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Físico Marcelo Gleiser vence prêmio Templeton 2019

Autor do prefácio de Superinteligência, que fala sobre os perigos da inteligência artificial, Gleiser entra para seleto grupo de agraciados com o prêmio internacional

O físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser é o vencedor do prêmio Templeton, de 2019. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 29 de março, em Nova York. Atualmente, Gleiser vive em New Hampshire, nos Estados Unidos, e é professor de física e astronomia no Dartmouth College.

O anúncio do nome de Gleiser como vencedor do prêmio aconteceu nesta terça-feira. Ele é o primeiro latino-americano a ganhar o prêmio e vai receber 1,1 milhão de libras esterlinas, cerca de 5,5 milhões de reais.

Criado em 1972, o prêmio Templeton foi assim nomeado devido ao Sir John Templeton, que foi consagrado cavaleiro pela Rainha Elizabeth II, em 1987, devido aos seus trabalhos filantrópicos. Atualmente, o prêmio é concedido a uma pessoa viva para “servir como um catalisador filantrópico para descobertas relacionadas às questões mais profundas que a humanidade enfrenta”, diz a instituição. Entre os nomes célebres que compõem a lista de premiados estão Madre Teresa, que recebeu o prêmio em 1973, Dalai Lama, premiado em 2012 e o Arcebispo Desmond Tutu, em 2013.

Além dos inúmeros livros, documentários e artigos publicados pelo físico, ele também escreveu o prefácio do livro Superinteligência, da marca Crânio, da DarkSide Books. Gleiser fala sobre a obra de Nick Bostrom e a possibilidade da criação de máquinas superinteligentes, e ainda traça um paralelo com o clássico imortal de Mary Shelley, Frankenstein. “Em seu livro Superinteligência, Bostrom ressuscita o espectro de Frankenstein sob o prisma da ciência de ponta dos nossos dias, a possibilidade de criarmos máquinas mais inteligentes do que nós, a chamadas inteligências artificiais. Os paralelos com o romance de Shelley são, a meu ver, transparentes.”, escreve o físico.

Para a instituição que premiou o brasileiro, Gleiser é uma voz proeminente entre os cientistas – do passado e do presente – que rejeitam a noção de que apenas a ciência pode levar a verdades fundamentais sobre a natureza da realidade. “Em sua carreira paralela como intelectual público, ele revela os vínculos históricos, filosóficos e culturais entre ciência, humanidades e espiritualidade, e defende uma abordagem complementar ao conhecimento, especialmente em questões em que a ciência não pode fornecer uma resposta final.”, diz o site da Templeton Prize.

Físico Marcelo Gleiser
Físico Marcelo Gleiser

Em 2011, Marcelo Gleiser participou do documentário brasileiro Eu Maior e falou sobre autoconhecimento e busca da felicidade sob a ótica da ciência. Em sua entrevista, Gleiser trata sobre a como a felicidade e a liberdade andam juntas e, como podemos buscar cada vez mais conhecimento ao longo da vida. “A felicidade é poder escolher ao que você vai se prender. A felicidade e a liberdade andam de mãos de dadas. E, para mim, liberdade é poder escolher ao que você pode se prender. Uma pessoa que tem a possibilidade de escolher ao que vai se prender, seus compromissos e seus trabalhos, é uma pessoa livre, portanto feliz”.

Para Heather Templeton Dill, presidente da Templeton Prize, Gleiser é “um dos principais proponentes da visão que ciência, filosofia e espiritualidade são expressões complementares que a humanidade precisa para abraçar o mistério e explorar o desconhecido”

Veja o vídeo da entrevista:

Leia abaixo o artigo sobre inteligência artificial, escrito pelo físico Marcelo Gleiser:

Superinteligência – Caminhos, Perigos e Estratégias
Por Marcelo Gleiser

Em 1818, com apenas 21 anos de idade, a escritora inglesa Mary Shelley publicou Frankenstein ou o Prometeu moderno (DarkSide Books, 2017) um dos grandes clássicos da literatura mundial. Após inúmeras versões cinematográficas, a imaginação popular foi inundada pela imagem do monstro louco que acaba por destruir seu criador. No livro, porém, a história é outra. Não era esse o monstro (ou a “criatura”) do romance de Shelley. Apesar de construído com pedaços de cadáveres, a criatura era extremamente articulada, ciente de ser um monstro, sem ter nada de louco. Seu único desejo era ter uma companheira, alguém de aparência tão monstruosa quanto a sua, capaz de compreendê-lo e de dividir uma vida com ele. Seu criador, Victor Frankenstein, recusou-se a dar origem a uma raça de monstros que poderia destruir a espécie humana. O embate entre os dois, criador e criatura, é dos mais comoventes da literatura. Em essência, representa a impossibilidade de homens agirem como deuses.

O subtítulo do livro já diz tudo: o Prometeu moderno. Na mitologia grega, o titã Prometeu roubou o fogo dos deuses para dá-lo ao homem. No mito, o fogo representa o poder, a sabedoria, a possibilidade de controle dos elementos, da Natureza. Dominá-lo seria dar ao homem um poder que não estava preparado moralmente para ter; seria como dar uma metralhadora para uma criança que não compreende a morte.

No romance de Shelley, o fogo seria a vitória da vida sobre a morte, a possibilidade de transformar a espécie humana numa raça de imortais. Shelley usou a ciência mais avançada da época, a descoberta pelo italiano Luigi Galvani da eletricidade animal — termo que passou a descrever o movimento dos músculos causado pela passagem de uma corrente elétrica —, para criar uma fábula de ficção científica com moral profundamente significativa: o empenho em tentar superar a morte terá consequências desastrosas.

Passados quase duzentos anos, ainda não conseguimos conquistar a morte, se bem que muitos acreditam ser uma questão de tempo. Entre eles, o filósofo sueco Nick Bostrom aposta num futuro em que seremos transumanos, criaturas híbridas, capazes de depositar nossa essência em programas de computadores que poderiam, assim, nos manter “vivos” indefinidamente. Seria uma imortalidade virtual, incorpórea.

Em seu livro Superinteligência: caminhos, perigos, estratégias, Bostrom ressuscita o espectro de Frankenstein sob o prisma da ciência mais avançada dos nossos dias: a possibilidade de criarmos máquinas mais inteligentes do que nós — as chamadas inteligências artificiais. Os paralelos com o romance de Shelley são, a meu ver, bastante claros.

O livro fez enorme sucesso no exterior, catapultando Bostrom a uma fama curiosa, como guru de várias companhias de alta tecnologia, incluindo Google e Tesla Motors. Suas ideias têm enorme receptividade, especialmente no que se refere ao perigo dessas máquinas inteligentes. Será que, na ânsia de avançar o conhecimento científico, estaremos imitando Victor Frankenstein, desenhando a nossa própria extinção?

LEIA TAMBÉM: 5 VEZES EM QUE AS INTELIGÊNCIAS ARTIFICIAIS NOS ASSUSTARAM

O físico Stephen Hawking, os bilionários Bill Gates e Elon Musk — respectivamente fundador da Microsoft e CEO da Tesla Motors — e muitos outros veem a criação de inteligências artificiais como um erro definitivo: seria a última invenção humana, dizem. Musk equipara a criação de uma inteligência artificial a “invocar o demônio”.

A criação de uma inteligência artificial — essa máquina que não só responde a comandos, mas, diferentemente dos computadores comuns, cria as suas próprias ordens, tem autonomia e pode tomar decisões independentemente — não tem paralelo com qualquer outra situação já enfrentada pela humanidade. Bostrom compara a possibilidade da existência dessa inteligência ao que ocorre hoje com os gorilas. A sobrevivência dos gorilas como espécie depende inteiramente de nossa decisão de deixá-los existir. Seria muito fácil ir até um país da África e metralhar sem piedade todos esses animais, extinguindo a espécie por completo. Tirando a desastrosa caça a esses magníficos seres por pessoas oportunistas, a sobrevivência dos gorilas depende das nossas escolhas morais. Bostrom argumenta que o mesmo ocorreria no caso da inteligência artificial; infelizmente, nesse caso, seriamos nós os gorilas: nossa sobrevivência dependeria por completo de decisões morais tomadas por essas máquinas. Como garantir, pergunta Bostrom, que essas invenções, uma vez autônomas, terão interesse em nos preservar?

Podemos analisar a questão de outro modo. A realidade da inteligência artificial marcaria um novo capítulo na história da vida na Terra, onde duas inteligências teriam (ou não) que conviver. Se o passado serve de exemplo, algo parecido ocorreu quando os neandertais coexistiam conosco, os cro-magnons. Aparentemente, os neandertais desenvolveram algumas formas de arte, vários rituais e demonstraram ter certo nível de sofisticação cognitiva. Porém, com o surgimento dos cro-magnons, não tiveram chance. Mesmo que tenha havido certa mistura entre as duas espécies (uma fração da população terrestre tem genes que pertenceram aos neandertais), nossos antepassados mais distantes desapareceram. Não é óbvio que duas espécies inteligentes possam coexistir pacificamente — uma questão interessante também no que diz respeito aos seres extraterrestres.

Esse tipo de argumento dá muito peso ao trabalho de Bostrom. Superinteligência traz uma análise tanto qualitativa quanto quantitativa da questão, alertando para o perigo de adotarmos pesquisas em inteligência artificial sem quaisquer salvaguardas que possam garantir a nossa sobrevivência. O autor sugere estratégias para lidar com a possibilidade de que tais máquinas sejam, de fato, criadas nas próximas décadas.

Bostrom afirma que talvez seja mais adequado vermos a espécie humana não como ápice da evolução biológica, mas como a espécie mais estúpida capaz de iniciar uma civilização tecnológica. Ou seja, talvez seja mais realístico interpretarmos nosso futuro como sendo necessariamente transumano, no qual combinaríamos biologia e tecnologia para redefinirmos nossa espécie. Nossa inteligência seria o primeiro passo no desenvolvimento de formas de vida muito mais inteligentes do que nós e construídas inicialmente pelas nossas mãos. A criação de inteligências artificiais seria, em essência, nosso destino evolucionário.

Existem, portanto, duas possibilidades não mutuamente exclusivas: a criação de híbridos humanos-máquinas com superinteligência, compostos de carbono e silício, ou a criação de máquinas inteligentes sem qualquer componente biológico — silício, e não carbono.

Bostrom dirige o Instituto do Futuro da Humanidade na Universidade de Oxford, que fundou dez anos atrás, com apoio financeiro do futurista e multimilionário James Martin. A função do instituto é pensar o futuro, criando cenários do que poderá ocorrer em dezenas, centenas e milhares de anos. Bostrom chama isso de filosofia da previsão tecnológica: essencialmente, uma encenação do que pode ocorrer no futuro nos prepara para as escolhas que temos à nossa frente, especialmente as que vão definir nosso destino como espécie. Bostrom quer ter certeza de que a humanidade, ou a essência dela, sobreviverá — incluindo a dele mesmo.

Segundo seu colega de pós-graduação, o filósofo inglês Daniel Hill, o interesse de Bostrom pelas ciências vem basicamente de seu desejo de viver para sempre. Nisso, o filósofo sueco se aproxima de outro futurista popular, o inventor e escritor Ray Kurzweil. A ideia de ambos é que o avanço tecnológico em várias frentes permitirá não só a extensão da vida por mais algumas décadas, mas por tempo indefinido. Kurzweil usa uma extrapolação — o crescimento na capacidade de processamento dos chips de computadores, nas descobertas da nanotecnologia, da engenharia genética — para especular que, em torno de 2045, atingiremos uma singularidade, o momento em que a capacidade de processamento das máquinas será superior à da mente humana. A ideia não é nova. O conceito de singularidade foi proposto em 1993 pelo matemático e escritor de ficção científica Vernor Vinge, que sugeriu que esse ponto da história marcaria o fim da era humana.

Supondo, com Bostrom, que a criação de uma inteligência artificial seja tecnicamente possível, existem duas atitudes que podem ser adotadas. Numa, a otimista, podemos ver isso como o futuro inevitável da nossa espécie, que transmutará para uma nova dimensão, onde nossos corpos serão integrados com máquinas, de forma a melhorar nossa qualidade de vida. Seremos mais inteligentes, mais fortes, mais resistentes a doenças. Essa seria a linha a continuar o que já vemos hoje: estamos nos integrando cada vez mais com tecnologias digitais. Como exemplo, basta ver nossa completa dependência dos telefones celulares. Imagine se você esquece o seu em casa; para a maioria das pessoas, especialmente as mais jovens, é uma possibilidade angustiante, como perder parte da sua própria identidade. Já não somos apenas nossos corpos, mas entidades integradas a essas extensões digitais. A tendência natural é que isso ocorra cada vez mais frequentemente, até que sejamos um híbrido homem-máquina. Em determinado momento, essas extensões digitais não serão mais externas. Olhos biônicos, musculatura geneticamente construída — as possibilidades são enormes.

A outra atitude é pessimista. A integração crescente de tecnologias digitais causará, gradativamente, a destruição de nossos valores, construídos após 10 mil anos de civilização. Ao modificarmos nossos corpos, ao amplificarmos o poder das nossas mentes, nós nos transformaremos em algo novo, imprevisível, assustador. Para piorar, não serão todos que terão acesso a essas tecnologias. Apenas aqueles com maior poder aquisitivo, ou maior relevância social, serão favorecidos, criando uma cisão profunda na sociedade. O cenário seria parecido com o que o escritor inglês Aldous Huxley construiu em Admirável Mundo Novo, de 1932, no qual a sociedade é dividida em classes a partir do poder intelectual e físico de seus membros. Esse tipo de situação explosiva só pode levar ao colapso da civilização.

Por outro lado, existem argumentos contra a criação de inteligências artificiais. Sem dúvida, o poder dos computadores está aumentando rapidamente. Programas hoje podem derrotar mestres mundiais de xadrez, como foi o caso, em 1997, de Garry Kasparov e o supercomputador Deep Blue da IBM. Outros métodos de programação, conhecidos como autômatos celulares, aprendem à medida que são usados, ganhando conhecimento. Porém, esse tipo de programa está longe de ser inteligente, ao menos como gostaríamos de definir a inteligência artificial. Em 1950, o grande cientista inglês Alan Turing criou um famoso teste para definirmos se um determinado programa é, de fato, inteligente. Numa conversa entre máquina e humano, em que este não pode ver o seu interlocutor, a máquina seria inteligente se o humano não pudesse identificá-la como máquina. Programas podem ser extremamente astutos, como no caso daquele que fingia ser um menino de 13 anos e convenceu um terço de um júri, em 2014, de que era real. Mas máquinas não podem ainda se autoprogramar de forma convincente. A inteligência que identificamos hoje é baseada na velocidade de processamento e no acesso incrivelmente rápido à informação através da internet. Essa não é a forma de inteligência que Bostrom e Kurzweil tanto esperam.

A própria definição de inteligência é controversa. Podemos argumentar que um cachorro ou um golfinho são inteligentes, mas certamente sua inteligência é bem diferente daquela de uma criança de cinco anos. Formigas, abelhas e outros insetos sociais também demonstram uma forma de inteligência, obtida através do trabalho coletivo altamente coordenado. No momento, não sabemos identificar na estrutura do cérebro humano ou animal como níveis diferentes de inteligência são formados; conhecemos apenas as regiões em que o raciocínio superior é processado por meio de uma “conversa” extremamente complexa entre grupos diversos de neurônios.

Tampouco sabemos como o cérebro cria o senso de individualidade com o qual nos identificamos como pessoa. Você é você, e eu sou eu, mesmo que tenhamos cérebros extremamente parecidos. De onde vem nossa subjetividade única, nossa consciência? Obviamente, existem diferenças em nível neurocognitivo, no fluxo de neurotransmissores e na arquitetura cerebral de cada indivíduo. Mas o problema parece estar além disso, mesmo que ainda material. Poucos cientistas sérios hoje argumentam em favor de algo imaterial no cérebro, além do que vemos. A dualidade corpo/alma é coisa do passado. Por outro lado, o mistério do consciente humano permanece como, talvez, o maior da ciência. Como é possível que um grupo de aproximadamente 90 bilhões de neurônios interligados crie a identidade única de uma pessoa, sua capacidade de se emocionar com um filme, de deduzir um teorema, de pintar um quadro, de amar?

O grande desafio dos cientistas e engenheiros que trabalham na criação de inteligências artificiais é mostrar que todas essas emoções subjetivas são mero produto do funcionamento do cérebro e que podem ser replicadas em máquinas destituídas de um corpo. A ideia é que tudo o que ocorre no cérebro, e mesmo no universo, venha da informação e da sua transferência: a matéria apenas oferece suporte para o armazenamento e propagação de informação. Se for esse o caso, talvez seja mesmo uma questão de tempo até que a primeira inteligência artificial seja criada, quem sabe até antes de 2045. Não temos a menor ideia do tipo de inteligência que a máquina terá, se terá moralidade semelhante à nossa, ou se nos achará supérfluos. Vale prestar atenção ao chamado de Bostrom e tentar proteger nossa essência durante essa nova fase da vida. Ou talvez não. Deixando de lado o desejo de sermos imortais, que é o que motiva Bostrom a tentar criar máquinas benevolentes, o próximo capítulo da vida na Terra pode ser outro, inteiramente diferente do atual. Fruto da nossa criatividade, porém não mais nós. Resta especular que tipo de vida seria essa, talvez sem amor ou compaixão. Se for assim, melhor mesmo que sejamos esquecidos na poeira do tempo, nossos poemas e teorias armazenados numa biblioteca virtual como curiosidades, os primeiros passos da inteligência no universo.

Hanover, New Hampshire/EUA
Dezembro de 2015


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