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Crime Scene

A psicologia por trás de Jeffrey Dahmer

O que explica os crimes cometidos pelo serial killer?

03/03/2023

Os crimes de Jeffrey Dahmer são motivo de revolta e especulação até os dias de hoje. Responsável por assassinar 17 pessoas entre os anos 1978 e 1991, o “Canibal de Milwaukee” chocou não apenas o mundo quando seus crimes foram descobertos, mas também quem era próximo a ele.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: MEU FILHO DAHMER, POR LIONEL DAHMER

Uma dessas pessoas foi o pai de Jeffrey, Lionel, talvez o familiar mais próximo ao filho. Após a descoberta dos crimes de Dahmer, Lionel Dahmer reuniu e registrou suas memórias no livro Meu Filho Dahmer, publicado pela DarkSide® Books.

Essa não é a única obra escrita por alguém próximo a Jeffrey: a graphic novel Meu Amigo Dahmer conta algumas passagens da juventude do assassina do ponto de vista do quadrinista Derf Backderf, que era amigo de Dahmer no colégio.

meu amigo dahmer

Principalmente para Lionel, a revelação dos crimes de Jeffrey provocaram um verdadeiro choque. Em seu livro, as lembranças da vida do filho se misturam a um sentimento de confusão, desolação, culpa e sofrimento ao mesmo tempo em que ele tenta compreender qual era a verdadeira fome que habitava a mente do filho.

A infância e a adolescência de Dahmer

Especialistas em perfil criminal defendem que comportamentos como o de Jeffrey Dahmer começam a partir de atividades específicas durante a infância que se desenvolvem com o tempo. No caso do assassino, ele aparentava ter um comportamento normal até os 6 anos de idade, quando se recuperou de uma cirurgia de hérnia.

Aos 8 anos, os pais já perceberam que ele tinha dificuldade em desenvolver suas habilidades sociais. Com apenas 13 anos, Jeffrey começou a apresentar problemas com alcoolismo, que mais tarde teve implicações graves em sua vida, como ser expulso do exército. Apesar de não matar animais quando jovem, ele era fascinado por dissecar bichinhos mortos.

Na adolescência ficou conhecido pelos colegas — incluindo Derf Backderf — como o cara esquisitão que de vez em quando agia de modo brincalhão para atrair atenção. Somente três semanas após se formar no ensino médio, Dahmer fez sua primeira vítima, o caroneiro Steven Hicks.

Além de atingir Hicks com um halter, Jeffrey Dahmer se masturbou sobre o corpo da vítima, esquartejou-a, dissolveu a carne em ácido e esmagou os ossos com uma marreta. Em um depoimento após sua captura, o assassino admitiu que tinha fantasias sexuais envolvendo dominação e que aos 16 anos já havia pensado em matar, mas não tinha levado o plano adiante na ocasião.

LEIA TAMBÉM: 10 FATOS SOBRE JEFFREY DAHMER QUE VOCÊ PROVAVELMENTE NÃO CONHECIA

Perfil criminal do assassino

Muitos especialistas acreditam que Jeffrey Dahmer não se enquadre no perfil habitual de serial killers. Ele não teve problemas familiares graves, a não ser pelo divórcio dos pais quando Jeffrey já era adolescente. Também não teve sérios problemas de saúde ou bem-estar além das circunstâncias consequentes do comportamento antissocial. 

Embora seu fascínio por animais fosse estranho, ele não os matava quando jovem. Matar bichinhos na infância ou adolescência é uma característica comum a alguns assassinos em série, que com o tempo migram para vítimas humanas. Além disso, boa parte dos serial killers também passa por algum evento traumático na infância, o que não parece ser o caso de Dahmer.

meu filho dahmer

No entanto, o Canibal de Milwaukee apresentava traços de usar o assassinato com motivação sexual, uma vez que ele normalmente tinha relações com as vítimas antes de assassiná-las, configurando uma noção de domínio sobre elas.

Avaliação psiquiátrica de Jeffrey Dahmer

De acordo com um estudo de caso publicado no site Evolution Writers, Dahmer foi diagnosticado com transtorno de personalidade borderline, uma condição que apresenta de fato algumas dificuldades de relacionamento interpessoal. Nesse caso específico, ele apresentou uma solidão avassaladora desde a cirurgia da hérnia, que nunca foi preenchida ao longo de sua vida.

A partir dessa incapacidade de desenvolver relacionamentos, acredita-se que sua ausência de associação a outras pessoas só aumentou. Ou seja, ele provavelmente se tornou incapaz de ter qualquer tipo de empatia ou de se identificar com outros indivíduos, que eram vistos por Dahmer como meros receptáculos para que ele saciasse seu intenso desejo de ter controle e de não ser abandonado.

O abuso de álcool também é outra condição associada aos seus distúrbios mentais, uma vez que muitos pacientes com borderline podem apresentar algum tipo de dependência química. Tudo isso, associado à falta de qualquer tratamento psicológico adequado, culminou em um comportamento homicida cada vez mais intenso, uma vez que seus crimes se tornaram cada vez mais frequentes.

Outra característica que o difere do perfil habitual de assassinos em série é que ele não tinha ressalvas em dar detalhes dos crimes cometidos por ele. Diferentemente de Ted Bundy, por exemplo, Dahmer contou aos policiais por que e como matava — enquanto Bundy jamais revelou o número exato ou a natureza de seus crimes.

Em relação às vítimas, Dahmer não apresentava desprezo por elas, como ocorre com a maioria dos serial killers. Em vez disso, ele admitiu se sentir atraído por elas e tinha preferências físicas, como homens mais jovens, sem muito pelo no corpo e que aparentassem ser fáceis de dominar.

O que explica o “mal” que habita os serial killers

Jeffrey Dahmer tinha muitas peculiaridades quando comparado a outros assassinos em série e talvez seja justamente por isso que suas motivações permaneçam um mistério para o mundo e principalmente para seu pai Lionel. Não é à toa que criminólogos, psiquiatras e pesquisadores forenses continuem incansavelmente atualizando seus métodos para compreender a mente criminosa na esperança de evitar que novas tragédias ocorram.

Se você se interessa pelo assunto e quer investigar a fundo as causas e motivações por trás de crimes hediondos, o livro Cruel: Índice da Maldade é uma leitura obrigatória para os seus arquivos Crime Scene.

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Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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1 Comentário

  • Letícia

    7 de março de 2023 às 15:32

    adorei a leitura bem abrangente, adoro caso Dahmer a darkside sempre cumpre com o que promete, Jeff era um homem que precisou de ajuda e atenção poderia ser evitado muito coisa se prestassem atenção nos primeiros sinais dele. o livro (meu amigo Dahmer retrata bem a adolescência dele) a darkside descreve mui bem seus livros. abraço cavera☠️

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