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Social Killers: Cuidado com quem você conhece on-line

Conheça 7 assassinos apresentados no livro do selo Crime Scene®.

A Internet pode ser um lugar maravilhoso para manter contato com amigos, fazer negócios e se comunicar, de forma geral. No entanto, há quem aproveite as facilidades do mundo on-line para fazer vítimas. E nem estamos falando apenas de golpes virtuais, mas de verdadeiros psicopatas homicidas que, entre fóruns, redes sociais e pseudônimos, encontram no ambiente virtual uma oportunidade para matar no mundo real.

O livro Social Killers: Amigos virtuais, assassinos reais, de R. J. Parker e J. J. Slate, não é apenas uma coletânea de assassinatos que começaram na Internet, mas um alerta a todos dos cuidados que precisam ser tomados diante de quem conhecemos e nos relacionamos on-line. Confira a seguir alguns dos assassinos apresentados no livro:

1. Michael John Anderson

Até os dias de hoje alguns nomes receberam o infame apelido de “assassino do Craigslist” pela mídia, mas Michael John Anderson foi o primeiro a ser chamado desta forma. Em 2007, com 19 anos, Michael publicou no Craigslist, um site de classificados, um anúncio sob o nome de “Amy” solicitando serviços de babá. A estudante de teatro Katherine Ann Olson, respondeu ao anúncio que selaria seu destino.

Após trocas de e-mail com a suposta Amy, Katherine se dirigiu à casa dos pais de Michael para uma entrevista. Só que aquilo ali era uma armadilha plantada por ele para atrair alguma moça e sentir como era matar alguém. Michael atirou em Katherine pelas costas e a colocou no porta-malas do carro dela. Ele dirigiu a uma área de preservação ambiental e deixou o carro com o corpo por lá.

O carro foi encontrado no dia seguinte e Michael foi indiciado pelo homicídio. Os advogados de defesa ainda tentaram alegar que o acusado tinha Síndrome de Asperger e que o distúrbio poderia explicar o crime. O júri não se convenceu do argumento e sentenciou o assassino à prisão perpétua.

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2. David Heiss

A má fama que alguns jogos de videogame levam por incitar a violência vem de casos como o do alemão David Heiss. Com 21 anos de idade, ele esfaqueou Matthew Pyke, um de seus amigos de jogos on-line. O motivo seria uma obsessão que Heiss teria desenvolvido pela namorada de Pyke, Joanna Witton.

Um perfil psicológico traçado para o assassino chegou à conclusão de que David Heiss não conseguia distinguir muito bem a realidade e a simulação dos jogos de videogame. Ele, Matthew e Joanna fizeram amizade em função do hobby e chegavam a passar oito horas por dia jogando on-line.

No entanto, as barreiras do mundo virtual foram transpostas para o mundo real quando David se interessou por Joanna e começou a bombardeá-la com mensagens e e-mails declarando seu amor por ela. Em um insano ataque de ciúmes, esfaqueou repetidamente o namorado dela.

3. Lisa M. Montgomery

O que começou como uma inocente negociação de compra de um cachorro acabou em tragédia para uma futura mãe. Em 2004, Lisa Marie Montgomery conheceu Bobbie Jo Stinnett em um fórum on-line sobre cachorros da raça terrier rateiro. Sob o pseudônimo de Darlene Fischer, Lisa disse a Bobbie Jo (que estava grávida) que ela também esperava um bebê.

As duas trocaram e-mails sobre a gestação e combinaram um dia em que Lisa iria à casa de Bobbie Jo para comprar um cachorro. Foi ali que ela estrangulou a gestante Stinnet, cortou sua barriga e retirou seu bebê dali, sequestrando-o e levando-o embora como se fosse seu filho.

Ela foi presa no dia seguinte e o bebê devolvido ao pai. No julgamento de Lisa, seus advogados alegaram que ela sofria de um quadro grave de gravidez psicológica, com direito a alucinações. No entanto, o psiquiatra forense Park Dietz diagnosticou que ela não tinha tal condição. A assassina foi condenada à pena de morte.

4. Philip Markoff

Ninguém imaginava que um aluno exemplar, estudante de medicina, acabaria se tornando mais um assassino do Craigslist. Philip Markoff tinha um bom histórico escolar, cursava o segundo ano da faculdade de medicina e estava noivo, com casamento marcado. Mas tudo isso foi para os ares após uma sequência de crimes cometidos por ele.

Em abril de 2009 ele respondeu ao anúncio de Julissa Brisman, que oferecia serviços de massagem. Ela foi encontrada morta em um hotel. A investigação do assassinato levou a Philip e à descoberta de dois assaltos praticados por ele de forma bem semelhante: em hotéis e com mulheres que faziam algum tipo de trabalho sexual. 

Philip Markoff sempre negou ser o culpado dos crimes e, enquanto aguardava julgamento na cadeia, teve várias tentativas de suicídio. Em 15 de agosto de 2010, um ano e um dia após a data para a qual seu casamento havia sido marcada, ele foi encontrado morto na sua cela.

5. Mark Twitchell

Sites de relacionamento também podem ser um lugar perigoso. Foi desta forma que o aspirante a cineasta Mark Twitchell atraiu John Brian Altinger para sua armadilha fingindo ser uma mulher. No dia do encontro, Twitchell atacou Altinger e o matou. As suspeitas do crime começaram quando os colegas da vítima, que sabiam do encontro, receberam um suposto e-mail de Altinger informando que iria passar férias na Costa Rica com a nova namorada.

Apesar de ter sido interrogado duas vezes pela polícia, a prova derradeira da culpa de Twitchell foi um documento encontrado no seu computador sob o nome “SKConfessions”, que significariam serial killer confessions (confissões do assassino em série). O documento se assemelhava bastante a um roteiro de filme que o aspirante a cineasta havia praticado no mundo real.

Twitchell supostamente teria inspirado seus crimes no personagem Dexter Morgan, da série de TV adaptada dos livros de Jeff Lindsay. Só há uma diferença bem importante aqui: as únicas vítimas de Dexter eram outros assassinos em série, não pessoas inocentes em busca de um relacionamento.

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6. Miranda Barbour

Apesar de alegar ter assassinado 23 pessoas, bastou uma vítima para que Miranda Barbour fosse presa: Troy LaFerrara. Assim como outros assassinos, ela utilizou o Craigslist para encontrar sua vítima. Na plataforma, Miranda anunciou oferecer serviços sexuais em troca de dinheiro.

Ela agiu com a ajuda de seu marido, Elytte Barbour, que negava o fato de Miranda ser uma profissional do sexo. Para ele, ela era paga por homens em troca de agradáveis conversas. Miranda confirmou que o acordo com LaFerrara era por sexo e que cobraria US$ 100 por isso.

Eles se encontraram no estacionamento de um shopping e se afastaram do local. Em determinado momento, ela deu um sinal para o marido, que amarrou uma corda no pescoço de LaFerrara enquanto Miranda o esfaqueava. Segundo Elytte, o motivo seria simplesmente a vontade que os dois tinham de matar alguém juntos.

7. William Francis Melchert-Dinkel

Um respeitado enfermeiro e pai de família tinha uma vida bem diferente on-line: ele participava de fóruns on-line incentivando pessoas a cometerem suicídio. Passando-se por uma mulher depressiva de 20 e poucos anos, William Francis Melchert-Dinkel conversou com dezenas de pessoas ao longo de anos, encorajando-as a acabar com a própria vida.

Ele foi pego quando uma adolescente comentou com uma professora aposentada que tinha entrado em um pacto suicida com uma enfermeira que tinha conhecido on-line. A professora convenceu a jovem a quebrar o pacto e encabeçou uma campanha on-line de atenção a um usuário chamado ‘Li Do’, um dos nicknames de Melchert-Dinkel.

Quando a investigação chegou ao enfermeiro, ele foi julgado por dois casos de suicídio assistido: o de uma jovem universitária que havia se jogado de uma ponte e de um homem de 32 anos que se enforcou. Segundo o criminoso, ele também participou de outros três casos de suicídio. 

2 Comentários

  • Ana Lúcia

    3 de agosto de 2020 às 21:14

    Que reportagem interessante. O livro deve ser ótimo, personagens “carismáticos “.

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