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Conheça o processo criativo de 5 autoras do selo DarkLove

Inspirações e rotinas que se transformaram nos livros que amamos

Você já se perguntou de onde Becky Chambers busca inspiração para seus personagens intergalácticos? Como Ann Shen procura referências para suas ilustrações? Em que hora do dia Catherine Ryan Hyde senta para escrever suas histórias inspiradoras? A Caveira te convida aos bastidores dos livros apaixonantes do selo DarkLove.

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Seja por mera curiosidade ou pela aspiração de se tornar também um escritor, conhecer como os autores que admiramos trabalham é uma forma de tornar suas histórias ainda mais humanas. Afinal, eles são pessoas que, como nós, têm uma rotina para suas atividades e seguem um processo para que seus livros tomem forma. 

Não se trata de uma grande sacada que de repente se transforma em centenas de páginas. Estas autoras do selo DarkLove compartilham um pouco da longa jornada que cada uma delas percorre, entre inspirações, pesquisas, bloqueios criativos e a disciplina necessária para concluir o seu trabalho. Neste caminho não existe fórmula certa ou mágica, apenas pessoas fazendo o melhor que podem para proporcionar histórias inesquecíveis para seus leitores. 

1. Becky Chambers

Becky Chambers – Créditos: otherscribbles.com

Filha de cientistas, Becky Chambers cresceu consumindo obras de ficção científica, como Star Trek, Star Wars e Farscape. Apesar de estas serem suas principais fontes de inspiração, a autora está menos focada nas batalhas intergalácticas e mais interessada em abordar a jornada pessoal de seus personagens, abordando os aspectos mais humanos, até mesmo em seres de outras espécies, como faz nos livros da Saga Wayfarers.

Na hora de escrever, ela prefere fazer isso fora de casa, em um escritório que divide com um amigo, pois ajuda na sua concentração. O horário predileto da autora é o período da manhã, de preferência sem ter sido influenciada por algum fator externo, como notícias, redes sociais ou e-mails.

Dificilmente Becky Chambers escreve suas histórias em ordem cronológica. Ela mantém uma lista de cenas que precisam ser escritas e escolhe aquela que considera mais adequada ao seu dia. Quando sente que não está rendendo como gostaria, faz outras tarefas relacionadas ao trabalho que não envolvam a escrita do livro, como checar e-mails e responder entrevistas. Além disso, ela é uma grande fã de tirar sonecas.

2. Silvia Moreno-Garcia

Silvia Moreno-Garcia – Créditos: Martin Dee

Inspirada em elementos góticos e na cultura mexicana, Silvia Moreno-Garcia gosta de escrever sobre personagens femininas fortes. A autora de Gótico Mexicano compõe suas heroínas para que elas sejam marcantes e autossuficientes, rompendo o imaginário da donzela em apuros, tão presente nos contos de fada.

Ideias não param de pipocar na mente da escritora, que as guarda em uma pasta, por mais avulsas que sejam. O próprio livro publicado pela DarkSide® é derivado de outra história de terror, que tinha uma cena escrita de outro ponto de vista e que acabou ficando de fora na hora da edição. Em vez de descartar a sequência por completo, ela a guardou nesta pasta e acabou transformando em outro livro.

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3. Catherine Ryan Hyde

Catherine Ryan Hyde at her Cambria home. Photo by Joe Johnston 02-12-19

A autora de Para Sempre vou te Amar e Leve-me com você recarrega suas energias através de trilhas e do contato com os animais. Na hora de traduzir suas inspirações em obras, Catherine Ryan Hyde prefere escrever de manhã, após praticar yoga, fazer alongamentos e meditação e beber uma xícara de café.

Em vez de uma escrivaninha, a escritora prefere se sentar em sua cadeira de gravidade zero, que alega ser melhor para suas costas. O laptop é apoiado em um suporte de colo.

Catherine toma certa cautela quanto à afirmação de que autores “têm que escrever”, no sentido da obrigatoriedade da rotina. Para ela, é preferível já ter a ideia da cena que irá narrar a seguir do que simplesmente se sentar e forçar que a história surja. 

Mesmo assim, ela tem uma técnica que a ajuda a se manter produtiva: “Se eu tenho algo em andamento, mas não consigo evoluir com o próximo capítulo ou cena, abro o documento para adicionar apenas uma frase ou parágrafo. Quase sempre eu acabo com várias páginas escritas antes de fechar o documento”.

4. Ann Shen

Ann Shen – Créditos: Ryan Shaw

Quem vê as ilustrações de Ann Shen em Divinas Mulheres logo se lembra dos traços utilizados nas princesas da Disney. Isso não ocorre por acaso, já que a artista foi influenciada desde pequena pelas animações do estúdio. O pai dela trabalhava em um hotel da Disneylândia e o primeiro emprego de Ann após o ensino médio foi em lojas dentro do parque.

Ela se inspira em muitos artistas da Disney na composição de seus traços. Os nomes mais relevantes para Ann Shen são: Mary Blair, Eyvind Earle, Freddie Moore, Marc Davis e Glen Keane. Além da equipe dos estúdios Disney, a ilustradora aprecia artistas e designers da metade do século XX, por causa dos seus desenhos simples e elegantes.

Mas não é apenas em artistas que Ann busca inspiração. Até mesmo seus hobbies contribuem para isso, como garimpar mercados de pulgas e antiquários. Nestes locais tudo é motivo para gerar ideias, sejam livros, tecidos, móveis ou roupas.

5. Jen Wang

Jen Wang – Créditos: Gazebo

Amadurecimento, amizade e a sensação de não pertencer a um padrão são os principais temas que compõem O Príncipe e a Costureira. A autora, Jen Wang, é fã declarada de programas de TV que envolvem trabalhos manuais criativos e moda, como Project Runway e Ru Paul’s Drag Race, que serviram como inspiração para sua HQ.

Com a intenção de que o quadrinho remetesse a um musical da Disney, a autora passou boa parte do tempo desbravando pastas no Pinterest em busca de referências visuais. Na rede social, ela encontrou boas fontes relacionadas a construções francesas, roupas, acessórios e prédios. Mesmo dedicada à pesquisa, Jen Wang afirma que a acuracidade histórica não é tão importante, pois a obra possui este aspecto de fantasia e também de contemporaneidade.

A última etapa do trabalho da quadrinista envolve adicionar cor aos seus desenhos. Jen diz que ela se sente levemente encurralada nesta fase, pois não passa muito tempo definindo um conceito para a coloração. Ainda assim, ela gosta de ver suas páginas se tornando coloridas e transmitindo ainda mais emoção aos leitores.

LEIA TAMBÉM: CONHEÇA AS INSPIRAÇÕES E O PROCESSO DE CRIAÇÃO DE O PRÍNCIPE E A COSTUREIRA

Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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