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EntrevistaLOOP DRKx

Regiane Winarski: “A Caitlin Doughty virou uma autora muito querida pra mim”

DarkBlog entrevista tradutora de Confissões do Crematório, livro que voltou pela campanha LOOP DRKx.

Dizem que na vida há uma solução para tudo, menos para a morte. Este tema tão evitado por muitas pessoas não tem mistério para Caitlin Doughty, a agente funerária e autora de Confissões do Crematório, livro traduzido para o português por Regiane Winarski.

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A obra teve sua primeira edição esgotada. Para atender aos inúmeros pedidos de darksiders que querem conhecer a primeira publicação de Doughty pela Caveira, o livro entrou para o LOOP DRKx, uma campanha da DarkSide® que ressuscita as leituras mais pedidas pelo público.

Em Confissões do Crematório, Caitlin conta os nefastos bastidores da indústria funerária dos Estados Unidos. Com tom informativo e descontraído, a autora desvenda para os leitores os segredos que eles não se atreveriam a perguntar. 

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Trazer a obra para o português foi um desafio e tanto para Regiane Winarski. Em entrevista ao DarkBlog ela compartilha um pouco de sua carreira, do trabalho como tradutora e cita outras obras da Caveira que passaram por ela.

DarkSide: Há quanto tempo trabalha como tradutora? 

Regiane Winarski: Comecei em 2008, com legendas e romances de banca. Já são 13 anos nessa estrada!

D: Como descobriu que essa era uma área que gostaria de atuar? 

RW: Eu sempre fui uma leitora voraz e, em um determinado momento, por causa da mania de ler até a ficha catalográfica dos livros, comecei a prestar atenção nos tradutores. O trabalho me fascinou, tanto que minha monografia de fim de curso da faculdade foi sobre tradução. Mesmo assim, por não ter muita ideia de como começar e porque a vida me botou em outro caminho, eu só fui me aventurar pela tradução dez anos depois de formada na faculdade.

D: Qual sua formação e profissão (caso tenha outras além de tradutora)? 

RW: Sou formada em Produção Editorial pela ECO-UFRJ, mas nunca exerci a profissão. Sou também professora de inglês formada pela UERJ e dei aulas por dez anos antes de traduzir.

D: Trabalhar com tradução é mais do que apenas traduzir para outra língua um texto. Quais as aptidões básicas que um tradutor precisa possuir, além claro, da fluência na língua? 

RW: A primeira de todas é escrever bem em português e ter um ótimo conhecimento do nosso idioma, principalmente gramática. Além disso, é preciso saber e ter paciência de pesquisar coisas variadas, sempre desconfiar do que acha que sabe da língua de partida, ter disciplina para organizar o dia de trabalho (caso seja autônomo, como a maioria), ser leitor de materiais variados, ter boa cultura geral.

D: Quantos livros já foi responsável por traduzir? Quais foram os livros da Caveira que já traduziu ou irá traduzir em breve? 

RW: Eu já perdi a conta de quantos livros eu traduzi no total, mas, por uma conta que fiz uns tempos atrás, já passam de 150. Da Caveira, traduzi os três da Caitlin Doughty (Confissões do Crematório, Para toda a Eternidade e Verdades do Além-túmulo), Ghost Story, do Peter Straub, Pequenas Realidades, da Tabitha King, Seres Mágicos e Histórias Sombrias, que é um livro de contos com organização do Neil Gaiman e do Al Sarrantonio, e O Mundo Invisível entre Nós, da Caitlin R. Kiernan. Tem vários outros livros interessantes que eu já traduzi pra Caveira que devem estar chegando daqui a pouco!

D: Qual livro da DarkSide trouxe o maior desafio na tradução? E qual gostou mais de trabalhar no projeto? Por quê? 

RW: O mais desafiador foi o Confissões do Crematório, pelo tipo de pesquisa que eu tive que fazer, sobre crematórios e morte em geral. E também porque foi o meu primeiro pra DarkSide e eu queria impressionar (risos). Eu não consigo escolher nenhum que tenha sido favorito, mas a Caitlin Doughty virou uma autora muito querida pra mim e eu adoro trabalhar nos livros dela porque o assunto é muito interessante e ela tem uma abordagem leve e divertida para um assunto que incomoda muita gente.

D: Com funções e aplicativos novos, como por exemplo o Google Tradutor, muitos acreditam que a tradução de um livro é algo simples de se realizar. Qual é a verdade sobre as dificuldades de ser um tradutor? 

RW: Traduzir um livro está longe de ser simples assim. O tradutor precisa interpretar o texto e entender o objetivo do autor pra fazer um bom trabalho de trazer pro nosso idioma. Precisa lidar com figuras de linguagem, com questões culturais e vários outros detalhes que a tradução automática ainda não consegue resolver.

D: Quais foram os maiores desafios da sua carreira como tradutora? 

RW: Além dos desafios específicos de texto, como o que mencionei do livro Confissões do Crematório, é um grande desafio ser autônoma no nosso país, sem ter a garantia de que vai haver mais trabalho no futuro. Foi um desafio também nos primeiros meses de pandemia, porque as editoras, assim como todo mundo, ficaram em ritmo bem mais lento pra poderem entender e se adaptar à realidade mundial.

D: Que dicas você dá para quem gostaria de atuar nessa função um dia? 

RW: Que leia muitos livros e outros tipos de meios, que acompanhe tradutores e editoras nas redes e faça cursos, pra conhecer pessoas e trocar ideias. A tradução é um trabalho solitário, mas que se desenvolve com a prática, e nada melhor do que ter outras pessoas pra trocar ideia pra poder praticar antes de estar no mercado.

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Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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