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Todos sofrem de nomofobia: Millenials, Geração Z e cringe

Quantas vezes você já checou o celular?

Uma batalha de gerações tomou conta das redes sociais nas últimas semanas: a Geração Z listou algumas atitudes dos Millennials que ela considera “cringe” – algo constrangedor. Mas há algo que está unindo estas duas gerações e possivelmente até as anteriores: a nomofobia.

LEIA TAMBÉM: LIVROS DE SANGUE VOL. 2: FOBIAS BIZARRAS QUE ATORMENTAM A MENTE HUMANA

Possivelmente pela primeira vez, a galera que nasceu na década de 1980 e primeira metade dos anos 1990 se sentiu velha. Os nascidos entre 1995 e 2010 condenaram diversas preferências da geração anterior – muitas delas consideradas inocentes. Idolatrar café, falar em boletos, ser fã de Harry Potter, repartir o cabelo pro lado e usar calça skinny aparentemente saiu de moda, de acordo com o que definem os jovens.

Toda essa polêmica dominou a conversa em redes como Twitter, Instagram e Tik Tok. É graças a estes aplicativos que boa parte da vida social das pessoas se passa na telinha do smartphone (possivelmente onde você está lendo este texto agora mesmo). Mas a dependência exacerbada deste aparelho é justamente o que une Millennials, GenZers e até mesmo o pessoal da Geração X e Baby Boomers: a nomofobia.

Mas afinal, o que é nomofobia?

Você já saiu de casa e esqueceu o celular? Ou deixou a bateria acabar, sem possibilidade de recarregá-lo imediatamente? Se você sentiu algum tipo de ansiedade, desorientação ou se a ideia de estar sem o smartphone e acesso à internet é inconcebível para você, sinto informá-lo que você é um forte candidato a sofrer de nomofobia.

Muitos de nós dependem do aparelho para trabalhar, ter acesso à informação e se comunicar, então é normal sentir algum tipo de desconforto quando somos privados disso. Mas a nomofobia vai além: ela afeta profundamente a sua vida, causando prejuízos à sua concentração e bem-estar geral.

O termo vem do inglês no mobile, ou seja, fala literalmente do medo de estar sem o aparelho celular. E apesar de ser um fenômeno recente, está se espalhando rapidamente: uma pesquisa realizada em 2019 na Grã-Bretanha descobriu que 53% dos britânicos se sentem ansiosos quando estão sem o smartphone, sem bateria ou sem sinal. Apesar de ainda não existirem pesquisas publicadas a respeito, acredita-se que o índice seja maior entre adolescentes.

Como saber se estou com nomofobia?

O transtorno ainda não está formalmente catalogado e os especialistas definiram critérios formais para o diagnóstico. Por ser considerada uma fobia, está sob o espectro dos transtornos de ansiedade – embora alguns estudiosos também interpretem a nomofobia como um tipo de dependência, de vício.

Como em outras manifestações de ansiedade, ela provoca uma forte sensação de medo, que pode manifestar sintomas emocionais e físicos, como:

Emocionais:

– Preocupação, medo ou pânico quando você pensa em não ter o seu celular ou não poder usá-lo;

– Ansiedade e agitação se você for obrigado a não usar o aparelho por algum tempo;

– Pânico ou ansiedade se você não consegue encontrar o seu celular, nem que seja por pouco tempo;

– Irritação, estresse ou ansiedade quando você não pode conferir o seu smartphone.

Físicos:

– Aperto no peito;

– Dificuldade em respirar normalmente;

– Tremores;

– Sudorese;

– Sensação de desmaio, tontura ou desorientação;

– Aceleração dos batimentos cardíacos.

Estes sintomas podem indicar que a pessoa possui uma forte dependência do aparelho. Quem tem nomofobia também costuma:

– Levar o celular para a cama, banheiro e banho;

– Verificar constantemente, para garantir que não tenha perdido alguma notificação;

– Passar diversas horas do dia grudado no smartphone;

– Se sentir perdido sem o celular;

– Ter certeza de que pode vê-lo quando o aparelho não estiver na mão ou no bolso.

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Vale lembrar que sentir algum desconforto sem o celular é natural, afinal, acabamos dependendo dele para muitas atividades no nosso dia. Porém, se você percebe que esta ausência está lhe causando sofrimento acima do normal, principalmente se isso se manifesta há mais de seis meses, é recomendado buscar a ajuda de um profissional, como um psicólogo para lidar com o problema.

Considere buscar ajuda especializada se:

– O medo de estar sem acesso ao celular é frequente e persiste ao longo do dia;

– Isso está afetando o seu trabalho ou relacionamento com outras pessoas;

– A dependência do celular prejudica o seu sono;

– O uso exacerbado do smartphone causa problemas nas suas atividades cotidianas;

– O celular tem um impacto negativo na sua saúde ou qualidade de vida.

Dicas simples para enfrentar a nomofobia

Um detox digital pode ser uma boa forma de evitar desenvolver a nomofobia ou até mesmo enfrentá-la por conta própria, quando isso for possível. Algumas medidas simples podem ajudar a se sentir mais livre da telinha do smartphone:

Desligue o celular para ter uma noite de sono reparador. Se você precisa dele para despertar, mantenha-o a uma certa distância da cama e o coloque em modo avião ou sem acesso à internet, para evitar a tentação de ficar buscando notificações;

– Tente deixar o aparelho em casa para saídas rápidas, como ir à padaria, ao mercado ou sair para uma caminhada;

– Dedique uma parte do seu dia longe de tecnologia. Pode ser para ler um livro ou passear em algum parque;

– Busque interações sociais feitas pessoalmente, em vez de depender apenas dos contatos no celular. Aliás, nestas reuniões sociais tente deixar o celular de lado para evitar ser aquela mesa no restaurante em que todos estão olhando para suas telinhas em vez de interagir.

Mesmo não classificada ainda, a nomofobia é um fenômeno que tem preocupado especialistas pelos prejuízos de curto, médio e longo prazo que podem causar na vida das pessoas. Não importa se você é Millennial ou da Geração Z, cringe é trocar o mundo de carne e osso por uma tela brilhante de celular.

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*A arte do banner é do artista Santiago Vecino.

Sobre DarkSide

Eles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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