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10 Rainhas do terror através dos tempos

Às vezes elas fogem do terror, em outras elas são o terror

21/09/2023

Vítimas ou assassinas? O papel das mulheres no terror pode assumir diferentes formas, mas ele parece ser uma constante nas produções do gênero. De scream queens a assassinas letais, elas emprestam toda a sua personalidade e resiliência a personagens que se tornaram verdadeiros ícones do terror.

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Quem não se lembra de uma Sally misturando desespero e alívio ao escapar de Leatherface em O Massacre da Serra Elétrica? Ou da revelação de que o assassino de Sexta-feira 13 era Pamela Voorhees, uma mãe enlutada e sedenta por vingança? Dos clássicos às franquias mais badaladas, as rainhas do terror podem aparecer nas mais diferentes formas, reforçando ou desafiando os arquétipos impostos a elas.

A Caveira vasculhou o catálogo dos filmes de terror do Telecine e trouxe 10 exemplos poderosos dessas personagens icônicas ao longo dos tempos. Prepare a pipoca e aperte play:

Scream Queens

As “rainhas do grito” são um arquétipo recorrente do terror, representado pela vítima desesperada que está lá para dar uns berros e transmitir o pavor do enredo ao público. Elas podem assumir protagonismo no filme ou às vezes serem aquelas coadjuvantes que você sabe que dará o seu último grito muito em breve.

1. Marion Crane, de Psicose

A scream queen absoluta é Marion Crane (Janet Leigh), do clássico Psicose, de Alfred Hitchcock. Considerado o primeiro slasher do cinema, o filme acompanha a personagem em fuga com uma quantia significativa de dinheiro. Marion pode até não ter sobrevivido a mais da metade do filme, mas seu grito apavorado no chuveiro perdura como um dos momentos mais icônicos do cinema.

psicose
Paramount Pictures/Divulgação

2. Melanie Daniels, de Os Pássaros

Era pra ser só um date com o advogado rico, mas Melanie Daniels (Tippi Hedren) não imaginava que o seu passeio ao litoral seria repentina e brutalmente interrompido por um ataque coletivo de aves determinadas a matar. Mesmo sendo atacada e ferida por uma gaivota, ela segue determinada a descobrir o que estaria causando os ataques. Aliás, em meio a alegações de comportamento abusivo de Alfred Hitchcock por trás das câmeras, Tippi Hedren quase ficou cega nas filmagens pois o diretor usou aves verdadeiras em uma das cenas de ataque.

os pássaros

As Final Girls

Melanie Daniels foi uma das pioneiras em um arquétipo que se perpetuaria no terror até hoje: as final girls. Como o próprio nome sugere, elas são as sobreviventes do gênero, principalmente quando falamos em slashers. Frequentemente virginais e mais inteligentes que a média dos personagens, as garotas finais costumam apresentar um pouco mais de profundidade do que as scream queens, muitas vezes carregando nas costas o peso de franquias inteiras, como vamos ver a seguir.

3. Sidney Prescott, de Pânico

Desde o primeiro filme, Sidney Prescott (Neve Campbell) já mostrou que não estava ali só pra dar uns gritos. Na trilogia original ela mostrou toda a sua personalidade fodona e não se deixou intimidar pelas diversas encarnações de Ghostface. Em Pânico 5 ela acabou passando o bastão para as irmãs Sam e Tara Carpenter (interpretadas por Melissa Barrera e Jenna Ortega, respectivamente), que deram uma nova cara à ideia de final girl. Aliás, aproveita que Pânico 6 está disponível no Telecine!

pânico 3
Dimension Films/Divulgação

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4. Laurie Strode, de Halloween

Quando se fala em final girl, um dos primeiros nomes que vêm à mente é o de Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), a babá sobrevivente de Halloween. Esperta e destemida, Laurie resistiu bravamente aos ataques de Michael Myers nessa que é uma das franquias mais emblemáticas do terror. Mas o que acontece com alguém que sobrevive a um trauma como esses? É isso o que a nova trilogia de Halloween, iniciada em 2018, nos mostra: uma Laurie madura e preparada para o inevitável último confronto com o assassino, que ocorre em Halloween Ends, de 2022, que também está lá no Telecine.

Halloween Ends

Não tão inocentes

Esqueça a ideia das scream queens indefesas ou das final girls que apenas sobrevivem. Produções mais recentes trazem protagonistas mais ativas, que resistem e viram o jogo, tornando-se o próprio terror.

5. Jennifer Hills, de Doce Vingança

Depois de ser brutalizada por moradores locais quando se retira para escrever em uma cabana, Jennifer Hills (Sarah Butler) é tida por morta pelos abusadores. Mas ela não apenas está vivinha da Silva como pretende se vingar de todos os que a torturaram e violentaram. Parece que o jogo dessa final girl virou, não é mesmo?

doce vingança

6. Thomasin, de A Bruxa

Ao longo de todo o filme Thomasin (Anya Taylor-Joy) é destratada e acusada de bruxaria pelos próprios pais, que a consideram a causadora de todas as desgraças que acontecem a eles. Por estar entrando na adolescência, seu amadurecimento é visto como pecaminoso e a fonte de todo o mal — mais ou menos como a nossa querida Carrie White, de Carrie, a Estranha. Ao longo de todo o filme ficamos na dúvida se ela estaria ou não praticando bruxaria, mas ela se mostra ser muito mais do que uma mera final girl.

a bruxa
A24/Divulgação

As novas final girls

Mais do que meras sobreviventes, as final girls do século XXI são personagens mais complexas, inteligentes e menos inocentes do que os slashers tentaram nos convencer.

7. Dani Ardor, de Midsommar: O Mal Não Espera a Noite

Os problemas que Dani (Florence Pugh) começa enfrentando em Midsommar são bem mais reais: a perda trágica da família e estar em um relacionamento com boy lixo (ela ainda não sabe dessa parte, mas logo irá descobrir). Em meio ao seu angustiante luto, ela viaja com o namorado e os amigos dele para uma comunidade escandinava que mais parece um culto macabro e florido. O arquétipo de final girl começa a dar as caras quando os amigos começam a desaparecer misteriosamente. A evolução aqui é um aprofundamento muito mais sério na personagem, que enfrenta problemas comuns ao mundo real. Sem contar que aquela cena final entrega uma personalidade muito mais complexa dessa nossa Rainha de Maio.

midsommar
A24/Divulgação

8. Dra. Rose Cotter, de Sorria

Bem longe de ser uma adolescente fugindo de um assassino mascarado, a Dra. Rose Cotter (Sosie Bacon) é uma psiquiatra que trabalha na emergência do hospital e que se depara com algum mal inexplicável que leva pessoas a tirarem a própria vida enquanto sustentam um sorriso sinistro. Mesmo estando na mira desse mal incompreensível, ela o enfrenta e o investiga a fundo, provando ser uma sobrevivente obstinada e inteligente.

sorria

Elas são o próprio terror

Cansadas de gritarem por aí e de serem perseguidas por assassinos e entidades malignas, as mulheres decidiram se tornar o próprio terror em produções bem recentes que acabaram de chegar ao catálogo do Telecine.

9. M3gan

Ela pode não ser orgânica, mas a inteligência artificial pode ser bem perigosa. M3gan é uma boneca/robô que deve servir de companhia para a jovem Cady (Violet McGraw). Só que o espírito protetor associado a uma inteligência artificial sem muito discernimento de certo e errado fazem com que M3gan dê uma de HAL 9000 e se torne uma máquina perigosa e incontrolável

m3gan
Blumhouse Productions/Divulgação

10. Pearl

Vítima ou vilã? Pearl (Mia Goth) consegue incorporar as duas à sua própria maneira. A personagem nos foi apresentada por Ti West pela primeira vez em X: A Marca da Morte como uma misteriosa e letal senhorinha. Em Pearl mergulhamos fundo em um excelente estudo de personagem para entender o que levaria a moça do interior a se tornar uma impiedosa assassina. Sonhadora e devotada, mas altamente reprimida pelo mundo em que vive, Pearl desconta sua frustração em impulsos homicidas cada vez mais incontroláveis. Para o cinema de terror, ela sempre será uma estrela.

Pearl
A24/Divulgação

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Sobre DarkSide

Avatar photoEles bem que tentaram nos vender um mundo perfeito. Não é nossa culpa se enxergamos as marcas de sangue embaixo do tapete. Na verdade, essa é a nossa maldição. Somos íntimos das sombras. Sentimos o frio que habita os corações humanos. Conhecemos o medo de perto, por vezes, até rimos dele. Dentro de nós, é sempre meia-noite. É inútil resistir. Faça um pacto com quem reconhece a beleza d’ O terror. O terror. Você é um dos nossos.

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