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Como diferentes culturas e religiões celebram o Natal

Comemoração não é exclusiva do Cristianismo

Pinheiros, pisca-piscas, laços vermelhos, Papai Noel, ceia farta e troca de presentes. No mundo ocidental o Natal está longe de ser apenas um dia de celebração religiosa, ele já caracteriza todo um clima que se estende por aproximadamente três meses e movimenta a economia de maneira significativa.

LEIA TAMBÉM: 10 TRADIÇÕES E HISTÓRIAS MUITO MACABRAS DO NATAL

Baseado em diversas celebrações pré-cristãs, o Natal acabou sendo disseminado fortemente na visão do Cristianismo difundido na Europa e, posteriormente, em todos os países influenciados pela sua colonização, o que ocorre em praticamente todos os continentes. 

Mesmo com alguns detalhes divergentes, passar o Natal no Brasil, no Canadá ou na Hungria não é lá muito diferente. Até mesmo países que não possuem maioria cristã acabaram se rendendo à data, ainda que com significados diferentes.

A verdade é que o Natal já se tornou uma celebração universal e que transcende religiões. Afinal, se não foram os cristãos que inventaram a data, não há motivo para ela ser monopolizada. Judeus, hindus, budistas, islâmicos e neopagãos têm seus próprios rituais e significados para esta ocasião tão emblemática. A Caveira te convida a conhecer o Natal do ponto de vista de outras culturas e religiões:

1. O Festival Judeu das Luzes

O Chanucá ou Hanucá dura oito dias, começando no 25º mês hebreu Kislev (ali por novembro ou dezembro). A festividade celebra a vitória de Judas Macabeu sobre o tirano Antíoco há mais de 2100 anos, quando, após três anos de guerra, retornou com seus seguidores para Jerusalém para reclamar o templo. Neste retorno, eles encontraram apenas uma pequena botija de óleo, o suficiente para apenas um dia. Mas quando eles iluminaram a menorá do templo com ela, um milagre ocorreu e ela queimou por oito dias.

Créditos: History

Em todas as noites do festival, as famílias se reúnem ao redor de um candelabro especial com oito velas chamado menorá. Em cada uma das noites uma delas é acesa em adição da anterior, até completarem a oitava noite com todas elas acesas. Presentes são trocados em todas estas noites. 

2. O Natal copta no Egito

No Egito apenas 15% da população é cristã. A maioria das pessoas faz parte da Igreja Ortodoxa Copta e tem algumas tradições únicas para o Natal, que não é celebrado em 25 de dezembro, mas em 7 de janeiro. O mês que antecede a data se chama Koiak e as pessoas cantam hinos especiais nas noites de sábado que antecedem a missa de domingo.

Créditos: AP

Os 43 dias de advento dos coptas começam em 25 de novembro e se estendem até o dia 6 de janeiro, véspera de Natal. Durante o período, os fiéis adotam um jejum especial que se assemelha a uma dieta vegana: eles não comem nada que venha de animais, o que inclui, além de carne, leite e ovos. Após a missa da véspera de Natal, as famílias retornam aos seus lares para um banquete em que todos os pratos contêm carne, ovos e manteiga – a sopa de cordeiro é um prato bem típico da data.

3. O Ramadã islâmico

Muçulmanos de todo o mundo celebram o Ramadã, que marca o mês em que Maomé teve o Corão revelado a ele por Deus. A data ocorre no 9º mês do calendário lunar islâmico, que é onze ou doze dias mais curto que o gregoriano. A celebração começa na primeira visão da lua durante o Ramadã.

Créditos: Wikimedia Commons

Jejum também é uma prática da data, só que aqui os muçulmanos não podem comer ou beber durante todo o período do dia nesta época. Só é possível se alimentar quando o sol se põe e de novo antes que ele nasça. O jejum se encerra com a celebração do Eid al-Fitr. Alguns governos muçulmanos concedem anistia a alguns prisioneiros neste dia.

LEIA TAMBÉM: 13 DECORAÇÕES DE NATAL BEM TREVOSAS

4. Queimando o diabo na Guatemala

A Guatemala é um país marcado pela diversidade, comportando mais de vinte grupos étnicos. Cada um deles tem as suas próprias tradições de Natal, mas uma delas chama a atenção pela peculiaridade: a Queima do Diabo.

Créditos: © Diego André Rivera

No dia 7 de dezembro às 18h, um boneco caracterizado para representar o diabo é queimado pelas pessoas. No dia 8 de dezembro ocorre o banquete da Imaculada Conceição, um dia santo para os católicos. Neste contexto, a queima do diabo representa se livrar das coisas ruins e se preparar para o novo ano.

A tradição começou quando a Guatemala era uma colônia espanhola e as pessoas colocavam lamparinas do lado de fora de casa. Mas algumas pessoas preferiam fazer fogueiras, e isso acabou evoluindo para a Queima do Diabo.

5. O Kwanzaa dos afro-americanos

O Kwanzaa é um festival em que a comunidade afro-americana celebra e reflete sobre sua herança cultural ser o subproduto de dois mundos. Ele começa no dia 26 de dezembro e dura sete dias. 

Créditos: History

A festividade foi iniciada em 1966 pelo Dr. Maulana “Ron” Karenga, um professor universitário e líder afro-americano. Ele estudou os festivais de diversos grupos de pessoas da África e decidiu que o novo feriado deveria celebrar a colheita dos “primeiros frutos”. Kwanzaa é uma palavra em suaíle que significa “os primeiros frutos da colheita”.

As cinco celebrações principais da data são: a reunião da família, amigos e da comunidade; reverência ao criador e à criação; comemoração do passado, honrando os antepassados pelo aprendizado de suas lições; a renovação dos compromissos com os ideais da comunidade, como verdade, justiça, respeito às pessoas e à natureza, cuidado com os vulneráveis e respeito aos anciões; celebração do “Bem da Vida”, que é um conjunto de luta, realização, família, comunidade e cultura. A comemoração começou nos Estados Unidos, mas hoje se estende a comunidades negras no Canadá e Inglaterra.

6. O Natal no Budismo

Para os budistas, o Natal é uma época de doação e de praticar a paz e o bem em favor da humanidade. Eles celebram a data pendurando decorações natalinas nos seus templos, enviando cartas para as pessoas que amam, mantendo vigílias até de madrugada e ocasionalmente ouvem músicas natalinas.

BHOPAL, INDIA – MAY 3: Buddhist devotees on the occasion of Buddha Purnima at a monastery, on May 3, 2015 in Bhopal, India. Buddha Purnima or Buddhas birthday is usually observed during the first full moon in May. Buddhists celebrate the Buddha’s three most important life stages on Vesak: Birth, Enlightenment and Death, which traditionally are said to have happened on the same day. (Photo by Mujeeb Faruqui/Hindustan Times via Getty Images)

Apesar de celebrar o Natal, o Budismo não enxerga a data com qualquer viés religioso. A filosofia budista, diferentemente da cristã, não se baseia em qualquer tipo de idolatria ou em monumentos de culto. Ela se concentra mais nos conceitos de autoconhecimento e na lei de causa e efeito. As pessoas buscam calma no ambiente em que vivem, e no Natal não é diferente.

7. O Pancha Ganapati hindu

Para os hindus, a data que mais se aproxima do Natal é o Pancha Ganapati, uma festividade de inverno que dura cinco dias, com direito a presentes para as crianças em todos eles. De 21 a 25 de dezembro eles veneram Ganesha, o deus com cabeça de elefante voltado à cultura e aos novos começos. Familiares tentam corrigir erros do passado e buscam bênçãos divinas de felicidade e harmonia para suas vidas.

Créditos: Ganga Sivanathan

As festividades do Pancha Ganapati incluem piqueniques, banquetes, trocas de cartas e presentes com pessoas queridas. Um santuário é montado na principal sala da casa e decorado com o espírito das festividades. 

A celebração é bem recente, datada de 1985, quando o fundador da revista Hinduism Today, Satguru Sivaya Subramuniyaswami, introduziu um conceito primitivo do Pancha Ganapati em um festival de inverno. Algumas características da celebração incluem o uso de luzes e até mesmo pinheiros, aproximando-se bastante de tradições natalinas.

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*Foto do banner por Santiago Billy Prem.

Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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1 Comentário

  • Jônathas

    24 de dezembro de 2021 às 13:56

    Alguns gosta do papai noel já eu prefiro krumpus

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