virada do ano de março para abril, dando origem ao Dia da Mentira em 1º de abril.

Como já observamos nas festividades de Saturnália e Yule, o Ano Novo também costumava ter relação com os astros, ocorrendo próximo ao solstício de inverno. Mas isso também não era uma unanimidade: os fenícios e os persas comemoravam a chegada de um novo ano no equinócio da primavera, enquanto os egípcios iniciavam o novo ciclo logo após as inundações do Nilo. Os chineses celebram o ano novo na segunda lua nova após o solstício de inverno até hoje.

O Ano Novo mais antigo que se tem registro foi celebrado há cerca de 4 mil anos, na antiga Babilônia. Para este povo que vivia na Mesopotâmia, o ano começava na primeira lua nova após o equinócio de primavera, coincidindo com o fim de março e início de abril. 

A data era comemorada com um megafestival chamado Akitu. Durante as celebrações eram realizados desfiles com estátuas de deuses e os rituais simbolizavam sua vitória sobre as forças do caos. Os babilônios acreditavam que estes rituais funcionavam como uma espécie de limpeza e que os deuses recriavam o mundo para o início de um novo ano e o retorno da primavera.

E você? Vai celebrar o Natal e o Ano Novo de que maneira neste ano?

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