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Lançamento

O universo fantástico de Parthenon Místico pelos traços de Ana Luiza Koehler

Conheça a ilustradora que dá formas ao Brasiliana Steampunk de Enéias Tavares.

26/01/2021

Quando Millôr Fernandes afirmou que “o Brasil tem um grande Passado pela frente”, ele nem imaginava quão bem a sua frase se encaixaria no universo Brasiliana Steampunk, que ambienta o livro Parthenon Místico, de Enéias Tavares. O ano é 1896 e passado e futuro se encontram em um universo além do nosso tempo, mas de tecnologias dignas da industrialização a vapor.

LEIA TAMBÉM: ENÉIAS TAVARES: ENTRE AMIGOS & MONSTROS IMAGINÁRIOS

O autor reúne personagens e elementos da literatura brasileira para formar a sua Liga Extraordinária Tupiniquim, ao mesmo tempo em que continua a trama de O Ateneu, clássico de Raul Pompéia. 

Mais do que uma aventura empolgante, Parthenon Místico promove ao leitor uma experiência transmídia. Ou seja, a obra oferece conteúdos inéditos além de suas páginas, revelando detalhes sobre o mundo de Porto dos Amantes por meio de materiais textuais, sonoros, pictóricos e audiovisuais.

Quem contribuiu, e muito, com a concepção visual deste universo foi a ilustradora Ana Luiza Koehler. Familiarizada com a estética da virada do século 19 para o 20, a artista ajudou a compor o universo e a dar cara às personagens de Tavares, deixando Parthenon Místico uma experiência muito mais rica a cada virada de página. 

Em uma conversa com o DarkBlog, Ana Luiza, que também é arquiteta, compartilha um pouco de sua trajetória profissional, suas principais influências e referências e o trabalho com a Caveira nesta obra steampunk. 

DarkBlog: Há quanto tempo trabalha como ilustradora? 

Ana Luiza Koehler: Trabalho como ilustradora desde os 16 anos, isso dá uns 28 anos? Pois é… rsrs

D: Como descobriu a sua paixão pelo desenho?

ALK: Na verdade acho que ela nasceu comigo. Venho de uma família de muitos desenhistas e mulheres artistas, e desde pequena tenho no desenho aquilo que mais gosto de fazer, e o que me dá mais gratificação na vida.

D: Quais os seus principais trabalhos que poderia citar para nós?

ALK: São estes: ilustrações arqueológicas para exposições no Brasil (12.000 anos: História e Arqueologia do Rio Grande do Sul) e Alemanha (Römermuseum Osterburken, Wikinger Museum Haithabu, Welt der Kelten); os volumes 1 e 2 da história em quadrinhos Awrah para as Éditions Daniel Maghen (França), o volume 2 da história em quadrinhos Carthage, e os volumes 1 e 2 da série Une Génération Française Tome 3: Zoé, para a Éditions Soleil (2011-2017). Tive minha história em quadrinhos sobre a modernização de Porto Alegre nos anos 1920 Beco do Rosário contemplada pelo programa RUMOS do Itaú Cultural em 2018.

D: Qual sua relação com a obra de Enéias Tavares? Já tinha lido algum livro antes do convite para ilustrar Parthenon Místico?

ALK: Eu não conhecia o Enéias até participar do projeto, e fiquei apaixonada pelo contexto da história e pelos personagens que ele criou. 

D: De que forma a atmosfera steampunk do livro influenciou a criação das imagens?

ALK: Eu tenho já alguma familiaridade com a estética e visualidade da virada do século 19 para o 20 pelas minhas pesquisas de mestrado e doutorado, e sempre as achei fascinantes. Isso ajudou muito a desenvolver os personagens na estética steampunk, que é diretamente derivada dessa fin de siècle, só que com mais liberdade criativa. Então, quando fui desenhar e imaginar os personagens, eu já tinha muita coisa em mente.

D: Quais técnicas e materiais utilizou para ilustrar o livro?

ALK: O básico: papel, lápis e borracha.

D: Como você definiu as características e estilos de cada personagem ilustrado?

ALK: Procurei usar características físicas já colocadas no briefing e também adicionar alguns exageros para criar personagens únicos, caracterizados conforme sua constituição corporal, idade, tipo de atividade que desenvolve… tudo isso tem uma expressão no corpo, e foi a partir disso que trabalhei, colocando em seguida a indumentária característica da época com os adereços steampunk.

D: Qual sua relação com o universo da DarkSide®?

ALK: Eu conheço algumas das edições belíssimas de muitos dos livros que li ao longo do tempo, como contos de Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft, bem como clássicos como Frankenstein. 

D: Quais seus livros e autores favoritos?

ALK: Gosto muito de Lima Barreto e Érico Veríssimo, mas nos últimos tempos os estudos de doutorado têm me deixado muito mais presa à não ficção.

D: Que ilustradores tem como inspiração? 

ALK: Isabelle Dethan, Ana Miralles, Bilquis Evely, Egon Schiele, Felix Scheinberger, entre outros.

LEIA TAMBÉM: STEAMPUNK: CONHEÇA O GÊNERO DE PARTHENON MÍSTICO

Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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3 Comentários

  • Camila Fernandes

    29 de janeiro de 2021 às 19:47

    Sou muito fã do traço da Ana Luiza Koehler. Estou ansiosa pra ver os personagens retratados por ela.

    • Avatar photo

      DarkSide

      1 de fevereiro de 2021 às 13:31

      Vai se surpreender com esse universo e os personagens pelos traços da Ana.

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