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Nós e as Estrelas: Como a astronomia uniu ciência e mitologia

A humanidade evoluiu olhando para o céu

Pense que você está próximo a uma árvore. Mais especificamente, você está exatamente ao lado de seu tronco e abaixo de suas folhas. Apesar de perto, você não consegue enxergar todos os aspectos dela, sua altura, formato da copa e a composição completa de suas cores. Afaste-se alguns passos e você conseguirá enxergá-la em sua totalidade. É mais ou menos isso o que os povos primitivos fizeram para entender a vida na Terra: olharam primeiro para o céu.

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Parece contraintuitivo, mas para entender como o nosso planeta funciona, precisamos olhar para fora, para o movimento dos astros e o que acontece por aqui dependendo destas manifestações. Este é o tipo de entendimento que Kelsey Oseid resgata em Nós e as Estrelas: Um passeio ilustrado pelo céu, ao compartilhar curiosidades sobre os astros, constelações e como eles interferem nos ciclos terrestres.

Hoje em dia já estamos tão acostumados com alguns processos que nem paramos para nos perguntar sobre suas origens. Calendários, colheitas e navegações só foram possíveis graças à interpretação do ser humano sobre os corpos celestes visíveis a partir da Terra. A quantidade de horas em um dia, o número de dias e de estações em um ano foram definidas com as nossas noções mais arcaicas de astronomia.

Créditos: © 2016 Carlos Fernandez

A ciência de onde estamos

Muito antes do método científico ser definido com os parâmetros que conhecemos hoje, o ser humano já adotava seus processos por meio de observação, formulação de hipóteses e experimentos. Ao olhar para o céu, os povos antigos perceberam que as estrelas nem sempre estavam nos mesmos lugares.

Ao longo de milênios, a civilização passou a correlacionar o movimento dos astros com o que acontecia na Terra: mudanças no clima e a influência na agricultura e nas marés foram apenas alguns dos aspectos que ajudaram os povos antigos a se adaptarem a estes períodos. Ao observarem que se tratava de uma dinâmica cíclica, as pessoas conseguiram se planejar, estocar, buscar abrigo e sobreviver às intempéries do planeta.

Outro ponto importante da astronomia foi a própria noção de localização geográfica. A posição do nascer e pôr-do-sol, o percurso feito pelo astro e a posição das estrelas orientavam os povos numa época em que ninguém imaginava ter um GPS no celular. Uma estrela que permanece imóvel, a Polar, é a grande chave para saber onde fica o Norte quando você não tem uma bússola.

Com o tempo, o entendimento humano sobre o espaço foi evoluindo. Passamos a entender que a Terra não é o centro do universo e que somos apenas um entre tantos planetas, de infinitas galáxias que existem no cosmo. As descobertas sobre o heliocentrismo e o formato esférico do planeta permitiram que os povos viajassem a outros continentes e formassem a sociedade como a conhecemos hoje.

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As respostas para as questões humanas estão nas estrelas

Mas não foi apenas para descobrir a dinâmica da Terra que as pessoas recorriam aos astros. A busca por respostas era tão forte que a humanidade buscou nas estrelas explicações para questões filosóficas e existenciais e inspiração para compor suas histórias.

A ideia de inferno pode ser restrita a algumas religiões, mas a importância do céu está presente em quase todas elas. Enquanto os egípcios veneravam Rá, o deus do Sol, os gregos posicionavam seus deuses no elevado Monte Olimpo. Além disso, suas adaptações para o Império Romano deram origem aos nomes dos planetas, como Marte (Ares), Vênus (Afrodite), Mercúrio (Hermes) e Netuno (Poseidon). 

O motivo de tanta adoração ao céu vinha da ideia de que as autoridades humanas seriam descendentes diretas dos deuses, o que ainda justificava muitas dinastias há até poucos séculos atrás. Acreditava-se ainda que os próprios seres humanos poderiam ter vindo deste infinito repleto de mistérios, no melhor estilo “alienígenas do passado”.

Até mesmo as civilizações que ficavam longe da Mesopotâmia tinham relações com o céu, como os chineses, indianos, maias, astecas, incas e tantas outras organizações sociais que se perderam após as imposições europeias do cristianismo

Créditos: Frederik de Wit

O embate entre ciência, religião e teorias conspiratórias

Embora controversa e desacreditada por muitas pessoas, a astrologia permanece um assunto relevante em pleno século 21. Muito longe do método científico, a prática interpreta constelações e movimentos de corpos celestes para entender aspectos pessoais. 

O questionamento é válido: se os astros são capazes de influenciar marés e colheitas, por que não poderiam interferir em aspectos da nossa personalidade, humor e disposição? O fato dos ciclos menstruais das mulheres acompanharem as fases da lua seria apenas uma coincidência?

Ciência e religião repudiam qualquer ideia de interpretações mais subjetivas e filosóficas dos astros, a primeira pela ausência dos critérios científicos e a segunda para não distrair os fiéis da devoção aos seus deuses monoteístas. Apesar do inimigo em comum, astronomia e religião têm sua própria queda de braço.

A partir do momento em que a humanidade passou a entender melhor o universo, buscou explicações para nossas origens. A Teoria do Big Bang se opõe à versão de que tudo teria sido criado por um deus onipotente, para citar apenas uma das batalhas travadas entre igreja e ciência.

Cientistas como Galileu Galilei chegaram a ser perseguidos pela Igreja e obrigados a negar seus achados científicos, como no caso da Teoria Heliocêntrica (de que o Sol está no centro do universo, e não a Terra). Até hoje, pessoas escolhem ignorar milênios de descobertas científicas sobre a dinâmica do planeta dentro do sistema solar, defendendo até mesmo que moramos em um disco plano, e não em uma esfera.

Mesmo sob a luz da ciência, o céu permanece um mistério, tanto pela sua extensão e conteúdo (existe vida inteligente fora daqui?), como pela sua influência nos aspectos mais subjetivos da existência humana. Se a verdade está mesmo lá fora, talvez a humanidade nunca será capaz de descobrir, mas não se cansa de tentar.

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Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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