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Histórias macabras da medicina que parecem contos da carochinha

Acontecimentos bizarros demais para ser verdade estão no livro Medicina Macabra

Registros históricos nem sempre são tão confiáveis, até mesmo na área médica. Prova disso são alguns dos relatos vistos em Medicina Macabra, publicado pela DarkSide® Books, em que o autor Thomas Morris dedica uma seção inteira a histórias que, embora registradas para fins médicos, são surreais demais para ser verdade.

Por mais que os profissionais e estudiosos da área tomassem cuidado ao registrar estes casos, considerando apenas aqueles que fossem comprovadamente verdadeiros, alguns absurdos ainda passavam, entrando no campo da ficção. Isso porque até o fim do século 19 as revistas se baseavam muito mais em relatos do que em dados concretos. Além disso, alguns médicos acreditavam piamente nas palavras do paciente, mesmo sem testemunhar alguns sintomas e eventos.

LEIA TAMBÉM: CASOS ARREPIANTES, CONSTRANGEDORES E ENGRAÇADOS EM MEDICINA MACABRA

Reunimos alguns dos relatos mais fascinantes e improváveis de Medicina Macabra neste post. Pelo menos renderiam boas obras de ficção.

1. Dormindo com peixes no rio — por oito dias

Há um capítulo inteiro de Medicina Macabra dedicado às bizarras técnicas de reanimação de pessoas após afogamentos. Esta preocupação era bem popular no século 18, por ser considerada uma das maiores causas de morte da época. O assunto era tão grave que foram até fundadas sociedades dedicadas à reanimação dos afogados.

Para um médico irlandês, Rowland Jackson, a imersão prolongada de um corpo na água não era necessariamente fatal. Para comprovar sua teoria, ele buscou exemplos de pessoas que haviam se recuperado após um longo período debaixo d’água. Um deles envolve um sueco que ficou submerso por oito dias.

Segundo o relato do pintor, ele caiu de um barco e afundou na água de tal forma que permaneceu levantado, com os pés no leito do rio. Ele foi procurado por oito dias e, após este período, reapareceu ainda vivo na superfície da água.

Quando interrogado pelo magistrado e o pastor da cidade se ele havia sido capaz de respirar debaixo d’água, o pintor respondeu que não sabia nada sobre isso. Induzido pela suposição do pastor, ele disse que colocou seu pensamento em Deus, cedendo sua alma.

Segundo o pintor, os peixes foram bem hostis durante sua estadia aquática, atacando seus olhos. Ele ainda disse que não sentiu fome, não expeliu excrementos e acreditava que tivesse dormido em alguns momentos. Seus pensamentos debaixo d’água só envolveram Deus e sua libertação daquela situação. 

O que ele realmente fez nestes oito dias permanece um mistério.

2. A morte de um senhor de 152 anos

Sim, você leu certo: 152 anos! Thomas Parr foi um pobre camponês inglês que faleceu em 14 de novembro de 1635, aos 152 anos e nove meses de idade. Ele já era conhecido regionalmente pela sua longevidade, o que lhe rendeu uma visita do conde de Arundel.

A ilustre visita rendeu a Parr uma viagem a Londres, para que ele fosse apresentado ao Rei Carlos I. Só que esta foi a última empreitada do velho camponês, já que poucas semanas depois ele veio a falecer — rendendo um rico material para autópsia.

Os médicos que examinaram o cadáver de Parr perceberam que tudo parecia bem saudável, por dentro e por fora. Os únicos órgãos que não estavam 100% eram os pulmões, que estavam tomados por estrias fibrosas grudadas às costelas. Isso bate com o fato de que o homem apresentava certa dificuldade de respiração nas semanas que precederam sua morte.

A provável causa de morte do homem de 152 anos foi justamente sua viagem a Londres, deixando repentinamente o ar saudável do interior pela poluição da capital. Se Parr tivesse permanecido em casa é bem provável que tivesse durado mais alguns anos.

Apesar da idade avançada, os relatos são de que Thomas Parr manteve suas faculdades mentais até o fim, com um pequeno detalhe: ele tinha sérios problemas de memória. Isso significa que o homem não se lembrava de sua juventude, nem mesmo acontecimentos públicos, como personalidades públicas que estiveram no poder ou guerras.

Uma história bem mal contada.

3. O caso da condessa em chamas

Combustão humana espontânea se tornou o assunto da moda no século 19. Este foi o fatídico destino da condessa italiana Cornelia di Bandi, consumida por um círculo de fogo no próprio quarto.

A cena encontrada pela sua criada é digna de filme de terror: a pouco mais de um metro da cama havia uma pilha de cinzas, duas pernas intocadas pelo fogo até os joelhos e, entre elas, a cabeça carbonizada da aristocrata. Misteriosamente, tanto a mobília como os lençóis da cama foram poupados das chamas.

Apesar do quarto estar coberto por uma “umidade grudenta”, os investigadores da morte da condessa descartaram que o incêndio havia sido causado pelo fogo da lâmpada a óleo ou das velas no quarto, já que estas chamas não poderiam atingir a temperatura capaz de queimar um corpo. A hipótese de um raio ter causado o incêndio também fora descartada.

A conclusão do padre envolvido na investigação foi de que o fogo se iniciou dentro do corpo da mulher, alimentado pelas substâncias combustíveis que existem nos seres vivos. Já a faísca teria sido causada pelas “inflamáveis evaporações decorrentes do álcool”. Ou seja, muito cuidado com o seu próximo drink.

4. O caso da criança anfíbia

E se você pudesse treinar um bebê para que ele fosse capaz de “respirar” debaixo d’água? Segundo o autoproclamado médico Louis Schultz, isso poderia ser possível desde que a criança fosse colocada no ambiente aquático desde o nascimento.

Schultz chegou a esta conclusão por uma diferença anatômica: nos anfíbios os forames ovais (abertura entre duas câmaras do coração) permanecem abertos, enquanto nos animais terrestres eles se fecham por falta de uso. Quando uma criança está no feto, o canal arterial e o forame oval permitem que a maior parte da circulação evite passar pelos pulmões, que ainda não estão sendo utilizados. Eles se fecham poucos dias após o parto.

Convencido de que o estímulo apropriado evitaria que este canal fechasse, ele acreditava que animais terrestres poderiam adquirir tendências aquáticas. Determinado a provar sua teoria, ele decidiu fazer experimentos. Com o próprio filho recém-nascido.

Logo após o nascimento, Schultz sequestrou o menino para submergi-lo em uma bacia de água quente, simulando a temperatura do útero. A criança permaneceu lá embaixo por quatro minutos, sem apresentar qualquer problema (ela levou mais de 10 segundos para voltar a respirar depois que foi retirada, mas aparentemente isso era normal para o “cientista”). 

Não satisfeito, o homem voltou a colocar o filho debaixo d’água, chegando ao feito de 25 minutos sem que a criança precisasse subir para respirar. Um jornalista do Chicago Times escreveu uma matéria sobre o assunto e afirma ter visto a criança anfíbia em ação.

Schultz acreditava estar prestando um serviço à humanidade por descobrir um método infalível contra afogamentos. Ele estava convicto de que o desenvolvimento de habilidades anfíbias em crianças se tornaria tão relevante quanto vacinas. Bom, deve existir um motivo para não estarmos treinando crianças anfíbias nos dias de hoje.

5. A grávida de setenta anos

Em 1881 na França, a Clínica da Escola de Medicina registrou a internação de uma mulher septuagenária que estaria grávida. Conhecida como “a viúva T.”, a gestante geriátrica era defensora do princípio de que “o vinho é o leite das pessoas idosas”.

Seis meses antes de sua internação, retornando de uma bebedeira mais prolongada que o usual, ela foi acompanhada até a sua casa por um jovem conhecido, de 24 anos. Ele não apenas a levou para a segurança do lar como permaneceu lá com ela por quatro dias.

Não demorou muito para que a viúva T. precisasse “afrouxar a cinta”, denotando a sua surpreendente gestação. A parteira com quem ela se consultou e o médico de Garches, região onde ela morava, confirmaram que “o outono lhe trazia frutos que o verão havia negado”, nas palavras do próprio médico que divulgou a história.

Apesar de ter gerado comoção entre os habitantes de Garches, que estavam até dispostos a contribuir com os custos do batismo e de um possível casamento dos futuros papais, não há registro do desfecho desta história.

LEIA TAMBÉM: MEDICINA MACABRA: CONHEÇA UM DOS CASOS BIZARROS CONTADOS NO LIVRO

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