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Paula Febbe: “O mais importante da arte é que a gente consiga transgredir.”

DarkBlog entrevista Paula Febbe

Com uma voz única, repleta de verdade e experiência, Paula Febbe produz uma escrita brutal e expositiva dos dilemas humanos, expondo as marcas, delírios e desejos mais perversos de nosso âmago. Confira a entrevista feita pelo DarkBlog com a autora de Vantagens que Encontrei na Morte do meu Pai.

DarkBlog: Paula Febbe é um nome que reverbera na literatura há um bom tempo. Ouvimos as proezas de seus livros já lançados, participamos de sua presença marcante no coração dos leitores, acompanhamos de perto seu empenho por um lugar cada vez mais único e especial na escrita. Você consegue se lembrar de como tudo começou? Em que momento você percebeu que dedicaria uma boa parte de sua vida à escrita?

Paula Febbe: A escrita sempre fez parte da minha vida. Minha mãe foi minha professora de redação no colégio, então os livros sempre estiveram à minha volta. Quando criança, eu já escrevia peças de teatro, mais tarde, músicas. Escrever é a maneira mais profunda que tenho para expressar o que sinto.

DB: Quem é Paula Febbe? De onde vem toda essa potência emocional que transborda em seu livro? Onde moram suas inspirações?

PF: É alguém em busca da verdade mais profunda de cada um. Acho que o mais bonito das pessoas, talvez seja aquilo que elas não mostram com tanta facilidade. Minhas inspirações vêm do que observo, nas obras de Freud e Lacan, de Clive Barker e Chuck Palahniuk, de Lars Von Trier, David Lynch e Tarantino.

Créditos: Paula Febbe

DB: Vantagens que Encontrei na Morte do meu Pai” é um livro catártico e, como poucas obras, consegue afetar (positivamente) a maneira como agimos em família. O livro realmente tem um poder incrível. Como foi o processo de escrita desse material? Quais fantasmas ele trouxe à tona?

PF: Bom, escrevi este livro um ano após a morte de meu pai e acabei colocando muito das minhas experiências nele. É um livro que fala sobre como muitas mulheres se sentem na condição de abuso, mesmo que o desfecho que a protagonista dá pra este abuso, seja mais brutal que o desfecho da maioria das mulheres. Também é um livro sobre uma dor profunda que acaba ajudando na criação de um transtorno. A narradora não é confiável, exatamente por viver com base nas suas dores.

A escrita dele foi muito difícil e profunda pra mim. Muito forte, pois acabei revisitando partes da minha vida e da minha mente que eu não esperava. Mas valeu muito a pena. Tenho uma paixão enorme por este livro.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: VANTAGENS QUE ENCONTREI NA MORTE DO MEU PAI, DE PAULA FEBBE

DB: Qual o papel da sua escrita?

PF: Acho que o mais importante da arte é que a gente consiga transgredir. Falar de temas pesados, de uma maneira a acreditar que possamos mudar muito do que está errado na sociedade. Talvez a gente não consiga, mas o papel da arte é não calar sobre isso.

DB: O que te motiva?

PF: Principalmente a morte. Falar sobre o fim. Discutir o fim e todas as maneiras como ele pode chegar. Creio que a brutalidade também seja a essência do ser-humano e só falando sobre ela é sobre o que ela pode causar, temos uma melhor compreensão sobre quem somos.

DB: Sobre audiovisual, os astros disseram que estamos prestes a ter algumas surpresas, mas não disseram nada além disso. O que você pode nos falar? Quando veremos Paula Febbe nas telonas?

PF: Hahahhaha. Posso dizer que ainda não posso dizer muita coisa, maaaas audiovisual é uma parte muito significativa do meu trabalho, então espero muitos projetos nos anos a seguir.

Créditos: Patricia del Sole

DB: Paula, você é uma alma frenética, está sempre construindo, compondo, participando. Pode nos contar um pouco sobre novos projetos? Quais são os planos para o futuro?

PF: Continuar lançando meus livros pela DarkSide e ver minhas histórias tomando outros espaços, como, por exemplo, dentro do audiovisual. Isso, pra mim, já é viver um sonho. Se eu seguir assim, estou feliz.

DB: Como está sendo essa sua entrada (de gala) no universo dos DarkSiders? Alguma mensagem para os milhares de leitores que estão ansiosos pelo seu livro?

PF: Quero que todos saibam que ele foi escrito e feito com todo o carinho e verdade do mundo. Mesmo que isso signifique, expôr uma grande brutalidade.

*Todas as fotos usadas na entrevista (incluindo o banner) foram feitas por Paula Febbe e Patricia Del Sole.

Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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