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Dia Mundial do Gato: A mitologia e os estigmas sobre estes animais

Conheça escritores publicados pela DarkSide® que amam felinos

Selvagens por natureza, os gatos domésticos acompanham os seres humanos há milênios. Com sua elegância e instinto aguçado, eles compõem a história e a mitologia em todos os cantos do mundo. Muitas vezes associados à bruxaria ou ao azar, estes bichinhos são sinônimo de boa fortuna em algumas crenças e muito carinho para aqueles que convivem com um deles (ou dois, ou três…).

A história dos humanos e dos gatos já existe há quase 10 mil anos. Diferentemente dos cachorros, eles não foram propositalmente domesticados por nós, apenas passaram a coexistir conosco, numa espécie de parceria que se desenvolveu naturalmente pelos benefícios mútuos que as espécies observavam. Para os gatos, os estoques de mantimentos eram uma fonte confiável de caça e os humanos conseguiram um eficiente controle de pragas.

Uma civilização que os tornou particularmente populares foi a egípcia. Associados às deusas Ísis e Bastet, os gatos eram sagrados. Matá-los era absolutamente proibido e, quando o gato de uma família morria, ele era levado à cidade sagrada de Bubastits para ser embalsamado e enterrado em um sarcófago especial.

Na mitologia nórdica, os gatos eram frequentemente associados à deusa Freya. Ela tinha dois gatos de cor cinza que lutavam ao seu lado e puxavam sua biga. Para ganhar a proteção dela e dos gatos, fazendeiros frequentemente deixavam vasilhas com leite para os felinos.

No Japão, o Maneki Neko é uma figura que traz sorte ao seu dono. Trata-se de um gatinho branco com a pata direita levantada. Versões mais modernas do amuleto contemplam movimento nesta pata, frequentemente convidando clientes a entrarem em lojas.

Até os dias de hoje, os gatos são vistos como seres carregados de espiritualidade. Acredita-se que eles sejam capazes de limpar as energias negativas de um ambiente e até mesmo afastar espíritos malignos.

De divindades a criaturas perversas

Porém, assim como existiam povos que amavam e idolatravam os gatos, havia também os que repudiavam os bichanos. Na Europa, durante a temporada de caça às bruxas, estes animais eram associados a elas e algumas pessoas até acreditavam se tratar de demônios. Os gatos pretos eram os mais perseguidos.

LEIA TAMBÉM: DESCUBRA AS ORIGENS POR TRÁS DA SUPERSTIÇÃO DA SEXTA-FEIRA 13

O preconceito com esses bichinhos já começou na Grécia Antiga. Segundo a mitologia, Hera transformou sua serva em um gato preto porque ela atrapalhou os planos da deusa de impedir o nascimento de Hércules, filho bastardo de Zeus. Esta serva, então, se tornou assistente de Hecate, a deusa da bruxaria. 

Durante a colonização dos Estados Unidos, os peregrinos acreditavam que as bruxas eram capazes de se transformar em gatos. Desta forma, elas conseguiriam entrar sorrateiramente nas casas das pessoas, lançar seus feitiços, e saírem sem que alguém percebesse.

A partir daí, popularizou-se a crença de que cruzar o caminho com um gato preto é sinônimo de azar. Mas nem isso é uma unanimidade. Na Ásia e no Reino Unido eles são sinal de boa sorte. No Japão gatos pretos são sinal de sorte no amor e na Inglaterra receber um gato preto de presente de casamento é sinal de sorte na vida a dois. Na França, encontrar com um gato preto é esperar que coisas mágicas aconteçam.

Também no Reino Unido, os marinheiros acreditavam que os gatos pretos traziam sorte e segurança na navegação. Os bichanos só eram sinal de azar se abandonassem o navio. Por garantia, muitas esposas de marujos mantinham gatos em casa para que seus maridos retornassem em segurança.

Infelizmente, a ideia de que estes bichinhos trazem azar é tão forte que até os dias de hoje eles são os menos adotados em abrigos de animais. Alguns destes abrigos até evitam doar gatinhos pretos em épocas próximas ao Dia das Bruxas, pois algumas pessoas os utilizam em rituais de sacrifício. 

A verdade é que ter um ou vários gatos em casa é conviver com um animal ainda muito apegado às suas raízes selvagens. Geneticamente eles ainda são muito próximos dos grandes felinos. E quem não ia querer uma pequena pantera, tigre ou leãozinho ronronando no seu colo enquanto lê um livro?

6 Escritores da família DarkSide® que amam gatos

Muitos escritores de clássicos viviam na companhia e eram inspirados por gatos. Alguns dos nomes mais conhecidos são Ernest Hemingway, Mark Twain, Alexandre Dumas, Charles Dickens, Gillian Flynn, Lorde Byron e Margaret Atwood. Na família da caveira não é diferente. Conheça alguns autores publicados pela DarkSide® que apreciam a companhia destes felinos.

1. Edgar Allan Poe

Um dos nomes mais conhecidos da literatura de horror adorava gatos. Ele e sua esposa Virginia tinham uma gata chamada Catterina, que costumava acompanhá-lo enquanto escrevia seus contos. Dizem que ela também serviu de inspiração para algumas de suas histórias, como O Gato Preto. Este conto está no livro Edgar Allan Poe: Medo Clássico Vol. 1, publicado pela caveira.

2. Neil Gaiman

Gatos sempre fizeram parte da vida de Neil Gaiman, que já escreveu sobre eles em seu blog. Ele a família costumam ter vários gatos em casa, alguns que vivem até idades avançadas. Não é à toa que os felinos frequentemente aparecem em suas obras. Gaiman é um dos organizadores de Seres Mágicos & Histórias Sombrias.

3. Joyce Carol Oates

A paixão pelos bichanos é tanta que a autora editou um livro chamado O Gato Sofisticado: Uma coletânea de histórias, poemas e textos variados sobre gatos, além de outros títulos dedicados a eles. Ela também não esconde a importância dos gatos na sua vida e na sua carreira de escritora: “Eu escrevo tanto porque a minha gata fica no meu colo. Ela fica ronronando e então eu não quero me levantar”. Joyce Carol Oates está na antologia Seres Mágicos & Histórias Sombrias.

4. Stephen e Tabitha King

Apesar de ter afirmado que o mundo se divide em pessoas que gostam de gatos e de cachorro, Stephen King e sua família mantêm as duas espécies como animais de estimação. Não é à toa que uma das figuras centrais em Cemitério Maldito é um gato. Na obra, King os define como “os gângsters do mundo animal, vivendo fora da lei e normalmente morrendo assim”.

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5. Caitlin Doughty

A autora de Confissões do Crematório e Para Toda a Eternidade relutou em ter um gato por muitos anos, mas uma gatinha siamesa “showgirl” aposentada a fez mudar de ideia. Apesar de ter adotado The Meow um pouco mais velha, Caitlin conviveu com a gatinha por sete anos. Em seu site The Order of the Good Death a autora descreve o fim da vida de The Meow e sua decisão de deixá-la ir para o outro plano da forma mais tranquila possível. Mas atenção: o post The Life & Death of a Most Belov’d Meow (em inglês) é bem detalhado e pode trazer tristes lembranças a quem já perdeu um amiguinho de outra espécie.

6. Kerri Maniscalco

Na biografia do seu site, a autora da coleção Rastro de Sangue se define como alguém que “bebe muito chá enquanto discute os aspectos mais sofisticados da vida com seus gatos”. Acho que já dá pra ter uma ideia da importância dos bichinhos na vida dela. Para reforçar a ideia de que gatos são os reis da internet, a escritora compartilha fotos dos gatinhos em seu Instagram (@kerrimaniscalco), com direito a um Destaque com Stories dedicados a eles.

Este post é dedicado aos gatos de todos os leitores e fãs da Caveira <3

3 Comentários

  • Letícia

    22 de Maio de 2020 às 19:20

    Nada como um gatinho e um livro da Caveira S2!!!! Minha Stella sempre me faz companhia quando leio e ainda é guardiã dos livros na estante quando quer tirar um cochilo! Linda homenagem!!!

    • DarkSide

      25 de Maio de 2020 às 11:56

      Caveira ama um felino companheiro.

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