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As florestas mais mágicas do Japão + hábitos relacionados a elas

Embarque nessa viagem

Os fãs dos títulos japoneses lançados pela Caveira já se depararam com florestas diversas vezes, mas o mangá A Menina do Outro Lado as traz de uma forma realmente mágica. Na obra, que já conta com 6 volumes publicados pela DarkSide® Books, acompanhamos Shiva, uma menininha que foi acolhida por uma estranha criatura, meio animal e meio humana, em um país dividido entre pessoas normais e seres amaldiçoados. 

Sensei, como é chamada a criatura, não pode ser tocado e vive fora da cidade, fazendo da floresta seu lar. Por conta da hostilidade e medo que Sensei enfrenta por parte dos habitantes das cidades, ele proíbe Shiva de andar sozinha, mas a menininha insiste em desobedecê-lo e sai para explorar, deparando-se com as maravilhas do local.

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Para entrar no clima dessa aventura, a Caveira convida todos os DarkSiders a conhecerem 6 florestas japonesas que transmitem magia aos olhos de quem as vê e que levam a imaginar esses seres fantásticos vivendo nelas.

A importância das florestas

O Japão é um dos países mais densamente povoados do mundo e, mesmo assim, as florestas cobrem cerca de 70% do seu território. A diversidade de clima do país contribui para a riqueza e abundância de sua flora e fauna, com cores que mudam de acordo com a estação do ano. 

Os japoneses têm muito respeito pelo local que habitam e isso se estende para as florestas, que são vistas como locais sagrados e abrigam um sem-número de templos. Há séculos as pessoas vêem as plantas e árvores como símbolos e habitações de espíritos divinos, o que as levou a venerar árvores como cedro, cipreste e pinheiro. Até os dias atuais é comum decorar as entradas das casas com ramos de pinheiro no Ano Novo, como uma forma de dar boas vindas e atrair a proteção dos deuses.

Mesmo em grandes centros urbanos é possível observar a reverência pela natureza como um todo. A árvore símbolo do Japão é a sakura (cerejeira) e ela não apenas é a mais importante do país como fez surgir diversas celebrações em torno de si e de seu desabrochar na primavera. Esse acontecimento é visto como uma oportunidade para a realização do hanami (festas de observação da flor), o que leva muitas escolas e empresas a criar eventos especiais durante essa estação. Os boletins de previsão do tempo na televisão e nos jornais transmitem informações atualizadas e praticamente em tempo real sobre o desabrochar das flores que se inicia em Okinawa e termina ao norte, em Hokkaido.

Créditos: CN Traveler

Shinrin-yoku

Outro ponto que mostra a importância dada às florestas é o Shinrin-yoku, que é, literalmente, um “banho de floresta”. A prática visa deixar as pessoas em contato com a natureza, colaborando com o bem estar e relaxamento dos indivíduos. Seus efeitos físicos e psicológicos vêm sendo estudados desde os anos 80 no Japão, mas em 2005 ganhou respaldo científico e diversas pesquisas ganharam caráter acadêmico desde então.

Créditos: Go Magazine

Uma sessão de Shinrin-yoku envolve caminhar lentamente por uma floresta enquanto os sentidos são preenchidos pela sua atmosfera, o que leva a pessoa a busca cada vez mais coisas novas e que acabam passando despercebidas no dia-a-dia. Essa prática tem como principais resultados a diminuição de cortisol (hormônio causador do stress) e a redução da pressão arterial. Ela também melhora a concentração, aumenta a imunidade e fortalece o metabolismo.

1. Aokigahara

Aokigahara, também conhecida como Mar de Árvores, é a floresta mais famosa do Japão. Localizada na base do Monte Fuji, a floresta tem cerca de 38 km² e contém diversas rochas vulcânicas (que vieram da última erupção do Fuji, em 864) e cavernas de gelo. Por conta da proximidade das árvores (que acabam por bloquear o vento) e ausência quase total de vida animal, Aokigahara é estranhamente silenciosa, o que gerou diversas lendas sobre demônios, espíritos malignos e fantasmas. Apesar das lendas, é um destino turístico bastante popular.

Créditos: Broken Image

Dentre as inúmeras trilhas oficiais que levam a várias atrações turísticas, as mais populares são a Caverna de Gelo Narusawa, a Caverna do Vento Fugaku e a Caverna do Morcego do Lago Saiko — três das maiores cavernas de lava perto do Monte Fuji. 

Muitas pessoas desesperadas procuram a floresta e, ao longo do ano, diversos voluntários deixam mensagens de apoio, carinho e superação visando o bem estar de qualquer pessoa que esteja passando por momentos difíceis. A maior parte dessas mensagens e marcações feitas nas árvores se encontram nos primeiros quilômetros das trilhas e contém textos em japonês e inglês.

2. Yakushima

A ilha de Yakushima faz parte do arquipélago das Ilhas Ōsumi e pertence à província de Kagoshima, localizada no extremo sul do Japão. Com 504,9 km², a ilha abriga uma extensa e exuberante floresta que vem sendo protegida de forma efetiva desde a década de 1960. Ela também é formada por diversos bosques de cedro que dão nome à ilha (Yaku sugi, cedro japonês).

Créditos: Tour Travel Hotels

Em 1980, uma área de aproximadamente 190 km² foi designada pela UNESCO como parte do Programa Homem e Biosfera (MaB – Man and the Biosphere), que  visa estabelecer uma base científica para a melhoria das relações entre as pessoas e seu meio ambiente. O perímetro remanescente de floresta antiga quente/temperada de Yakushima é considerado  Patrimônio Mundial natural desde 1993. 

Jōmon Sugi

Yakushima também abriga o Jōmon Sugi, um cedro japonês com idade estimada entre 2.170 e 7.200 anos. Considerada a árvore mais antiga da ilha, sua descoberta em 1968 deu início a diversas ações para proteger as florestas de Yakushima e também foi responsável pelo início da indústria turística da ilha, que representa mais da metade de sua economia atualmente.

Créditos: Tourist in Japan

Em livro publicado em 2002, o arborista Thomas Pakenham descreveu Jōmon Sugi como “uma sombria árvore titã, levantando-se do chão esponjoso mais como rocha do que madeira, com seus vastos braços musculosos estendidos acima do emaranhado de cedros jovens e cânfora”. Com 25,3 m de altura e uma circunferência de 16,4 m, Jōmon Sugi é a maior conífera do Japão.

Inspiração de Hayao Miyazaki

De tão mágica, Yakushima inspirou o cenário da animação Princesa Mononoke, do Studio Ghibli. O diretor de arte, Kazuo Oga, passou um período na ilha criando os rascunhos do desenho.

Créditos: Studio Ghibli

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3. Kamikōchi

Localizado nas montanhas de Hida, na região oeste da província de Nagano, o vale é considerado um dos Bens Culturais Nacionais do Japão. Com aproximadamente 18 km de extensão e com elevação média de 1.400 m, a região é um destino popular para os amantes de caminhada.

Créditos: Juliana Kobayashi

No centro do vale, suspensa sobre o Rio Azusa, fica localizada a  Kappabashi (Ponte Kappa), outra atração turística bastante popular. De lá partem trilhas de caminhada que levam em direção aos cumes das montanhas circundantes. O mascote da região é a Kappa, uma criatura lendária que vive na água.

As estações favoritas para a visita são o verão e o outono, com picos de turistas que buscam observar a mudança de cores na floresta. Não são permitidos carros particulares dentro do vale.

4. Koajiro No Mori

A Floresta Koajiro-no-Mori está localizada na Península de Miura e faz parte da província de Kanagawa. Ela é formada em grande parte por pântanos e lodaçal, mas isso não impede que atraia um grande número de visitantes. Pelo bioma diferenciado, a variedade de criaturas encontradas inclui caranguejos de garra vermelha (Chiromantes haematocheir), que podem sobreviver longe da água. 

Créditos: Quercus acuta

Outras criaturas que habitam a floresta são os vagalumes e existem até programações noturnas para quem queira observá-los, principalmente entre os meses de maio e junho. 

Créditos: Kanagawa Tourism

Muitas áreas ainda são mantidas intocadas na Floresta Koajiro-no-Mori, e o seu acesso é proibido por conta do perigo que as criaturas podem representar ao público.

5. Floresta de Bambu de Sagano

A oeste de Kyoto fica o distrito Arashiyama, onde está localizada a Floresta de Bambu de Sagano, formado por um bosque com cerca de 16 km² dessa espécie de árvore. Além de atrair os olhares de muitos visitantes, o som diferenciado que o vento faz ao passar pelos bambus encanta os ouvidos de todos, a ponto do Ministério do Meio Ambiente incluir a localidade em sua lista das “100 paisagens sonoras do Japão” — uma seleção especial de ruídos do dia-a-dia destinados a incentivar os moradores locais a parar e apreciar a música da natureza.

Créditos: CNN Travel

Outra atração da região é o Templo Tenryu-ji, considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, e um dos cinco Kyoto-gozan — nome dado aos principais templos de Kyoto. O local escolhido para a construção do templo não foi à toa: No Japão, diversos santuários xintoístas e templos budistas ficam próximos de bosques de bambu, pois acredita-se que eles são instrumentos capazes de afastar o mal. O bambu também é visto como um símbolo de força.

Créditos: Discover Kyoto

O templo foi construído no século XIV e possui um dos mais lindos jardins zen do Japão. Hoje em dia ele é sede da Escola Rinzai de Zen Budismo, fundada pelo monge Myōan Eisai, após seu retorno da China em 1191.

Floresta de Kimonos

Outra floresta localizada no distrito Arashiyama é a Floresta de Kimonos: composta por cerca de 600 pilares, essa é uma das atrações turísticas mais curiosas da região.

Cada pilar tem 2 metros de altura e exibe uma grande variedade de tecidos com cores e padrões que remetem às vestes japonesas tradicionais. Os tecidos utilizados foram tingidos com a tradicional técnica de Kyo-Yuzen, utilizada para criar o kimono Yuzen. À noite, os pilares ficam iluminados, conferindo magia à atmosfera.

6. Floresta Experimental de Miyazaki

Na província de Miyazaki, no sul do Japão, uma floresta que cresce em círculos perfeitos atraiu bastante atenção do mundo alguns anos atrás. O local, que lembra os misteriosos “círculos nas plantações”, despertou muita curiosidade após a publicação de fotos na internet.

A floresta é, na verdade, o resultado de um projeto de 1973 feito pelo governo japonês. O experimento visava investigar o crescimento e espaçamento entre árvores e foi criado a partir do plantio de mudas com espaçamento de 10 graus para a formação de 10 círculos concêntricos. Originalmente o projeto duraria apenas 5 anos, mas os resultados alcançados adiaram os planos de corte da floresta.

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Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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