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Rhoda Broughton: Uma vitoriana macabra que desafiou sua época

Escritora chegou a intimidar autores como Oscar Wilde e Lewis Carroll.

Sabemos que na Era Vitoriana mulheres escritoras ainda eram vistas com certa desconfiança. Muitas delas até recorreram a pseudônimos masculinos para poder publicar suas obras. Mas elas incomodavam ainda mais quando seus colegas notavam seu talento. Este foi o caso de Rhoda Broughton, cuja popularidade despertou ciúmes em autores como Oscar Wilde e Lewis Carroll. Ela é uma das escritoras publicadas na antologia Vitorianas Macabras.

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Nascida em 29 de novembro de 1840, esta mulher de origem galesa era filha de um reverendo. Seu gosto por literatura, em especial por poesia, foi despertado quando ainda era jovem. Ela foi fortemente influenciada pela obra de William Shakespeare e costumava fazer alusões e citar o trabalho do autor.

Acredita-se que ela decidiu testar suas habilidades como escritora após ler A História de Elizabeth, de Anne Isabella Thackeray Ritchie – vale lembrar que mulheres autoras ainda eram uma espécie de tabu na época, então as poucas que se arriscavam exerciam forte influência em quem aspirava se dedicar à literatura. 

Rhoda concluiu seu primeiro romance em apenas seis semanas e levou alguns trechos para mostrar ao seu tio, Sheridan le Fanu, um escritor bem-sucedido. Ele se impressionou com o talento da sobrinha e a ajudou a publicar seus primeiros trabalhos, que saíram na Dublin University Magazine.

A carreira literária de Rhoda Broughton

Foi seu tio quem apresentou seus primeiros romances ao editor Richard Bentley, que recusou o primeiro por considerá-lo impróprio e imoral. O segundo, no entanto, ele concordou em publicar. Cometh Up as a Flower foi lançado em 1867 e contava com uma heroína forte e transgressora para os padrões de decoro da Era Vitoriana.

Rhoda Broughton se manteve forte nesta vertente e suas obras se tornaram populares justamente por suas protagonistas marcantes e pela forma com que a autora abordava a sexualidade feminina. Por causa disso, ela foi censurada por outras autoras da época, como Margaret Oliphant e Geraldine Jewsbury, que conseguiram que seus livros fossem retirados de livrarias.

Por outro lado, foi justamente o estilo transgressor da autora que serviu de inspiração para tantas outras. Mary Cecil Hay, por exemplo, desenvolveu diálogos bem semelhantes a Broughton. 

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A parceria entre a escritora e Bentley durou diversos anos e títulos, até ele vender sua editora para a Macmillan no final da década de 1890. Durante este período, ela publicou 14 livros em 30 anos. Mesmo na Macmillan, Rhoda lançou outros seis livros, mas sua popularidade caiu com o passar dos anos.

Após 1910 ela foi para outra editora, a Stanley, Paul & Co., que publicou três romances da autora. Rhoda nunca se casou e escreveu até morrer, em 1920, aos 79 anos.

O conto A verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade

O livro Vitorianas Macabras, publicado pela DarkSide® através do selo Macabra, possui um conto de Rhoda Brouhgton: A verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade. Apesar do título remeter a um tribunal, a história envolve trocas de correspondências entre amigas.

Na trama, Bessy é uma londrina que consegue um imóvel para sua amiga Cecilia alugar. Apesar de ser uma espaçosa residência, o valor do aluguel é estranhamente baixo, o que se torna ainda mais atraente para Cecilia. Por meio de cartas, ela relata a transição do encantamento com a casa para o temor de que há algo fantasmagórico habitando o lugar.

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Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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