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10 Curiosidades sobre H. H. Holmes, o primeiro serial killer dos EUA

Livro sobre o serial killer, o maligno proprietário do Hotel Infernal, foi publicado pelo selo Crime Scene®.

Considerado por muitos o primeiro serial killer dos Estados Unidos, H. H. Holmes teve uma vida cercada por mistérios e deixou para trás uma trajetória sangrenta. A história do assassino é contada por Harold Schechter no livro H. H. Holmes: Maligno – O Psicopata da Cidade Branca.

Sua empreitada mais famosa é a construção de um hotel para receber os hóspedes da Exposição Universal de Chicago, em 1893. Só que o lugar funcionou mais como um labirinto e uma verdadeira armadilha para as vítimas de Holmes. Oficialmente, ele confessou 27 assassinatos, mas é possível que a contagem de corpos seja muito maior.

Confira a seguir algumas curiosidades tenebrosas sobre a vida do serial killer:

1. Ele frequentou aulas de Medicina na faculdade

Em 1882, Holmes – que na época atendia por seu verdadeiro nome, Herman Webster Mudgett – entrou para o Departamento de Medicina e Cirurgia da Universidade de Michigan, onde se formou dois anos depois. Enquanto estava matriculado, trabalhou no laboratório de anatomia.

Em New Hampshire, ele foi aprendiz do Dr. Nahum Wight, um defensor da dissecação humana. Como Holmes construiu sua carreira como um homem de negócios, quase ninguém sabia desta sua experiência com anatomia e dissecação de corpos. Em uma das vezes em que foi suspeito de assassinato, alegou que ele só entendia de fraudes em seguros.

LEIA TAMBÉM: H. H. HOLMES: MALIGNO — O PSICOPATA DA CIDADE BRANCA

2. Holmes roubava e desfigurava cadáveres

Claro que H. H. Holmes não era um pacato e ordeiro aluno da faculdade. Na época em que cursou Medicina na Universidade de Michigan, ele roubou vários cadáveres do laboratório e os desfigurou. O motivo? Tentar conseguir os valores do seguro de vida destas pessoas, alegando que elas tinham morrido por acidente.

Ao longo dos anos, o golpista se aperfeiçoou em fraudes com seguros. Ele se tornou beneficiário nas apólices de várias mulheres que trabalharam para ele – muitas delas que morreram misteriosamente pouco tempo depois.

3. Ele vendia os esqueletos de suas vítimas 

Não satisfeito em lucrar com os seguros de suas vítimas e de outras pessoas mortas, Holmes ainda dava um jeito de faturar um pouco mais. Suas conexões da época da faculdade de Medicina permitiram que ele vendesse os esqueletos de suas vítimas a laboratórios e escolas locais

Ele foi acusado de tirar a carne dos corpos, dissecá-los e preparar os esqueletos. Os demais restos mortais eram jogados no limão ou no ácido para dissolver o que ainda havia de evidências.

4. H. H. Holmes fez seu sócio fingir a própria morte

Em mais um de seus esquemas de fraude em seguros, Holmes fez com que seu sócio, Benjamin Pitezel, fingisse a própria morte para que a esposa pudesse resgatar os US$ 10 mil de seguro de vida – que depois iriam para Holmes, é claro. A única coisa que ele precisaria fazer, era encontrar um cadáver para simular a morte de Pitezel.

No entanto, no meio do caminho o assassino mudou de ideia. Ele acabou matando seu amigo, deixando-o inconsciente com clorofórmio e depois queimando o seu corpo com benzeno. Em seu depoimento, Holmes deixou subentendido que Pitezel ainda estava vivo depois da administração do clorofórmio e antes de ser carbonizado. Porém, as evidências forenses apresentadas mais tarde indicaram que o clorofórmio foi administrado após a morte de Pitezel – numa possível tentativa de alegação de suicídio, para que o seguro pudesse ser resgatado.

5. O Hotel Infernal é um verdadeiro mistério – até para aqueles que o construíram

Com a justificativa de hospedar os visitantes da Exposição Universal de Chicago em 1893, Holmes comprou uma propriedade que iria funcionar como um hotel – embora o verdadeiro objetivo fosse matar pessoas. Para garantir que ele fosse o único a saber do verdadeiro propósito do hotel, contratou diferentes construtoras para completar as obras do prédio. De vez em quando, ele demitia uma delas por achar que os funcionários tinham visto coisas demais.

Apesar deste cuidado, os planos do serial killer devem ter despertado alguma desconfiança entre os funcionários da obra. As plantas incluíam 51 portas que abriam para uma parede de tijolos, 100 quartos sem janelas, escadas que levavam a lugar nenhum, duas fornalhas e até mesmo crematórios. Sinistro, pra dizer o mínimo.

6. É difícil listar todos os crimes de Holmes porque ele era um mentiroso compulsivo

Existe um enorme abismo entre o que H. H. Holmes confessou, o que se sabe por meio de outras evidências e o que ele realmente fez em vida. Em seus depoimentos, o assassino deu várias declarações contraditórias sobre sua vida. Ora alegando inocência, ora afirmando que ele havia sido possuído pelo diabo.

A sua propensão à mentira dificultou muito o trabalho dos investigadores em descobrir a verdade por trás de seus testemunhos. Oficialmente, ele declarou ter assassinado 27 pessoas. Os números verdadeiros podem ser muito maiores. Ainda assim, alguns dos nomes listados por Holmes como sendo de suas vítimas eram de pessoas que ainda estavam vivas durante seu julgamento.

7. Ele foi pego por ter roubado um cavalo

Com muitas suspeitas e poucas evidências, as autoridades não tinham muito material para a condenação de Holmes, até que um dos seus companheiros de cela contou uma história bem interessante: sobre quando H. H. Holmes roubou um cavalo no Texas.

Acontece que o assassino tinha pavor de ser enviado de volta ao Texas, já que as penas lá eram mais duras. Por causa disso, ele confessou a fraude do seguro – mas não o assassinato de Pitezel. Holmes alegou que havia conseguido o cadáver com um médico em Nova York.

O assassino/bandido/golpista quase se safou, mas o inspetor se lembrou que quando o corpo havia sido encontrado estava em total rigor mortis, um indicativo de que a pessoa tinha morrido recentemente. Ele indagou a Holmes que técnica ele teria utilizado para enrijecer o corpo após o efeito do rigor mortis ter passado, e foi ali que as coisas complicaram para o assassino.

8. H. H. Holmes já deu as caras em outro livro publicado pela Caveira

E foi em uma publicação do selo Darklove! Isso aconteceu no primeiro volume da trilogia Chronos. Em Chronos: Viajantes do Tempo, de Rysa Walker, Kate descobre que sua avó é uma viajante no tempo e precisa embarcar em uma viagem ao passado para consertar a linha temporal e garantir a própria existência.

Ela “viaja” para a Exposição Universal de Chicago, em 1893, a mesma feira para a qual Holmes construiu seu infame hotel. A missão de Kate consiste em não estragar o passado e impedir a ascensão de um culto religioso que ameaça afetar o universo como o conhecemos.

LEIA TAMBÉM: RYSA WALKER MESCLA FATOS HISTÓRICOS COM VIAGEM NO TEMPO NO PRIMEIRO VOLUME DA TRILOGIA CHRONOS

9. A 5ª temporada de American Horror Story se inspira nele

Cada temporada da série American Horror Story conta alguma história horripilante com base em acontecimentos, lendas ou medos comuns nos Estados Unidos. A quinta delas, intitulada Hotel, se baseou em boa parte da história de H. H. Holmes e seu horripilante hotel, ainda que os nomes tenham sido trocados.

O personagem inspirado nele é James March (Evan Peters), que construiu o infame Hotel Cortez em Los Angeles. Até aí tudo bem diferente, se não fosse pelo fato de March também ser um sádico assassino que construiu o hotel com objetivo de ter um lugar para satisfazer a sua vontade de matar. Assim como o Hotel Infernal de Holmes, o Cortez também é cheio de passagens secretas e quartos repletos de segredos.

Na série, todas as pessoas assassinadas dentro do Hotel Cortez estão fadadas a terem seus espíritos aprisionados no local por toda a eternidade. Nesta temporada de AHS acontece ainda um jantar de Halloween com a presença dos espíritos de conhecidos assassinos em série, como Jeffrey Dahmer, Aileen Wuornos e John Wayne Gacy.

LEIA TAMBÉM: KILLER CLOWN PROFILE: A HISTÓRIA SINISTRA DE JOHN WAYNE GACY

10. Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio irão produzir uma série sobre o assassino

Nos próximos anos a história de H. H. Holmes e seu hotel macabro ganharão as telas da TV. Um projeto que contará com a produção executiva de Martin Scorsese e de Leonardo DiCaprio está em fase de desenvolvimento pelo serviço de streaming Hulu.

DiCaprio comprou os direitos do livro O Demônio na Cidade Branca, de Erik Larson, em 2010. Originalmente deveria virar um filme, mas as negociações com estúdios e acabaram virando um projeto de série em 2019. A ideia é que o próprio Leo interprete Holmes.

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