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Quem é Ryan Murphy, “o homem mais poderoso da TV”

Mergulhe nas obras dark do criador de American Horror Story

Você pode se referir a Ryan Murphy através de vários de seus trabalhos. “É o cara que fez American Horror Story.” “O cara do Glee.” “Aquele um de Pose”. “Ele não fez também a série do Dahmer?” Todas essas afirmações estão corretas e ainda assim não conseguem sintetizar tudo o que ele já produziu para a TV.

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Recentemente Murphy emplacou hit atrás de hit na Netflix em poucas semanas: Dahmer: Um Canibal Americano, O Telefone do Sr. Harrigan e Bem-Vindos à Vizinhança. Tanto sucesso corrobora com o seu título extraoficial de “homem mais poderoso da TV”, um termo que ganhou força quando ele assinou um contrato de 300 milhões de dólares com o serviço de streaming, o maior da história da televisão.

Mas afinal, quem é, como se alimenta e, principalmente, quando dorme Ryan Murphy? A Caveira traz um pouco da história desse fenômeno da TV que colocou coadjuvantes no papel principal.

Infância e começo de carreira de Ryan Murphy

Nascido em 9 de novembro de 1965 em Indianápolis, Ryan Murphy foi criado em uma família católica e estudou em uma escola vinculada à Igreja. Sua mãe abandonou a carreira dos concursos de beleza para se dedicar aos filhos, escrever livros e trabalhar com comunicação, enquanto o pai se dedicou à indústria jornalística. Duas carreiras que ajudariam a traçar o destino do filho.

Formado em jornalismo, Murphy já havia namorado em segredo muitos jogadores de futebol americano antes de “sair do armário”. Ele também havia participado do coral da escola, o que lhe rendeu bastante material para um de seus maiores sucessos, a série Glee.

Em 1986 ele fez um estágio no The Washington Post e nos seus primeiros anos de carreira trabalhou em veículos como o Los Angeles Times, New York Daily News e Entertainment Weekly. No fim dos anos 1990 começou a escrever roteiros quando ninguém menos que Steven Spielberg comprou sua história Why Can’t I Be Audrey Hepburn? [por que não posso ser Audrey Hepburn?].

A carreira na TV começou com uma série de comédia chamada Popular, a qual ele criou em parceria com Gina Matthews. O show estreou em 1999 e durou duas temporadas. Poucos anos depois ele criou a série de drama Nip/Tuck, que abriu definitivamente as portas para muitas outras produções de sucesso.

Ryan Murphy
Imagem: Ron Adar/Shutterstock.com

Trazendo os coadjuvantes para os holofotes

Nessas duas décadas de produções para cinema, TV e streaming, Ryan Murphy acumulou uma invejável lista de títulos sem ter medo de ousar. Levam sua assinatura trabalhos como Glee, Pose, American Horror Story, American Crime Story, Scream Queens, The Politician, Hollywood, Feud, The Boys in the Band, The Normal Heart, Ratched e mais recentemente os sucessos Dahmer: Um Canibal Americano, O Telefone do Sr. Harrigan e Bem-vindos à Vizinhança.

Nem todos os trabalhos seguem o mesmo sucesso de público e de crítica, mas isso não diminui em nada a genialidade e versatilidade de Murphy, que alterna entre roteirista, diretor e produtor de todos esses trabalhos. Ao longo de sua carreira ele já teve produções premiadas com o Emmy Primetime Awards, o Globo de Ouro e o Tony Awards — e por pouco não acrescenta dois Grammys nessa lista.

Ryan Murphy alterna entre o drama e a comédia, o terror e o musical, sempre carregando uma originalidade que contribuiu com roteiros mais inclusivos em Hollywood. E tudo isso vem de uma visão muito particular do showrunner.

Definido por ele próprio como “um garoto gay de Indiana que se mudou para Hollywood em 1989 com 55 dólares de economias no bolso”, ele sempre viveu de maneira marginalizada. Desde ser um jovem homossexual criado em uma escola católica até não conseguir vender um roteiro por que lhe diziam que tudo o que ele fazia era “muito gay” ou “muito espalhafatoso”.

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Felizmente, esse tipo de feedback não o desviou de sua visão. Em entrevista ao The Guardian, ele afirmou: “Eu só escrevi ou criei shows que eu realmente queria assistir, então eles inevitavelmente tiveram personagens gays e trans e minorias”.

ryan murphy
Imagem: Charles Sykes/Invision/AP

Mais do que desenvolver personagens marginalizados, Ryan Murphy os retirou dos papéis de coadjuvantes estereotipados para colocá-los com protagonistas completos e complexos, com uma abordagem mais realista, como são as pessoas de verdade.

E é por isso que não nos cansamos de conferir cada nova produção de Murphy. Por mais que sua obra não seja 100% consistente, ela se mantém coerente. Podemos não saber o que veremos ali ou se vamos gostar do que vamos assistir, mas temos a certeza de uma experiência completamente nova proporcionada por alguém que nunca se contentou em fazer mais do mesmo.

7 Trabalhos Dark de Ryan Murphy

Caso você ainda não tenha se convertido aos trabalhos de Ryan Murphy e esteja procurando por algo com o Selo de Aprovação da Caveira, recomendamos começar por essas obras:

1. American Horror Story (todas as temporadas)

Série definitiva dos fãs de terror. American Horror Story estreou em 2011 e ainda não se cansou de nos aterrorizar com suas histórias. O show funciona como uma antologia, reunindo atmosferas sinistras que compõem o imaginário ocidental em termos de terror. Cada temporada conta com uma história isolada (salvas as conexões entre algumas delas), com personagens e cenários únicos. Já passamos por casas mal-assombradas, instituições psiquiátricas macabras, covens de bruxas e até por um hotel diabólico. Terror para todos os gostos!

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American Horror Story
FX/Divulgação

2. American Crime Story: O Povo Contra O.J. Simpson

Ideal para fãs de true crime, a primeira temporada da série foi baseada no livro American Crime Story: O.J. Simpson, narrando principalmente o julgamento do caso do jogador de futebol americano, um dos episódios mais infames da história dos Estados Unidos. A dramatização do livro chegou a receber um Globo de Ouro na categoria de Melhor Minissérie ou Telefilme.

American Crime Story OJ Simpson
FX/Divulgação

3. Dahmer: Um Canibal Americano

Sucesso absoluto nas semanas que seguiram sua estreia, Dahmer: Um Canibal Americano narra passagens da vida do serial killer conhecido como Canibal de Milwaukee. O caso ocorrido no início dos anos 1990 chamou a atenção não apenas pela frieza do assassino ou pela atrocidade de seus crimes, mas pela demora da polícia em investigá-lo, mesmo com denúncias da vizinhança. Outra abordagem à história do serial killer está em Meu Amigo Dahmer, escrita por Derf Backderf, que estudou com o infame assassino.

Dahmer
Netflix/Divulgação

4. Feud: Bette e Joan

Uma das rivalidades mais emblemáticas de Hollywood ocorreu entre as atrizes Bette Davis e Joan Crawford. Porém, quando as duas estavam “velhas demais” para papéis de acordo com o seu talento, uma forma de dar aquele “up” nas carreiras foi unir forças nas filmagens de O que Terá Acontecido a Baby Jane?, adaptação do livro de Henry Farrell. As disputas ganharam ainda mais tempero na produção de Murphy, que chamou o power duo de atrizes Jessica Lange e Susan Sarandon para viverem Joan e Bette, respectivamente.

Feud: Bette e Joan
FX/Divulgação

5. O Telefone do Sr. Harrigan

Stephen King e Ryan Murphy juntos, eu ouvi um amém? Murphy trabalhou como produtor nessa adaptação de uma história de King que foi para a Netflix. Na trama, um adolescente fica amigo de um idoso bilionário, que vem a falecer. O garoto fica com o telefone do amigo e começa a receber mensagens estranhas. Seria o próprio falecido se comunicando com ele do além?

o telefone do sr. Harrigan
Netflix/Divulgação

6. Ratched

Murphy é um dos criadores da minissérie que especula as origens da enfermeira Mildred Ratched, uma das vilãs mais detestadas do cinema desde a sua aparição em Um Estranho no Ninho. Na versão do showrunner, ela trabalhava em um hospital psiquiátrico que conduzia experimentos perturbadores com seus pacientes. Ela começa a se infiltrar no sistema de saúde mental ao se passar por uma enfermeira exemplar, provando que monstros não nascem assim, eles são criados.

Ratched
Divulgação/Netflix

7. Bem-Vindos à Vizinhança

E ele ataca novamente! Em Bem-Vindos à Vizinhança, Ryan Murphy conta a história de uma família que se mudou para um novo e luxuoso lar. Porém, a alegria e a falsa sensação de segurança logo se esvaem quando eles começam a receber cartas estranhas de alguém que se intitula o “vigia” da casa. Será que essas provocações vêm de um assassino? Um vizinho enxerido? Ou será que a própria casa esconde uma força maligna?

Bem vindos a vizinhança
Netflix/Divulgação

Você é fã dos trabalhos de Ryan Murphy? Conta pra Caveira nos comentários qual é o seu preferido!

Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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