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5 Motivos para ler Ela Seria o Rei

Romance de estreia de Wayétu Moore traz jornadas poderosas ao selo DarkLove

05/08/2022

Três personagens com poderes excepcionais se unem no ainda jovem país da Libéria para ajudar os fracos e vulneráveis, ao mesmo tempo em que amenizam as tensões entre colonos e comunidades indígenas. Ela Seria o Rei é o romance de estreia de Wayétu Moore, que chega ao selo DarkLove para abrir os olhos dos leitores a respeito de um país pouco conhecido.

A história foi concebida a partir do relato de uma mulher que havia espancado o próprio gato até a morte. O fato inusitado despertou a imaginação e a curiosidade da autora para simular a repercussão daquilo na vida de uma comunidade inteira, e até mesmo além dela.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: ELA SERIA O REI, DE WAYÉTU MOORE

Wayétu é natural da Monróvia, capital da Libéria, mas aos 5 anos de idade ela e a família fugiram de lá por causa da guerra civil que assolava o país. Desde então, ela cresceu nos Estados Unidos mas sempre manteve vivas na memória as lembranças do folclore e das histórias sobrenaturais que ouvia na infância em seu país de origem.

Em seu livro de estreia, ela mistura realidade e ficção para contar uma história de identidade e de pertencimento, seja de seus personagens ou de um país que ainda está tentando definir quem é. Para aguçar ainda mais a curiosidade dos darksiders, a Caveira trouxe cinco motivos que explicam por que Ela Seria o Rei é uma leitura tão necessária:

1. Representatividade com protagonistas negras

Boa parte das histórias que conhecemos têm protagonistas homens e, mesmo quando são mulheres, costumam ser todas brancas e de origens europeias. Tais personagens acabam limitando os públicos que se identificam com eles, enquanto as minorias têm dificuldades em encontrar heróis parecidos com elas, seja física ou culturalmente.

Em Ela Seria o Rei, duas das personagens que encabeçam a trama são mulheres, negras e que, mesmo com seus poderes excepcionais, ainda são marginalizadas de alguma forma. Elas ajudam a criar identificação com as leitoras que, ainda que no contexto do realismo fantástico e em um país distante com a Libéria, conseguem se ver representadas como heroínas.

Em entrevista ao Darkblog, a autora comentou sobre a importância de dar palco às vozes femininas em seu romance: “É sobre a realidade e a natureza humana de como até as histórias mais fortes sobre mulheres são centradas em homens. O que isso tem a dizer sobre o nosso mundo? Nossas histórias? Nossas trajetórias? São esses diálogos internos que moldam os rumos da minha arte”.

LEIA TAMBÉM: WAYÉTU MOORE: “A LEITURA É O QUE NOS ABRE PARA O NOSSO MUNDO INCRÍVEL”

2. Vai agradar aos fãs de fantasia…

Por se enquadrar no subgênero de realismo fantástico, os darksiders que são fãs das ficções do selo DarkLove estarão em casa com Ela Seria o Rei. Somos colocados diante de personagens como uma bruxa imortal, um homem capaz de se tornar invisível e uma mulher com força sobrenatural. Tais heróis míticos assumem a missão de tornar a sociedade um pouco mais justa.

A decisão de escrever dessa forma ocorreu quase que de maneira inconsciente para Wayétu, que cresceu ouvindo histórias tradicionais liberianas, em especial as da tradição Vai, que sempre tiveram interação com o mundo sobrenatural.

3. … mas também aos fãs de história

Mesmo com tantos elementos fantásticos, há muita verdade na obra da autora. Ela se utiliza da ficção para relatar acontecimentos e costumes bem reais. Os principais fatos históricos mencionados em Ela Seria o Rei envolvem a situação dos escravos africanos que eram enviados aos Estados Unidos e à Jamaica. Wayétu Moore também ambientou a trama no período de fundação da Libéria.

4. Você vai conhecer as peculiaridades da história da Libéria

Vale destacar o contexto de Ela Seria o Rei porque a Libéria não segue a lógica da maioria dos países invadidos por europeus na África. A nação é uma das únicas do continente a não ter sido colonizada por eles.

A Libéria foi fundada e colonizada no século XIX por escravizados americanos libertos. Isso foi possível graças ao auxílio de uma organização privada que acreditava que pessoas negras teriam mais chances de prosperar na África do que nos Estados Unidos.

Migração afro-americanos | Imagem de domínio público

Porém, a “devolução” daquelas pessoas ao continente africano causou atritos entre os afro-americanos e as populações das tribos locais. Uma espécie de colonialismo foi aplicada ali, com os repatriados destruindo a língua, os costumes e a religião dos locais, com um ar esnobe semelhante ao que eles foram tratados nos Estados Unidos.

5. A obra aborda aspectos pouco conhecidos da escravidão

O que nós conhecemos da escravidão no período colonial, tanto aqui como na América do Norte, vem dos livros de história e de algumas representações da ficção, encontradas em livros e filmes. Quando se fala em escravidão pensamos na exploração da força de trabalho, nas condições precárias de vida dessas pessoas, das torturas, estupros e humilhações.

Mas os terrores causados por esse tipo de exploração têm ramificações muito mais extensas, e com reflexos observados até hoje. O sistema de escravidão arrancou dessas pessoas suas origens, seu idioma, seus costumes e, por fim, sua identidade. Ela Seria o Rei acaba falando justamente sobre isso em sua narrativa: essa falta de chão e a busca por descobrir quem você realmente é.

LEIA TAMBÉM: A RESISTÊNCIA DE PRETO VELHO AINDA É NECESSÁRIA PARA COMBATER A ESCRAVIDÃO MODERNA

Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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