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Medo Clássico

Como A Máquina do Tempo influenciou a cultura pop

Clássico de H. G. Wells ditou algumas regras da ficção científica moderna

Você pode embarcar num DeLorean, entrar em uma cabine telefônica policial ou até mesmo usar um colar com pingente de ampulheta. Na cultura pop, todos estes objetos se tornaram um veículo poderoso com capacidade de viajar a outros tempos. E devemos isso a H. G. Wells.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: A MÁQUINA DO TEMPO – FIRST EDITION, DE H. G. WELLS

Hoje em dia pode até parecer bem básica a noção de viagem no tempo, mas para a sociedade vitoriana a ideia de se transportar fisicamente a outras épocas explodiu muitas mentes. Em 1895 foi publicado A Máquina do Tempo, a novela de Wells que se tornou um clássico da ficção científica e ditou muitas regras do jogo da viagem no tempo na ficção.med

Em uma edição que faz homenagem à primeira edição do livro, a Caveira trouxe para a coleção esta obra que atravessa gerações – e nem precisa de uma máquina para isso. Com ela, os darksiders podem conhecer a história original de Wells e entender seu impacto na ficção científica de hoje.

A Máquina do Tempo não inventou a definição de viagem no tempo, mas deu novos contornos a ela. Antes de ter sido publicado, a noção de se transportar a outras épocas ocorria através de sonhos ou experiências sensoriais. Não se pensava em uma forma efetiva de ir para o passado ou para o futuro – e muito menos nas consequências que isso poderia acarretar.

A ideia de máquina do tempo

O protagonista de Wells, chamado meramente de “Viajante do tempo”, é um cientista que construiu um equipamento capaz de transportar uma pessoa pelo tempo. Ele próprio testa sua invenção e é transportado para um futuro distópico habitado por versões futuras da humanidade.

A máquina de Wells é um artefato específico, construído pelo personagem, que não representa nenhum objeto já utilizado por seres humanos. Mas o que se originou a partir daí foram especulações de objetos que fazem parte do nosso dia a dia, com potencial de transportar pessoas por eras.

Um dos exemplos mais famosos da TV vem da série de TV Doctor Who, transmitida pela BBC desde 1963. Na trama, o Doutor é um Senhor do Tempo alienígena que explora o universo na sua icônica máquina do tempo chamada TARDIS (sigla para Time and Relative Dimensions in Space). Este tipo de máquina pode assumir diferentes formas – a do Doutor é uma cabine telefônica policial britânica. Quando o corpo dele é mortalmente danificado, o Doutor tem a capacidade de se regenerar, assumindo uma nova aparência e personalidade – o que justifica o fato do personagem ter sido interpretado por diferentes atores ao longo das décadas.

Créditos: BBC

Um exemplo muito querido que bebe da fonte de A Máquina do Tempo é o clássico da Sessão da Tarde De Volta para o Futuro. Nos filmes dirigidos por Robert Zemeckis, Doc Brown (Christopher Lloyd) e Marty McFly (Michael J. Fox) utilizam um DeLorean para voltar ao passado e, no segundo filme, dirigirem-se ao futuro. A trilogia aborda os dilemas do paradoxo temporal: o que aconteceria com o presente se alguém mudasse eventos passados?

Créditos: © 1985 Universal

Como o Viajante do tempo de Wells transporta-se para o futuro, este dilema não chega a surgir na sua trama. Porém, ao apresentar um mundo distópico que é reflexo das escolhas da sociedade hoje (no caso, a própria Era Vitoriana), levanta o questionamento prático para o público: que mudanças podemos fazer no presente para evitar um futuro tão tenebroso?

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Futuro apocalíptico e crítica social

O Viajante do tempo de Wells se depara com duas sociedades derivadas dos humanos: os Eloi e os Morlocks. Enquanto a primeira é formada por seres pequenos, parecidos com crianças e que temem a noite, a segunda é formada por criaturas trogloditas que vivem no escuro submundo e só vêm à superfície durante a noite.

O personagem descobre em um dos poços dos Morlocks o maquinário e a indústria que permitem o paraíso vivido à luz do dia pelos Eloi. A conclusão do Viajante e a crítica social de Wells implicam que as classes mais abastadas se tornariam os Eloi, enquanto os trabalhadores virariam os violentos Morlocks.

Com este tipo de especulação, H. G. Wells entra no subgênero mais apocalíptico da ficção científica. Esta visão mais pessimista do futuro pode ser vista em obras de outros gêneros também.

Um exemplo perturbador que também se tornou clássico do cinema é O Planeta dos Macacos. Na trama, o astronauta George Taylor (Charlton Heston) viaja a um planeta dominado por símios, em que humanos são escravizados e apresentam comportamento animalesco. Com uma das reviravoltas mais icônicas do cinema, o protagonista descobre que o tal planeta é mesmo a Terra.

Créditos: © 1968 20th Century Fox

O tema de divisão bem distintas de classes sociais no futuro também move a trama de Metrópolis, filme de Fritz Lang que é um marco do Expressionismo alemão. Um dos personagens da classe dos planejadores fica horrorizado ao descobrir a sociedade dos trabalhadores, que vive sob o solo.

Um exemplo bem recente desta divisão é o filme Nós, de Jordan Peele. Apostando na duplicidade de duas sociedades constituídas basicamente pelas mesmas pessoas, o longa faz uma forte crítica social às pessoas “invisíveis”, que no final das contas são iguais a todos.

Mesmo com mais de cem anos desde a sua publicação, A Máquina do Tempo se consolidou não apenas como uma forte influência, mas como uma obra atemporal que rende reflexões até hoje. É quase como se o próprio H. G. Wells tivesse viajado ao futuro e descoberto que lidaríamos com os mesmos dilemas nos dias de hoje.

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Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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