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DarksideEntrevista

Tainá Müller: “Entendi que eu teria que criar a minha Verônica”

Atriz que interpreta a protagonista de Bom Dia, Verônica comenta sua relação com a personagem e o preparo para a série da Netflix.

A primeira obra de ficção policial nacional a ser adaptada para uma série da Netflix tem a marca da Caveira. Bom dia, Verônica, de Ilana Casoy e Raphael Montes, chega ao catálogo no dia 1º de outubro com a atriz Tainá Müller no papel da protagonista. Jornalista por formação, Tainá compartilha com a personagem o senso investigativo e a curiosidade para buscar a verdade.

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Com um currículo versátil, a atriz gaúcha já trabalhou como modelo, VJ da MTV e apresentadora de TV. Nas artes cênicas, Tainá Müller já atuou em peças de teatro, telenovelas, como Insensato Coração e Flor do Caribe, e no cinema integrou o elenco de produções como As Mães de Chico Xavier, Tropa de Elite 2 e Bingo: O Rei das Manhãs

Em entrevista exclusiva ao DarkBlog, a atriz comentou sobre sua preparação para viver Verônica e como foi trabalhar na produção da série Bom Dia, Verônica.

Crédito: Gustavo Zylbersztajn

DarkSide: Você vai interpretar uma das protagonistas mais controversas e reais da literatura, que deixou muitos leitores surtados com suas ações e investigações. Como foi o processo para entender e interpretar a Verônica?

Tainá Müller: Eu pirei com a Verônica já na leitura do livro, assim como a maioria dos leitores. É uma personagem multifacetada, surpreendente e bastante dona de si e eu fiquei fascinada. O desafio de dar vida a uma personagem literária é entendê-la com profundidade e ao mesmo tempo acrescentar algo de pessoal. Então, quando iniciei o processo de preparação com o Sérgio Penna, entendi que eu teria que criar a minha Verônica, me entregar por inteira para alcançar a verdade dela. Escrevi muito durante esse processo, acordava e ia dormir tentando pensar como Verônica, sentir como ela, criar esse laço sensorial com sua dor e suas angústias. Fiz preparação de luta e defesa pessoal com Chico Salgado, laboratório com vários policiais da delegacia de homicídios do Rio, associado a esse processo de atriz também muito interno, como o Penna sempre propõe. Aos poucos foi surgindo a Verônica da tela, que é o resultado do trabalho de muita gente nessa adaptação. 

D: Com relação à profissão da protagonista, como escrivã da polícia, você vivenciou alguma espécie de laboratório em alguma delegacia para interpretar a personagem?

TM: Sim, frequentei a DH do Rio por algumas semanas, acompanhando o trabalho de uma escrivã, passando também pela perícia e investigação. Foi uma experiência incrível para a composição da personagem, na mesma medida que foi brutal, pois me deparei com a realidade brasileira violenta que vemos todos os dias no jornal, mas de uma forma muita mais crua. Vivenciei o processo de análise de cenas de crime, aprendi técnicas de interrogatório e também tive aulas de tiro no Core do Rio de Janeiro. 

D: Quais características da Verônica você mais admira ou que combinam com você? O que a Tainá acrescentou na personalidade da Verônica?

TM: Me identifico com a sede investigativa de Verônica, com a curiosidade, pois sou jornalista e essas características moram também em mim. Não sei dizer especificamente o que acrescentei à Verônica, pois nos misturamos de tal forma no processo que a uma certa altura já não sabia dizer o que era meu e o que era dela.

D: Os escritores de Bom Dia, Verônica, Ilana Casoy e Raphael Montes, trabalharam também no roteiro da série. Como foi a experiência de ter essa proximidade com os autores da obra? Em algum momento eles te auxiliaram na criação da personagem?

TM: Eles são incríveis, muito talentosos e me ajudaram sim com conversas, trocas constantes, com o olhar sobre as cenas no set. Eu tenho um profundo respeito a quem se propõe a ser escritor, eles estão no topo da cadeia criativa do meu ofício, então tê-los por perto foi muito bom.

Crédito: Gustavo Zylbersztajn

D: Bom Dia, Verônica é um livro com protagonistas femininas que mostra a realidade de muitas vítimas de relacionamentos abusivos. Como foi a sua relação com a Camila Morgado, que interpretará a personagem Janete na trama? Vocês já tinham trabalhado juntas antes?

TM: Eu já era fã da Camila como atriz, mas ela conseguiu me maravilhar ainda mais com a interpretação dela como Janete. Ela me despertou emoções profundas em cena e foi uma baita sorte ter uma parceira como ela. 

D: Quanto tempo demoraram as gravações da série? A pandemia chegou a afetar esse processo ou já haviam finalizado a produção?

TM: Acho que ao todo foi pouco mais de quatro meses. Estávamos no processo de sonorização quando fechou tudo, então algumas coisas de áudio eu tive que gravar em casa. 

D: Você tem algum recado para mandar para os fãs da obra e que estão ansiosos para te ver interpretando a Verônica?

TM: Assistam à série com o coração aberto. Quando decidirem dar o “play” estejam preparados para embarcar em algo novo, mesmo já conhecendo a história. Digo isso porque eu, quando sou muito fã de um livro e depois vejo uma adaptação pro audiovisual, tenho a tendência de ficar comparando o tempo todo e isso me tira da história. É divertido, mas acho que tentar mergulhar na experiência da série e se deixar surpreender pode mais ser interessante. Depois de assistir inteira, aí sim, analisem à vontade e podem me mandar comentários, comparações, críticas e elogios (risos). Vou amar saber a opinião de vocês!

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Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

1 Comentário

  • Maria Inês cunha

    25 de setembro de 2020 às 16:47

    Tai a me surpreende sempre n só pr seu talento BLZ física mas pela suavidade de suas palavras ao se referir aos fãs p pedir q assistam seu trabalho pela garra modo de se jogar em um personagem é quase palpável suas interpretações.Eu estava na torcida pr um papel desses de policial p TAI ae q fizese jus ao q ela defende em relação às mulheres q sofrem pelo machismo exacerbado em nosso País .VEM VORONICA SER APLAUDIDA

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