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Tobe Hooper, o pai do slasher + 6 obras para conhecer o cineasta

Ele é pioneiro do terror ultrarrealista

Tobe Hooper foi um dos grandes cineastas do horror, se envolvendo em mais de 20 filmes e 10 séries. Ao longo de 44 anos de carreira, ele dirigiu, roteirizou, atuou e compôs trilhas sonoras, sendo celebrado para sempre como um dos cineastas mais importantes do gênero.

Influenciado por seu pai, Hooper demonstrou interesse por filmes desde cedo, o que o levou a se formar e lecionar sobre Cinema na Faculdade de Austin, no Texas. Antes de fazer sua estreia como diretor, ele também trabalhou como cameraman e fotógrafo de documentários. Em 1965, enquanto ainda lecionava, seu curta The Heisters foi convidado para disputar um Oscar, mas não foi possível finalizá-lo a tempo.

Créditos: Rolling Stone

Seu primeiro longa-metragem, Eggshells, foi lançado em 1969 e contou com um modesto orçamento: foram gastos R$40.000,00 para produzi-lo. O longa participou de festivais universitários mas não chegou aos cinemas. Em entrevista de 2015, ele comentou sobre a obra: “Não recebeu atenção suficiente para eu conseguir outro emprego [como diretor], então tive que fazer algo que fosse notado. As coisas que chamavam a atenção e que podiam ser feitas com baixo orçamento eram filmes de terror. Não havia regras, desde que funcionasse.”

Seu segundo filme foi O Massacre da Serra Elétrica, que o posicionou muito bem nas produções de terror a nível global. Mesclando uma história real com pesadelos de uma mente fértil, o filme até hoje é apontado como um divisor de águas dentro do gênero, sendo um dos slashers mais bem sucedidos da história. A partir daí a carreira de Hooper dá uma guinada com grandes projetos, como Salem’s Lot (no Brasil: A Mansão Marsten) e Poltergeist, mas passa a se tornar inconstante com momentos de altos e baixos.

LEIA TAMBÉM: 10 FILMES DE TERROR AMALDIÇOADOS NA VIDA REAL

Alguns dos seus filmes não fizeram o devido sucesso na época, mas o diretor nunca perdeu o amor por produzi-los. Em entrevista de 2014, ele fala sobre esse amor:

“Eu queria ser ator ou diretor desde criança. Quer dizer, minha mãe entrou em trabalho de parto em um cinema. Havia, tipo, quatro salas de cinema ao nosso redor quando eu estava crescendo em Austin. Os filmes se tornaram minha babá. Acho que vi mais filmes do que vi a realidade. Então eu notei algo quando eu estava no final da adolescência que realmente mudou meu pensamento sobre o que eu queria fazer com o cinema. Quando eu estava assistindo a um filme quando jovem, havia um ou dois segundos em que eu saía de mim. Percebi como por um momento, na imagem e na música e no trem de informações, eu estava viajando pelo filme, deixando a mim mesmo. E eu sabia que era algo que eu queria fazer. Eu queria ver por quanto tempo eu conseguiria fazer esse sentimento durar – se eu pudesse levar alguém para fora de si mesmo, fora de seu corpo por um minuto, cinco minutos, talvez até 80 minutos, 90 minutos.”

Relembre grandes clássicos dirigidos por Tobe Hooper e saia do seu corpo por “até 80, 90 minutos”:

O Massacre da Serra Elétrica (1974)

O primeiro grande sucesso do diretor é também um de seus filmes mais perturbadores. O Massacre da Serra Elétrica foi roteirizado e produzido em parceria com Kim Henkel, que depois desenvolveu outros projetos com o diretor.

Em 1973, a polícia texana deu como encerrado o caso de um terrível massacre de 33 pessoas provocado por um homem que usava uma macabra máscara feita de pele humana. Nos anos que se seguiram os policiais foram acusados de fazer uma péssima investigação e de terem matado o cara errado. Só que dessa vez, o único sobrevivente do massacre vai contar em detalhes o que realmente aconteceu na deserta estrada do Texas, quando ele e mais 4 amigos estavam indo visitar o seu avô.

A história criada por Hooper foi influenciada por pelo menos 3 fatos distintos: o serial killer Ed Gein — que foi condenado por assassinar duas pessoas e suspeito no desaparecimento de outras cinco; as compras de fim de ano — em que Hooper se viu “preso” em uma loja por conta da grande aglomeração de pessoas; os quadrinhos da EC Comics — a atmosfera deles ficou grudada no cineasta desde que era muito novo e ajudou a moldar o clima perfeito para o filme que conhecemos tão bem hoje. 

LEIA TAMBÉM: CUIDADO AO VIAJAR PARA O TEXAS: CURIOSIDADES SOBRE O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA

A Mansão Marsten (Salem’s Lot – 1979)

Dividida em dois episódios, a minissérie Salem’s Lot foi baseada no romance de mesmo nome escrito por Stephen King. Na trama um escritor volta para a sua cidade natal e busca escrever sobre uma casa tida como mal assombrada (a Mansão Marsten) mas descobre que ela foi comprada por um sinistro morador recém-chegado à cidade.

Após a chegada de uma grande caixa à casa, os moradores da cidade começam a desaparecer e fica claro que um vampiro se mudou para a localidade.

A minissérie teve o maior orçamento da carreira de Hooper até aquele momento: 4 milhões de dólares.

LEIA TAMBÉM: GUIA DEFINITIVO DE ADAPTAÇÕES MACABRAS DE STEPHEN KING

Pague para Entrar, Reze para Sair (1981)

Funhouse (no Brasil: Pague para Entrar, Reze para Sair) é um dos primeiros, se não o primeiro, filme de terror a explorar a temática dos parques de diversões. Lançado pela Universal Pictures, o filme surfou na onda de terror adolescente criada por Sexta-Feira 13.

A história gira em torno de quatro adolescentes que decidem visitar a nova atração itinerante que chegou na cidade. Perto do fim da noite, os amigos entram escondidos na casa mal assombrada do parque e testemunham um assassinato acidentalmente. Eles passam a ser perseguidos pelo criminoso, um homem deformado que usa uma máscara de Frankenstein, ao mesmo tempo em que descobrem estarem trancados dentro da casa.

Poltergeist (1982)

Escrito e produzido por Steven Spielberg, Poltergeist é um sucesso absoluto até hoje apesar de ser tido como amaldiçoado por conta das várias mortes ocorridas com pessoas ligadas à produção.

Acontecimentos estranhos e assustadores cercam uma família da Califórnia, quando fantasmas começam a se comunicar com eles através de um aparelho de TV. Os espíritos parecem amigáveis no começo, mas tornam-se ameaçadores inesperadamente quando a filha do casal desaparece.

LEIA TAMBÉM: CURIOSIDADES MACABRAS DE POLTERGEIST

Mangler, o Grito de Terror (1995)

O longa é uma adaptação  do conto “A Máquina de Passar Roupa” de Stephen King e é mais uma colaboração entre Hooper e o autor. Robert Englund dá vida ao antagonista central, William ‘Bill’ Gartley.

Em Riker Valley, uma pequena cidade industrial da Nova Inglaterra, uma máquina de passar roupa, possuída por forças malignas, começa a fazer vítimas dentro de uma lavanderia, adquirindo um singular gosto por carne humana, mutilando e matando os funcionários.

Mortuária (2006)

Mortuary (no Brasil: Mortuária) foi o último filme produzido nos Estados Unidos pelo diretor e explora a temática dos zumbis. O filme explora uma ambientação que o diretor conhece bem, a morte. Em entrevista de 2014 ele fala sobre esse tipo de cenário: “Uma das coisas que sempre funcionam, uma das coisas mais assustadoras que um filme de terror pode ter, é o ambiente da morte.”

A Família Doyle se muda para uma área rural da Califórnia em busca de um novo começo e um novo negócio: a funerária dos Irmãos Fowler, mas logo descobrem que algo muito sinistro se esconde no local quando uma estranha substância que sobe do solo toma conta da casa e acaba transformando os vivos em zumbis e fazendo os mortos voltarem a andar.

LEIA TAMBÉM: 13 PERSONAGENS ATERRORIZANTES DO CINEMA DE HORROR

Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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