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Minha vida de editor na DarkSide, parte 2

Uma lauda de conversa com os DarkSiders

12/08/2021

Gente estimadíssima, como vocês têm passado? Estou de volta a esse espaço aqui pra falar da parte da minha vida que mais vai interessar pros darksiders: meu trabalho de editor na DarkSide® Books. Se já comentei com vocês quais são os grãos de areia (caracteres) da minha ampulheta (lauda), hoje trago outra laudinha sobre o meu dia a dia na editora da caveira.

Eu toco as marcas Crime Scene®, Crime Scene Fiction®, Graphic Novel®, o novíssimo Lady Killer Profile® (aliás, posso ou não estar trabalhando em um livro dessa coleção neste momento), e alguns Medo Clássico® (algo do além pode surgir nos próximos meses) e DarkSide®. Acho que uma consideração importante é esta: quem trabalha com edição não faz um trabalho, lida com uma cesta de funções bastante sortida, com tarefas que causam os mais diversos sentimentos.

LEIA TAMBÉM: MINHA VIDA DE EDITOR NA DARKSIDE, PARTE 1

Vou pegar de exemplo a listinha aqui do meu lado que mostra, sob os riscos de caneta, os mais diversos trabalhos que fiz ontem. Vocês vão ver que o espectro de ação corre do altamente burocrático ao amplamente criativo no mesmo dia. E cada uma das pessoas do editorial da DarkSide®, claro, se vira de modo diferente com isso tudo: uns gostam mais disso, outros daquilo.

Ontem, eu: contei as laudas de uma tradução, passei as instruções de pagamento ao tradutor, ele voltou com uma dúvida, perguntei ao departamento responsável e aguardamos resposta; eu repassei uma nota para o pagamento da preparadora; tive reunião com a coordenação editorial sobre os próximos lançamentos do semestre; conversei com o departamento de marketing, anotei ideias para os textos aqui do blog; passei livros para diagramação, revisão, preparação e tradução (um dia a gente troca uma ideia sobre as diferenças desses trabalhos todos); atualizei a tabela de informações do andamento de projetos; conversei com quadrinistas sobre livros pra Graphic Novel; respondi agentes internacionais quanto a ofertas, envio de contratos, datas de lançamento; apresentei livros interessantes a outros editores daqui; trabalhei na preparação de texto de um livro de não ficção e na revisão de um de domínio público; combinei com o coordenador de diagramação os formatos de alguns livros; conversei com o organizador de um livro muito muito massa que logo mais a gente vai anunciar; marquei reuniões pra próxima semana no meu quadro na parede aqui do meu lado; assisti ao trailer de Yakuza Princess (filme baseado na graphic novel Samurai Shirô, do Danilo Beyruth); troquei uma ideia com outro editor darksider sobre texto de quarta capa.

LEIA TAMBÉM: YAKUZA PRINCESS LANÇA SEU PRIMEIRO TRAILER E DATA DE ESTREIA

Parece muita coisa e, de fato, é mesmo. Grande parte dessas atividades são do tipo jogo rápido, que se resolve em poucos minutos, mas que se forem postergadas, atrasam todo o cronograma: o envio de um material pra trabalho de colaborador externo, por exemplo. Essa lista enorme acima não quer dizer que eu trabalhe demais, é que estou em uma posição em que a multiplicidade de ações é o perfil que se precisa ter (ou desenvolver).

Olha, eu até topava ficar mais um pouquinho aqui e destrinchar algumas outras coisas, mas preciso fazer uma reunião com o pessoal do editorial aqui. Logo mais eu volto.

Sobre Lielson Zeni

Avatar photoLielson Zeni é escritor, roteirista de quadrinhos e de audiovisual, pesquisador e crítico de quadrinhos, e editor na DarkSide® Books.

3 Comentários

  • Thiago HN D'arc

    15 de agosto de 2021 às 03:01

    Parece que esse dinamismo faz parte de todos nós que vivemos para o livro.
    Eu, como escritor, me identifiquei com muitas das rotinas mencionadas. Acho que acaba sendo algo inevitável e até mesmo intrínseco do editor e escritor ( certeza que do editor é bem mais).
    Penso que o escritor independente acaba se identificando mais por ter que assumir muitas dessas funções devido a necessidade.
    Quem sabe qualquer dia eu aumente seu trabalho e diminua um pouquinho o meu… hahahhaha

  • Lielson

    16 de agosto de 2021 às 10:07

    Salve, Thiago!
    realmente, tem muitas etapas que se parecem. e é isso mesmo: quem é da autoria independente personagem de dupla classe, que tem que fazer as tarefas de escrita e edição.
    Abração, se cuida!

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