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Da obsessão à inspiração: As principais influências de H.P. Lovecraft

Conheça os temas que fascinavam um dos principais nomes do horror cósmico

Passado quase um século desde a publicação de suas obras, hoje é difícil imaginar a cultura pop sem a influência de Howard Phillips Lovecraft. O terror cósmico e as criaturas fantásticas criadas por ele inspiraram livros, contos, filmes e jogos de videogame e RPG.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: H. P. LOVECRAFT – MEDO CLÁSSICO V.2 (COSMIC EDITION)

Para dar sequência ao legado do escritor dentro da DarkSide®, a Caveira lançou H.P. Lovecraft: Medo Clássico volume 2, que traz contos horripilantes nos quais o autor imprime as mais diferentes facetas do horror cósmico, além do vigoroso ensaio “O Horror Sobrenatural na Literatura”, em que Lovecraft destrincha as origens da escrita de terror.

Influenciado pela obra de Edgar Allan Poe, Lovecraft também buscou inspiração nos próprios pesadelos e obsessões para suas histórias fantásticas. Conheça alguns dos temas pelos quais ele era obcecado e que acabaram influenciando o seu trabalho:

1. Espaço e astronomia

Durante a adolescência, H.P. Lovecraft sucumbiu a uma misteriosa doença (possivelmente psicossomática) que o manteve mais recluso e eventualmente o forçou a abandonar a escola. Mas por ser autodidata, o futuro escritor utilizou este período para aprender sobre diferentes assuntos – foi quando desenvolveu um interesse particular por astronomia.

Créditos: Lucius B. Truesdell

Aos 9 anos de idade, ele já escrevia sobre o tema, publicando a sua própria Scientific Gazette (Gazeta Científica). Mais tarde, Lovecraft publicou por conta própria The Rhode Island Journal of Astronomy (O Jornal de Astronomia de Rhode Island), além de enviar artigos sobre o tema para outras publicações.

O escritor ganhou seu primeiro telescópio com 13 anos, o que lhe incentivou ainda mais no interesse cósmico, algo que ajudou a moldar sua marca no terror. Tal fascínio pode ser observado ao longo de toda a obra de H.P. Lovecraft, principalmente no conto “A Cor que Caiu do Espaço”, considerado seu trabalho com maior influência da ficção científica.

2. História

Como uma espécie de contraponto às suas aspirações cósmicas, Lovecraft era muito interessado na história da humanidade. Quando garoto, ele se tornou particularmente interessado na Grécia Antiga, incluindo sua mitologia, além de ter desenvolvido uma afinidade com o período barroco que lhe acompanhou ao longo da vida.

Dedicado aos estudos da língua inglesa, ele também desenvolveu interesse pela Inglaterra do século XVIII e a Guerra de Independência dos Estados Unidos. Diante disso, adotou algumas grafias do período e certa vez apareceu no jornal local vestindo um chapéu tricórnio – popular entre os séculos XVI e XVIII.

Tal fascínio com a história colonial da Nova Inglaterra, o puritanismo da época e a arquitetura colonial refletiu em muitas de suas histórias. Dizem que seu livro Sonhos na Casa das Bruxas teria sido influenciado pelo julgamento das bruxas de Salem.

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3. A história da própria família

Winfield Scott Lovecraft, o pai do autor, foi internado em uma instituição psiquiátrica quando H.P. ainda era jovem, forçando-o a viver com a mãe na casa do avô, na mansão da família em Providence. Apesar de terem sido bons anos para o escritor, problemas financeiros da família acabaram se acumulando. Com a morte do avô, ele, a mãe e duas tias precisaram vender a propriedade e se mudaram para uma casa mais modesta.

Ele nunca superou a perda da propriedade da família, além da queda de status social. Isso fez com que Lovecraft passasse a vida ansiando por voltar àquele estilo de vida e carregou consigo alguns artigos que tinha conseguido levar da mansão ao longo de toda a vida – até mesmo quando precisou espremê-los em um apertado apartamento em Nova York.

Seu conto “Ar Frio” reflete este apego: o protagonista Dr. Munoz ocupa um apartamento modesto, repleto de artigos de luxo, de maneira semelhante ao próprio autor. Aliás, há outros personagens criados por ele que refletem esta idealização do estilo de vida na mansão da família.

4. Frutos do mar

Nos anos em que morou com a mãe e as tias, elas o incentivaram a adotar sua própria rotina de sono e alimentação, o que lhe rendeu um paladar infantil ao longo da vida. Sua aversão a frutos do mar era tão forte que chegava a ser inexplicável. 

Embora sua rejeição à culinária marinha o tenha privado de ostras, mariscos e camarões, rendeu-lhe uma forte inspiração para suas obras, desde o povo aquático de A Sombra de Innsmouth até um de seus personagens mais famosos: o deus com cabeça de polvo Cthulhu.

Créditos: François Baranger

5. Religião e ocultismo

Desde os adoradores em O Chamado de Cthulhu até os autores do temido Necronomicon, as histórias de H.P. Lovecraft possuem diferentes nuances de temas envolvendo religião e ocultismo. Apesar da especulação dos fãs, o autor não era um ocultista, e sim um ateu materialista, como o próprio se definia.

Ainda assim, ele imprimia certo fascínio com o ocultismo em suas histórias – não por acreditar, mas porque ajudava a aumentar o senso de pavor nas tramas. Justamente pelo seu ceticismo, em suas histórias a magia frequentemente se revela ser fruto de algum tipo de ciência que a humanidade simplesmente não entendia, ao mesmo tempo em que o seu conceito do cosmo se mostra indiferente e com a ausência de algum tipo de deus.

6. Loucura

A detenção do pai em uma instituição psiquiátrica certamente influenciou muitos dos personagens de H.P. Lovecraft, que parecem estar à beira da insanidade. Além disso, a mãe dela também apresentava algumas instabilidades, o que tornou da loucura um tema recorrente na vida e obra do autor.

O que provavelmente empurrou Lovecraft para o ceticismo e o materialismo foi justamente o medo de ele próprio sucumbir a algum distúrbio psiquiátrico – até mesmo por já ter passado por uma doença psicossomática na juventude e ter sonhos muito vívidos. Em sua obra, isso se manifesta através de personagens que estão sempre encobrindo algum tipo de conhecimento proibido que acaba os levando à loucura.

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Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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