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10 Curiosidades sobre Charlotte Brontë

Acompanhada das irmãs, a escritora abriu caminho para as mulheres na literatura.

O século 19 foi definitivo para as mulheres na literatura. Muitas delas deixaram de se esconder em seus pseudônimos masculinos e puderam assumir publicamente a autoria de suas obras-primas. Um destes nomes foi o de Charlotte Brontë, que, assim, como suas irmãs Anne e Emily (que está entrando para a família DarkSide®), deixou verdadeiros clássicos que são estudados e revisitados até os dias de hoje.

Entre as obras mais famosas das irmãs Brontë, destacam-se Jane Eyre, O Morro dos Ventos Uivantes e Agnes Grey. A primeira das três autoras a se juntar à DarkSide® Books, Charlotte Brontë, assina o conto de terror Napoleão e o Espectro, que faz parte da antologia Vitorianas Macabras.

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Há alguns acontecimentos que são bem conhecidos da vida de Brontë, como seus maiores sucessos, o falecimento precoce dos irmãos, os inúmeros pretendentes rejeitados e o falecimento da própria autora aos 38 anos, por complicações da gestação. Mas descobrimos mais alguns fatos que tornam a vida de Charlotte Brontë ainda mais fascinante:

1. Ela escrevia poemas e histórias desde pequena

Apesar de um de seus professores ter descrito a pequena Charlotte como “esperta para sua idade, mas não sabe de nada sistematicamente”, ela era uma leitora voraz durante a infância e adolescência. Não satisfeita em apenas ler, ela costumava escrever histórias e peças em casa com suas irmãs e com seu irmão Branwell. Com ele, ela também costumava desenhar em livros, revistas e na Bíblia. Por diversão, eles criavam suas próprias revistas, com o tipo de conteúdo que toda publicação deste tipo costumava ter, desde resenhas, cartas e poemas até os anúncios e editoriais.

2. Ela trabalhou como governanta e professora (e detestou)

Antes de se lançar na carreira de escritora, Charlotte trabalhou alternadamente como governanta e professora no fim da adolescência e nos primeiros anos da vida adulta. Mas ela detestava as duas profissões. Em uma carta, ela reclamou do trabalho com a família que a contratara: “Imagine as tristezas de uma moça reservada como eu em ser jogada no meio de uma grande família… tendo sido encarregada de um um grupo de crianças mimadas e turbulentas, a quem esperam que eu constantemente entretenha e instrua”. 

O trabalho como professora também não foi dos mais agradáveis. Depois de ter passado um ano como pupila em Roe Head, Charlotte Brontë foi convidada para atuar como professora. Mas logo ela descobriu que a inversão de papéis seria bem diferente e em seu diário ela constantemente desabafava agressivamente sobre seu desprezo pelos pupilos e por ela mesma. O trabalho afetou gravemente a saúde mental de Brontë.

3. Ela lidou com muitas rejeições. MUITAS.

Quando tinha 20 anos de idade, Charlotte enviou ao poeta inglês Laureate Robert Southey alguns de seus melhores poemas. Ele respondeu, dizendo que ela tinha talento com as palavras, mas que deveria desistir da escrita. Nas palavras dele, “a literatura não pode ser o objetivo de vida de uma mulher e nem deveria ser. Quanto mais uma mulher estiver comprometida com suas obrigações, menos tempo livre ela terá para isso”.

Além desta dura resposta, a primeira obra de Charlotte Brontë foi rejeitada por todas as editoras da Inglaterra para onde ela enviou seu livro O Professor. O reconhecimento veio com seu segundo romance, Jane Eyre. Sua primeira obra só viria a ser publicada após sua morte.

4. Ela também usou um pseudônimo masculino

Em uma época em que editoras e leitores não se interessavam muito por livros escritos por mulheres, as irmãs Brontë viraram os irmãos Bell. Charlotte assinava como Currer Bell, enquanto Emily era Ellis Bell e Anne virou Acton Bell. Elas utilizaram a estratégia em 1846, quando pagaram para publicar um livro de poesias das três. Currer Bell voltou à cena na publicação de Jane Eyre – os editores não sabiam que se tratava de uma escritora até 1848, um ano depois da publicação do livro.

5. Brontë não era seu sobrenome verdadeiro

Nem o nome feminino de Charlotte é 100% correto. Isso porque o pai dela, Patrick, veio de uma família pobre de fazendeiras do condado Down, onde hoje fica a Irlanda do Norte. Por sorte e muito trabalho, ele conseguiu uma bolsa na Universidade de Cambridge, onde fez o que pôde para esconder suas origens humildes. Para isso, ele deixou de lado seu sobrenome Brunty (ou Prunty) e, no lugar, adotou Brontë. Como bom estudante de latim, ele sabia que a palavra se traduz para ‘trovão’, além de ser o nome de uma ilha italiana de propriedade de um de seus heróis, o Almirante Nelson. 

6. Jane Eyre foi um sucesso – elogiado até pela rainha!

A redenção de todas as rejeições de Charlotte veio com a publicação de Jane Eyre, que se tornou um sucesso instantâneo. Até a rainha Vitória teceu elogios à obra da autora, definindo sua escrita como “poderosa” e “admirável”. Um crítico chegou a definir o romance como “o melhor da temporada”, o que gerou especulações sobre a verdadeira identidade de Currer Bell. No entanto, alguns críticos julgaram que o conteúdo era muito “anticristão”, um comentário bem típico para a Era Vitoriana.

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7. Ela ajudou a tornar o nome Shirley popular para garotas

Graças a Brontë, o nome Shirley agora é considerado mais feminino do que masculino. Em 1849, o segundo livro publicado da autora (que na verdade era o terceiro), Shirley, tratava sobre uma herdeira independente chamada Shirley Keedlar. Antes disso, este nome era incomum, mas mais utilizado para meninos. No próprio livro, a personagem acabou recebendo este nome porque seus pais na verdade queriam um menino. Depois de 1849 o nome ficou mais popular para mulheres, até ser catapultado para ainda mais sucesso na década de 1930, graças à atriz mirim Shirley Temple.

8. Charlotte tinha miopia

Parte dos problemas de visão de seu pai, que sofria de catarata, foi herdado por Charlotte. Ela tinha um grau acentuado de miopia (dificuldade em enxergar de longe), o que fez com que ela desistisse de tocar piano, já que não conseguia ler as notas em sua frente. Quando trabalhou como professora, seus pupilos ficavam admirados com o fato de que ela parecia enxergar melhor no escuro do que na claridade, o que eles pensavam ser algum tipo de mágica.

9. Charlotte tinha um pedaço do caixão de Napoleão Bonaparte

Em 1842 ela trabalhou como professora de inglês em um internato em Bruxelas, mantido pelo casal Constantin Héger e Claire Zoé Parent Héger. Sabendo do fascínio de Charlotte pelo Duque de Wellington, Constantin deu a ela um fragmento do caixão de Napoleão Bonaparte, que ele tinha comprado há um tempo. A peça hoje se encontra entre as relíquias do museu dedicado às irmãs Brontë.

Não coincidentemente, o conto de Charlotte em Vitorianas Macabras é justamente sobre o imperador francês.

10. Em seu casamento, Charlotte foi levada ao altar por sua antiga diretora

Depois de rejeitar alguns pretendentes, Charlotte aceitou se casar com o reverendo Arthur Bell Nicholls, que trabalhava com seu pai. Quando Nicholls a pediu em casamento, tanto Charlotte quanto Patrick ficaram furiosos. O pai dela acreditava que ela merecia alguém melhor do que seu assistente e também se preocupava em quem cuidaria dele, já que sua única filha viva iria embora.

Apesar de Patrick e Arthur terem se reconciliado, no dia do casamento o pai de Charlotte alegou estar muito doente para sair de casa. Ela foi, então, levada até o altar por Margaret Wooler, a mulher que tinha sido sua diretora e chefe na escola Roe Head.

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