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Mitos sobre Gary Heidnik e outros 5 líderes de seitas

Biografia do assassino chegou ao selo Crime Scene®

Um ex-militar que se tornou pastor e utilizava a sua seita para aliciar mulheres jovens. Mas o que Gary Heidnik fazia com suas vítimas era tão desumano que ele foi uma das inspirações para o assassino de O Silêncio dos Inocentes. Em Heidnik Profile: Cordeiro Assassino, Ken Englade traz a história deste suposto cidadão de bem e de seus violentos crimes.

LEIA TAMBÉM: LANÇAMENTO: HEIDNIK PROFILE: CORDEIRO ASSASSINO, DE KEN ENGLADE

Ao fundar a Igreja Unida dos Ministros de Deus, as pessoas pensaram que tratava-se apenas de uma malandragem para arrecadar dinheiro e driblar impostos. Mas a intenção de Heidnik era muito mais perversa: ele se aproveitava da seita para conseguir meios de atingir um objetivo de violentar mulheres para que elas gerassem os filhos que ele queria.

Psicopatas que se utilizam de cultos e seitas para atrair vítimas e disseminar suas ideias costumam ser altamente carismáticos. Com uma lábia acima da média, eles conseguem reunir seguidores e enganá-los, utilizando-os como soldados para atingir seus objetivos narcisistas.

Porém, nem tudo o que se pensa sobre líderes de seitas como Gary Heidnik, Charles Manson, Jim Jones, entre outros, corresponde à realidade. A mítica em torno deles acabou criando personagens de quem eles realmente eram, muitas vezes até mesmo dando uma ideia de grandiosidade que nunca existiu. Por isso, a Caveira trouxe alguns mitos e ideias equivocadas sobre alguns deles:

1. Gary Heidnik era só um serial killer doidão

Créditos: Wikimedia Commons

Graças à influência sobre o personagem Buffalo Bill de O Silêncio dos Inocentes, muitas pessoas acreditam que Gary Heidnik era exatamente daquele jeito. Embora existam semelhanças em alguns detalhes quanto ao modus operandi, o assassino inspirou apenas alguns aspectos da personalidade do vilão.

Entre 1986 e 1987, ele sequestrou, estuprou e torturou seis mulheres, mantendo-as presas em um poço cavado no porão de casa. Tal violência resultou na morte de duas delas, cujos corpos ele teria servido para que as outras vítimas comessem. 

Mas ele não era apenas um serial killer bem-sucedido, ele também foi um líder de seita com certo sucesso. Segundo o New York Daily News, ele abriu a conta da sua suposta igreja com um depósito inicial de 1.500 dólares, que com o tempo se multiplicaram para meio milhão. Até mesmo quando ele estava preso por seus crimes, a Igreja Unida dos Ministros de Deus tinha mais de cinquenta membros que continuaram a ir aos cultos, mesmo sabendo que o fundador era uma pessoa perversa.

2. Charles Manson era um serial killer bem-sucedido

Créditos: Getty

Há décadas especulações sobre Charles Manson e sua “família” se mantêm fortes no imaginário popular. Apesar de ter durado pouco tempo, sua seita causou estragos suficientes para aterrorizar o mundo até hoje. Aliás, ajuda bastante o fato de a matança do grupo se mesclar com música e cultura pop, de uma de suas vítimas ter sido uma beldade de Hollywood grávida (Sharon Tate) e, principalmente, pelo fato de Charles Manson ter utilizado aquele olhar insano em diversas entrevistas ao longo dos anos – mesmo nunca tendo sido formalmente diagnosticado com qualquer tipo de distúrbio mental.

Mas quem pensa que ele era um serial killer repleto de vítimas pode até ficar chocado com as suas condenações: ter participado fisicamente em dois assassinatos, de Gary Hinman e Donald Shea. Apesar de estar presente nas mortes do casal LaBianca, ele não participou ativamente do ato. Durante a matança na casa de Roman Polanski ele nem ao menos estava presente, os assassinatos foram cometidos por seus seguidores. Tudo isso, é claro, não o torna menos demoníaco. 

Detalhes sobre a vida do criminoso, de sua seita e dos crimes cometidos por ela estão em Manson: A Biografia, também publicado pelo selo Crime Scene®.

LEIA TAMBÉM: “DESDE PEQUENO CHARLES MANSON ERA MAU E PERIGOSO”, DIZ JEFF GUINN, AUTOR DA BIOGRAFIA SOBRE O ASSASSINO

3. Os seguidores de Jim Jones cometeram suicídio coletivo tomando suco

Créditos: Wikimedia Commons

Quando se fala em líder de seita, um dos primeiros nomes que vêm à mente é o de Jim Jones, que supostamente teria convencido cerca de mil seguidores a cometerem suicídio coletivo tomando um suco no retiro do People’s Temple, na Guiana. A história repetidamente contada sobre o que aconteceu naquele dia 18 de novembro de 1978 é a de que todas estas pessoas teriam tirado a própria vida voluntariamente para atender aos desejos de seu carismático líder.

Mas, longe de ser um retiro de pessoas acreditando num mesmo ideal, Jonestown se assemelhava mais a um campo de trabalhos forçados, e o suposto suicídio teria sido, na verdade um homicídio em massa. Segundo o livro The Road to Jonestown (A estrada para Jonestown), muitos dos membros provavelmente não acreditavam que o suco estava envenenado, já que o líder tinha o costume de testar a confiança de seus seguidores. Aqueles que se recusassem a beber, foram agredidos fisicamente e coagidos a tomar o líquido – provavelmente com o uso de armas. 

4. Os seguidores da Heaven’s Gate sempre souberam que iriam morrer

Créditos: BROOKS KRAFT LLC/SYGMA VIA GETTY IMAGES

Em 1997, um grupo de 39 pessoas com agasalhos e tênis iguais tomaram soníferos amassados em molho de maçã, amarraram sacos plásticos em suas cabeças e deitaram-se no chão com mortalhas roxas para morrer. Elas eram seguidoras do Heaven’s Gate, uma seita ovni liderada por Marshall Applewhite. A crença era de que elas seriam removidas de seus corpos terrestres e enviadas a bordo de uma nave espacial.

Enquanto muita gente acredita que estas pessoas sabiam muito bem no que estavam se metendo, a verdade é que Applewhite teria lhes prometido que o suicídio não seria necessário, eles simplesmente embarcariam na nave assim que ela chegasse. A narrativa do líder mudou quando seu sócio na seita, Bonnie Nettles, morreu de câncer. Como ele convenceu todo mundo a concordar com a mudança de planos ainda é incerto, mas acredita-se que, assim como Jonestown, nem todos concordaram voluntariamente.

5. A seita Meninos de Deus acabou com a morte de David Berg

Créditos: Wikimedia Commons

Seitas dificilmente sobrevivem aos seus líderes, até mesmo aquelas que não acabam em suicídio. Isso ocorre geralmente porque quando estas pessoas morrem, também some a força que mantinha tal culto vivo. Por isso, muitas pessoas acreditam que a seita Meninos de Deus tenha acabado com a morte de seu fundador, David Berg, em 1994.

Com uma fachada de culto religioso, a Meninos de Deus foi fundada em 1968 e se utilizava de doutrinas cristãs tradicionais que se opunham ao amor livre da década. Só que na verdade a seita era apenas sobre práticas sexuais, incentivando seus seguidores a utilizarem o flerte para atrair mais pessoas e até mesmo encorajavam incesto. Quando Berg morreu em 1994 o culto se transformou em The Family International, e está em atividade até hoje.

6. Keith Raniere não era o único líder da Nxivm

Créditos: Divulgação / ‘The Vow’

Uma história não menos bizarra de seita que é bem recente é o caso da Nxivm, o culto new age que recrutava nomes conhecidos de mulheres em Hollywood, principalmente a da atriz Allison Mack (a Chloe de Smallville). O que mais chama a atenção é o fato de que ela não era apenas mais uma vítima, ela era uma das líderes do grupo.

O principal beneficiário da Nxivm foi Keith Raniere, fundador da seita. Apesar de marcar a pele dos membros com suas iniciais, Raniere não era o único que mandava ali. Segundo reportagens da CNN, as mulheres recrutadas para o culto chegaram a se tornar “mestres” e acabavam recrutando outras mulheres, que se tornariam suas escravas. 

Keith Raniere e Allison Mack foram os únicos condenados pelos crimes na Nxivm, porém, os depoimentos no julgamento evidenciam que ele não era o único que mandava ali. Estas mulheres “mestres” pressionavam suas recrutas a gravar vídeos comprometedores, frequentemente confessando coisas que elas nem ao menos tinham feito, como prova de sua lealdade e para que a seita utilizasse como defesa. Ou seja, foram necessárias várias mentes perversas para fazer a Nxivm funcionar.

LEIA TAMBÉM: DE HEIDNIK A BUFFALO BILL: A INFLUÊNCIA DO ASSASSINO EM O SILÊNCIO DOS INOCENTES

Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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