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De Ed Gein a Norman Bates: Como o assassino influenciou Psicose

Conheça as semelhanças e diferenças na vida de Gein e na obra de Robert Bloch

Há algo peculiarmente perturbador em qualquer obra de terror que inicie com a frase “baseado em eventos reais”. Aquilo que você está prestes a presenciar não é apenas terrível, é algo que aconteceu — ou quase aconteceu — de verdade, o que pode ser ainda mais aterrorizante que a ficção. É isso o que podemos dizer de Ed Gein.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: ED GEIN, DE HAROLD SCHECHTER E ERIC POWELL

A vida e os crimes repugnantes do assassino finalmente entram para os arquivos da DarkSide® Books na graphic novel definitiva escrita por Harold Schechter e ilustrada pelo quadrinista Eric Powell. Uma edição brutal sobre o criminoso que não inspirou apenas uma obra icônica do terror, mas três: Psicose, O Massacre da Serra Elétrica e O Silêncio dos Inocentes.

Semelhanças e diferenças entre a vida de Ed Gein e Psicose

Embora Robert Bloch tenha se inspirado nos crimes de Ed Gein para escrever Psicose, os eventos da trama são absolutamente fictícios, resultantes da mente fértil do autor. Porém, os elementos que correspondem à realidade provavelmente são os mais desconcertantes de toda a história. 

Mas afinal, o quanto de Gein existe em Norman Bates? A Caveira preparou esse guia sobre o que é real e o que é ficção em Psicose.

1. Real: Assassinatos cometidos em áreas rurais

Psicose é uma trama muito associada à sombria mansão Bates e ao motel que fica na beira de uma estrada por onde quase ninguém mais transita, o tipo de ambiente pacato que esconderia qualquer tipo de crime. O próprio Ed Gein cresceu em uma fazenda isolada perto de Planfield, no estado do Wisconsin, a aproximadamente 80 km de onde o próprio Robert Bloch morava.

2. Real: Mães opressivas

Ed Gein era filho de um pai alcoólatra e de uma mãe religiosa e dominadora chamada Augusta. Ele e o irmão só saíam de casa para ir à escola. Após a morte do pai e do irmão — esse último sob circunstâncias bem suspeitas —, Ed e a mãe se isolaram ainda mais na fazenda, que muitos historiadores apelidaram de “fábrica da loucura”.

Norma, a mãe de Norman Bates, nem aparece em Psicose, mas sua presença é constante. Ela deixou uma impressão tão forte no filho que sua voz continuou ecoando dentro da mente dele mesmo anos após sua morte — por vezes levando-o a cometer atrocidades.

LEIA TAMBÉM: BATES MOTEL E PSICOSE: DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS

Créditos: Paramount Pictures

3. Diferente: Assassinato da mãe 

Diferentemente de Norman Bates, Ed Gein não matou a própria mãe. O livro sugere que mãe e filho — que de maneira perturbadora se chamam Norma e Norman — desenvolvem uma relação incestuosa. Quando ela planeja se casar com seu noivo, o filho é tomado por um ciúme intenso e assassina os dois.

Enquanto isso, a morte de Augusta Gein deixou o filho absolutamente transtornado, levando-o para ainda mais distante da realidade. Foi nessa época que sua esquizofrenia paranoica — diagnosticada mais tarde — passou a se manifestar mais intensamente.

4. Real: Santuários maternos 

Além das relações complicadas em vida, Norman e Ed compartilham um luto esquisito em relação a suas mães. Ambos fizeram de suas casas uma espécie de santuário para as falecidas mães e também tentaram imortalizá-las de alguma forma.

5. Diferente: Idade

No filme, Norman Bates foi interpretado por um jovem e charmoso Richard Perkins, provavelmente com seus vinte e muitos ou trinta e poucos anos. A boa aparência deixava a plateia ainda mais intrigada com o psicopata, já que tais atos não seriam esperados de alguém tão bem-apessoado.

Já o Norman de Bloch é descrito como um homem míope, careca e acima do peso que tem sérios problemas com a bebida — algo mais fácil de associar a um assassino para boa parte das pessoas. Ed Gein, por sua vez, era ainda mais velho, com seus quarenta e muitos quando começou a praticar os crimes após a morte da mãe.

Créditos: Francis Miller/The LIFE Picture Collection

6. Diferente: Exumação de corpos e necrofilia

Enquanto Norman Bates acumula um número um pouco maior de mortes — ainda mais se considerarmos todo o universo além do livro, como continuações do filme e a série Bates Motel, Ed Gein não matou muita gente e nem ao menos pode ser classificado de assassino em série. 

Ainda assim, os crimes cometidos por ele são tão repugnantes como os do personagem. Apelidado de “o açougueiro louco de Plainfield”, ao longo de dez anos Gein assassinou duas mulheres, exumou dezenas de cadáveres de diferentes cemitérios e chegou a praticar necrofilia com alguns.

7. Parecido: Decoração macabra

Mas afinal, o que Gein fazia com os corpos exumados e violados por ele? Segundo os relatos da polícia local, em 1957 agentes foram interrogar Ed sobre o desaparecimento de uma comerciante chamada Bernice Worden. No armazém da fazenda eles encontraram o corpo decapitado e esquartejado da mulher e de outra vítima do assassino. Na residência, descobriram outras partes humanas: máscaras feitas de pele humana, crânios transformados em gamelas, as cabeças de Mary e de outra mulher em sacos, corações humanos e outros órgãos espalhados pela cozinha e outros cômodos.

Norman Bates manteve o corpo da mãe em casa, mas ela foi o único cadáver humano mantido ali. O estilo de decoração do psicopata era diferente: tanto a casa como a recepção do Motel Bates contavam com inúmeras aves empalhadas. A habilidade como taxidermista permitiu que ele conservasse o corpo da mãe.

8. Parecido: O traje de pele humana

Embora Norman Bates nunca tenha esfolado a mãe para vestir sua pele, ele se transformava em Norma ao vestir suas roupas. Já a “fantasia” de Gein era muito mais macabra: ele criou máscaras e trajes de pele humana para vesti-las. Enquanto esses atributos macabros ficaram de fora de Psicose, eles foram empregados em outros personagens inspirados no assassino: Leatherface de O Massacre da Serra Elétrica e Buffalo Bill de O Silêncio dos Inocentes. De forma geral, seus objetivos eram parecidos: preservar a mãe de alguma maneira.

LEIA TAMBÉM: PSICOSE E A INFLUÊNCIA NOS SLASHERS MODERNOS

Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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