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Curas Mortais: 4 Substâncias letais que eram usadas com fins medicinais

Estes e outros absurdos médicos estão em Medicina Macabra 2

A busca por saúde, juventude e longevidade move até os dias de hoje uma indústria multimilionária dedicada a encontrar soluções para as pessoas – sejam elas legítimas ou pura falcatrua. Medicina Macabra 2 tem justamente a missão de investigar os charlatões da saúde.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: MEDICINA MACABRA 2, DE LYDIA KANG E NATE PEDERSEN

Alguns deles agiam de maneira intencionalmente fraudulenta, enquanto outros disseminavam desinformações nas quais eles próprios acreditavam. De uma forma ou de outra, esta prática acabava (e acaba até hoje) comprometendo a saúde das pessoas, que acreditavam estar investindo na sua longevidade e bem-estar.

À luz da ciência e do acesso à informação que temos hoje em dia, muitos destes tratamentos parecem evidentemente absurdos, como a administração de substâncias perigosas ou métodos contraintuitivos, como curar anemia com sangria. O livro proporciona uma jornada de terror, fascínio e até um pouco de humor pelos redutos macabros e bizarros da medicina.

A obra de Lydia Kang e Nate Pedersen tem uma seção completamente dedicada ao uso de substâncias perigosas, que por algum tempo foram administradas como verdadeiras curas. A Caveira te convida a se impressionar com algumas delas:

1. Arsênio

Arsênio- Créditos: Alamy

Este elemento químico é muito utilizado na indústria em ligas de chumbo, além de ele e seus compostos serem empregados na produção de agrotóxicos – com cada vez menos frequência, conforme são descobertas suas propriedades nocivas. O trióxido de arsênio é um veneno conhecido como arsênico.

Agências reguladoras de saúde reconhecem o arsênio como uma séria ameaça à vida humana em todas as suas formas – por isso a contaminação da água por arsênio em lençóis freáticos é tão preocupante. A substância é considerada altamente cancerígena.

No entanto, entre os séculos XVIII e XX diversos compostos de arsênio foram usados com propriedades medicinais. A asfernamina era indicada nos tratamentos de sífilis e o melarsoprol ainda é utilizado nos casos de tripanossomíase. Nos últimos quinhentos anos o arsênico foi amplamente utilizado em tratamentos de câncer e em remédios para psoríase. Em doses não tóxicas, compostos solúveis de arsênio agem como estimulante e foram utilizadas entre os séculos XVIII e XIX, principalmente em animais utilizados em competições, como cavalos e cachorros.

2. Tabaco

Tabaco – Créditos: Shutterstock

Hoje sabemos que a planta do tabaco provavelmente é a que mais mata pessoas em todo o mundo, com milhões de mortes anuais causadas pelo fumo. As folhas de tabaco e a fumaça causada pela sua queima contêm mais de quatro mil compostos químicos, entre eles a nicotina que, além de causar o vício dos fumantes, é letal mesmo em pequenas doses.

Quando a fumaça do tabaco é inalada, a nicotina passa rapidamente por todos os órgãos do corpo, incluindo o cérebro e o sistema nervoso central, que são estimulados por pequenas doses e deprimidos por doses maiores. A nicotina ainda aumenta a frequência cardíaca e a pressão sanguínea, podendo ser responsável pelo excesso de tromboses e ateromatose.

A planta se tornou popular principalmente após a vinda dos europeus para a América, que aprenderam alguns de seus usos com os nativos do continente. Pasta de dente, cura para úlcera, expectorante e remédio para dor de cabeça eram apenas alguns de seus usos naquela época.

Levada para a Europa, a planta passou a ser estudada para outras aplicações – já que naquela época os botânicos e farmacêuticos acreditavam que qualquer planta merecia uma chance. Um de seus usos mais populares ocorreu no tratamento de ulcerações da pele, mais tarde associadas a lúpus, sífilis e a alguns tipos de câncer de pele.

Mais tarde, o uso do tabaco foi ampliado para tratamentos envolvendo varíola, cólera e até mesmo o sistema nervoso central. Em pleno século XX médicos ainda receitavam cigarros para pacientes “tratarem os nervos”.

LEIA TAMBÉM: MEDICINA MACABRA: CONHEÇA UM DOS CASOS BIZARROS CONTADOS NO LIVRO

3. Cocaína

Cocaína – Créditos: Thinkstock

A cocaína é uma droga estimulante extraída das folhas de coca, que hoje é mais utilizada com fins recreativos e criminalizada em quase todo o mundo. Embora os efeitos mentais possam incluir sensações de alegria e estímulo sexual, seus sintomas físicos incluem aumento da frequência cardíaca, sudorese e pupilas dilatadas. Em altas doses, aumenta a pressão sanguínea ou a temperatura do corpo.

A droga se torna viciante pelo seu efeito nos estímulos de recompensa no cérebro. A abstinência da cocaína pode desencadear depressão, incapacidade de sentir felicidade e cansaço. Seu uso aumenta o risco de ferimentos, doenças infecciosas, derrames, ataques cardíacos, arritmia, lesões pulmonares e ataque fulminante.

Nos Andes, o uso de folhas de coca – em chás ou mascadas – ajuda na absorção de oxigênio nas regiões mais altas, onde o ar é rarefeito. Porém, vale destacar que as folhas não têm as mesmas propriedades viciantes da droga vendida ilicitamente. 

Na medicina, seu uso tópico é empregado principalmente em anestésicos e em cirurgias realizadas no nariz e no canal lacrimal. Porém, isso tem se tornado cada vez menos frequente, conforme novos anestésicos sintéticos são produzidos.

4. Álcool

Álcool – Créditos: Africa Studio/Shutterstock

O álcool é uma substância bem versátil e que pode ser empregada tanto para higienizar como para beber. Hoje temos pleno conhecimento dos malefícios do alcoolismo, como doenças hepáticas e até mesmo contribuindo para o desenvolvimento do câncer.

Porém, seu uso moderado em determinadas bebidas já foi e ainda é considerado benéfico para a saúde. Há milênios, os chineses usavam bebidas alcoólicas para “aquecer” e “dar mais vitalidade” ao sangue. Na Grécia Antiga, o vinho era indicado para nutrição, mau hálito, câncer, tratamento de feridas e como diurético.

Na Idade Média e na Rússia, bebidas destiladas eram consideradas “a cura para todos os males”, e consumidas como profiláticos para resfriados e febre. As bebidas ainda eram utilizadas como digestivo e tratamento para gota. No século XVII foi a vez do gim surgir como um possível tônico para estômago, gota, pedras na vesícula e rins, fígado e coração – até contribuir com o aumento do alcoolismo e se tornar um problema de saúde pública.

Hoje em dia ainda existem fármacos alcoólicos, como xaropes e extratos de própolis. Porém, as quantidades são bem reduzidas e existem alternativas sem álcool.

Essas e outras curas improváveis podem ser conferidas também em Medicina Macabra, de Thomas Morris, também publicado pela DarkSide® Books e pela Macabra Filmes

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Sobre Macabra

Macabra Filmes é a fazenda do terror. Compartilhamos o horror e a beleza, a vida e a morte. Brindamos com sangue as alegrias de existir. Cultivamos o primeiro suspiro, o abrir de olhos, o frio na espinha, o grito na montanha russa, o crepúsculo e a eterna escuridão. Para nós, o medo é natural — e a vida, um presente sobrenatural. É puro terror. 100% macabra.

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