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De Pogo a Coringa

5 semelhanças entre os alter egos de John Wayne Gacy e Arthur Fleck

Coulrofobia é o nome que se dá ao medo de palhaços. Estes personagens que originalmente deveriam ser divertidos causam pavor em muita gente e a indústria do entretenimento sabe como se aproveitar disso. Mas, saindo da ficção, um dos motivos para este medo ter se intensificado é o caso do serial killer John Wayne Gacy, que interpretava o palhaço Pogo e é tema do livro Killer Clown profile: Retrato de um Assassino, publicado pela DarkSide® Books.

LEIA TAMBÉM: COMO OS PALHAÇOS SE TORNARAM TÃO ASSUSTADORES? 5 HISTÓRIAS MACABRAS EXPLICAM

Saindo do mundo real, um dos palhaços mais letais da ficção é o vilão Coringa, das histórias do Batman. O personagem ganhou bastante projeção e recentemente até um filme próprio, protagonizado por Joaquin Phoenix e focado na origem do caótico homicida.

Mesclando realidade e ficção, o diretor Todd Phillips se inspirou em John Wayne Gacy para alguns aspectos da composição do longa. Listamos as principais referências do palhaço Pogo para o filme do Coringa

1. Contexto histórico

Os crimes de John Wayne Gacy começaram a ser descobertos em 1978, após o desaparecimento de um jovem de 15 anos. A ambientação do filme do Coringa se dá poucos anos depois, na primeira metade da década de 1980. O filme não chega a mencionar datas, mas a ambientação com carros e programas de TV deixam isso claro. Ou seja, Arthur Fleck deu seus primeiros passos nos anos entre o julgamento de Gacy e a execução da sua pena.

Este período do final dos anos 1960 até o final dos anos 1980 mostra um capítulo tenebroso nos Estados Unidos, inclusive. Foi durante este período que alguns dos psicopatas homicidas mais conhecidos atuaram: Ted Bundy, o Assassino do Zodíaco, Charles Manson, o próprio Gacy e BTK.

2. Maquiagem

Reparou que o Coringa do Joaquin Phoenix não segue o padrão de maquiagem frequentemente empregado no personagem, como nas caracterizações de Cesar Romero e Jack Nickolson? Há um motivo para isso e ele tem a ver com Gacy.

Maquiagem Pogo

Os olhos azuis e o sorriso vermelho que mais se parece com uma ferida do que um aumento de lábios se assemelham muito com a maquiagem de Pogo, o personagem de John Wayne Gacy. Este estilo de maquiagem de palhaço era bem comum entre o final dos anos 1970. Não há uma exclusividade de Gacy, mas a escolha da produção para esta caracterização específica é uma clara referência ao assassino.

3. Trabalho com crianças em hospitais

Há uma cena no filme em que Arthur, ainda não convertido em Coringa, trabalha divertindo crianças em um hospital. Tudo vai bem até que ele deixa cair um revólver de sua roupa, o que acaba resultando na sua demissão da agência de palhaços.

Sabe quem também costumava entreter crianças em hospitais locais? Isso mesmo, John Wayne Gacy. Aliás, esta era uma de suas atividades preferidas quando interpretava Pogo.

4. O nome do clube de comédia

Pessoas mais familiarizadas com a história de Gacy perceberam esta referência logo de cara: o bar em que Arthur se apresenta pela primeira vez se chama Pogo’s Comedy Club, uma clara alusão ao personagem do palhaço assassino.

A performance do protagonista no Pogo’s chama a atenção do comediante Murray Franklin (Robert De Niro), uma homenagem ao filme O Rei da Comédia, também estrelado por De Niro.

5. A manchete de jornal

Esta é uma referência que até os olhos mais atentos podem ter deixado passar. Quando os crimes do Coringa começam a emergir, a manchete do jornal utiliza o termo killer clown para definir o suspeito, não coincidentemente, o mesmo título do livro de Terry Sullivan e Peter Maiken.

LEIA TAMBÉM: KILLER CLOWN: CONHEÇA OS FILMES INSPIRADOS NO SINISTRO PALHAÇO POGO

Bônus: O diretor já utilizou uma arte de Gacy

Todas essas referências a John Wayne Gacy não vieram de graça. O diretor Todd Phillips já utilizou uma arte feita pelo próprio assassino para os pôsteres promocionais de seu documentário Hated: GG Allin & the Murder Junkies, em 1993. A arte foi produzida no período em que Gacy já estava na prisão e foi assinada por ele.

Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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