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Tabitha King afirma: “Esposa é um status de relacionamento. Não uma identidade”

Autora de Pequenas Realidades demonstrou indignação com a imprensa após a publicação de manchetes que diziam “Stephen King e esposa”

Tabitha King é uma autora talentosa, mãe e filantropa. Ela também é casada com Stephen King e carrega seu sobrenome com o orgulho de quem construiu uma família com três filhos, dos quais dois também são escritores, como os pais. Mas a figura de seu marido parece assombrar editores e jornalistas da imprensa americana tanto quanto os personagens de seus livros.

Uma recente manchete deixou Tabitha King indignada, com razão. Em uma série de mensagens postadas na conta de seu marido, a autora demonstrou sua indignação com a maneira como a imprensa se referiu à ela e se refere à muitas mulheres que também exercem brilhantemente seu trabalho, mas ficam à sombra dos homens com quem se relacionam.

Em fevereiro deste ano, Stephen King postou em sua conta no Twitter: “Minha esposa está furiosa com as manchetes como esta: ‘Stephen King e sua esposa doaram US$ 1,25 milhão para a New England Historic Genealogical Society’. O presente foi ideia original dela, e ela tem um nome: TABITHA KING. Segue sua resposta.”

Tabitha, então, se posicionou em uma série de tweets que permitem a reflexão acerca da maneira como o injusto protagonismo masculino afeta o trabalho de mulheres. “Queridos Editores (casados ​​com uma esposa ou um marido): Na recente cobertura da mídia de um presente que meu marido (uso irônico) e eu demos para a New England Historic Genealogical Society, nos tornamos Stephen King e sua esposa. Esposa é um status de relacionamento. Não uma identidade”, disse.

E continuou: “Você poderia ter feito outras escolhas. Você poderia se referir a mim como DeStephen. Ou a velha senhora de Stephen King. Eu tenho filhos também. Você poderia ter se referido a mim como mãe de escritores. Também tenho uma filha, e não seria bobo me chamar de Mother-of-Clergy (Mãe do Clero)?”

“Você pode considerar a condescendência inconsciente de seu estilo de escrita e dar às mulheres seus nomes”, concluiu a autora. Sua resposta movimentou a conta do marido e foi recebida com muitos elogios, além de alguns veículos da imprensa notarem o uso injusto e equivocado do termo “esposa” ao invés de mencionar o nome da autora, cuja vida pessoal é dividida com o escritor Stephen King há 48 anos, mas, ainda assim, seu estado civil não deve vir antes de seu nome. Outras matérias, publicadas na mesma época, passaram a tratar a notícia como: Stephen e Tabitha King doaram US$ 1,25 milhão para a New England Historic Genealogical Society.

Tabitha King em família
Foto: Bill O’Leary / TWP Washington, DC

À época, usuários do Twitter e leitores do casal entenderam a indignação de Tabitha diante das manchetes e criaram novos títulos para matéria com título sexista, publicada originalmente no portal USAToday: “Tabitha King doa 1,25 milhão para a New England Historic Genealogical Society. A sra. King mora com um cachorro pequeno e um marido”, diz uma das respostas.

LEIA TAMBÉM: TABITHA KING: A DAMA DO TERROR E SUA VOZ PODEROSA

“Aclamada romancista Tabitha King e marido doam para a New England Historic Genealogical Society”, disse outro usuário. Ainda pelo Twitter, Brenton Simons, presidente da New England Historic Genealogical Society, agradeceu ao casal, falou sobre a importância da doação milionária, e destacou a iniciativa de Tabitha King.

“Estamos particularmente gratos a Tabitha King, que também é especialista em genealogia, por inspirar nosso trabalho e por tornar possível essa doação tremendamente generosa”, concluiu.

Além de ser autora de 10 livros — entre eles, Pequenas Realidades, lançado pela marca DarkLove, da DarkSide Books, Tabitha King também atua intensamente na comunidade, envolvendo-se com bibliotecas públicas, pesquisando sobre a genealogia de sua família, na luta pela alfabetização no estado do Maine e em fundações filantrópicas. Resumi-la, mesmo que inconscientemente, ao status de esposa de Stephen King é, antes de tudo, extremamente injusto, mostrando que ainda há muito a ser conquistado e valorizado na luta das mulheres por igualdade.

Traduzido e adaptado da ABCNews

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